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A banda de rock mais lenta de todos os tempos, segundo a ciência

by Brunelson
há 16 minutos
10 min de leitura

Toda banda de rock and roll se orgulha de sua capacidade de animar a festa sempre que sua música empolga as pessoas, seja tocando ao vivo, ou sua música saindo da rádio ou de um aparelho de som.


Ninguém quer que o público tenha que se acomodar perto da parede durante uma apresentação, e mesmo que existam bandas de rock mais introspectivas, elas também possuem seus momentos de descontração de vez em quando. 


Mas também não há nada de errado em pegar a essência do rock and roll e dar uma guinada brusca de vez em quando...


É verdade que uma música lenta é suficiente para quebrar o gelo em quase qualquer festa, mas nem sempre é isso que uma banda de rock deve buscar. Os maiores artistas de todos os tempos não se preocupam muito com a reação do público à velocidade da sua música, e às vezes é melhor para eles trabalharem em canções um pouco mais lentas que funcionam como uma pulsação constante ao longo de sua duração.


Quero dizer, não faltam músicas de bandas como o BLACK SABBATH que fazem exatamente isso. Eles podem ser conhecidos como parte da santíssima trindade (ao lado do DEEP PURPLE e LED ZEPPELIN) que originaria as bases do heavy metal com músicas como "Paranoid", mas se você prestar atenção na abertura fúnebre da canção "War Pigs" ou na atmosfera sinistra de músicas como "Into The Void", verá que nem tudo precisava ser em alta velocidade. É lento, mas é justamente isso que o torna mais ameaçador sempre que um disco do BLACK SABBATH começa a tocar - ALICE IN CHAINS manda um abraço.


E embora o BLACK SABBATH tenha deixado um rastro de bandas em seu caminho, nem todas buscavam criar uma tensão crescente em suas apresentações... 


Comparado aos grupos mais pesados da época, Roger Waters (vocalista/baixista do PINK FLOYD) queria criar música que levasse o ouvinte a uma jornada a cada vez que alguém colocasse um dos seus discos para tocar, e embora isso pudesse ser interessante, não queria dizer que o PINK FLOYD iria criar músicas rápidas para os fãs ouvirem.


Mesmo sob a ótica da teoria musical, o professor de música, Ethan Klein, afirmou que a música do PINK FLOYD privilegiava alguns dos tempos mais lentos do rock and roll, dizendo, ao analisar a clássica canção "Wish You Were Here": "O andamento é extremamente lento – 60 batidas por minuto – então, cada batida dura 01 segundo inteiro. PINK FLOYD toca mais devagar do que qualquer outra banda de rock mainstream. Isso pode tornar suas músicas mais fracas e um tanto maçantes, mas em uma canção como essa, seu andamento majestoso é um luxo".


Mas além do andamento em si, e se houvesse algo mais acontecendo do que simplesmente compor um monte de músicas lentas? Sem dúvida, existem algumas músicas mais rápidas no catálogo do PINK FLOYD, como "Run Like Hell", mas ao analisar as diferentes pausas musicais que eles inseriram em suas canções mais conhecidas, percebe-se que nunca se tratava de competir com bandas como o LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH ou DEEP PURPLE.


David Gilmour chegou a afirmar que não tinha dedos capazes de tocar extremamente rápido, mas isso, na verdade, joga a favor da banda. Como uma música como "Shine on You Crazy Diamond" fala sobre como eles lidaram com a dispensa de Syd Barrett (vocalista/guitarrista/compositor original do PINK FLOYD), o andamento mais lento dá à canção muito mais espaço para respirar e mergulhar em seu sentimento. Nem todos nós sabemos o que é ter um amigo que perde a cabeça para patologias e saúde mental, mas nesses poucos segundos, é muito mais fácil absorver a música como ela é do que seria ouvi-la em uma velocidade acelerada.


Esse tipo de abordagem pode não funcionar em todas as músicas, mas numa época cibernética que se preocupa com a ideia de "não nos aborreça, chegue logo ao refrão", há algo revigorante em revisitar a música do PINK FLOYD em sua rotina musical.


O público em geral pode gostar de um certo tipo de música, mas se canções do PINK FLOYD como "Money", "Wish You Were Here" e tantas outras nos ensinou alguma coisa, é que às vezes a criatividade significa dedicar um pouco mais de tempo ao seu trabalho do que o habitual.


"Money" (8º disco, "The Dark Side of The Moon", 1973)


"Wish You Were Here" (9º disco, "Wish You Were Here", 1975)

















































































































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