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  • by Brunelson

Pink Floyd: a música da banda que o tecladista Richard Wright disse ser "a melhor que já fizemos"


Quando se fala sobre o período de pico do PINK FLOYD, geralmente isto nos remete ao álbum "The Dark Side of The Moon" (8º disco, 1973).

Após a saída de Syd Barrett do grupo em 1968 (vocalista/guitarrista original), a banda criaria álbuns extensos que pareciam entrar na mentalidade do que deixa as pessoas loucas, apresentando as músicas mais selvagens que eles já tinham gravado.


E embora o tecladista Richard Wright possa ter estado presente durante todo o período clássico do PINK FLOYD, uma música para ele colocou tudo em movimento para o grupo.

Antes de se tornar um dos maiores nomes do rock progressivo, PINK FLOYD estava inicialmente se destacando no movimento do rock psicodélico. Comparadas aos sons habituais de bandas como o THE DOORS, as músicas de Barrett eram sobre abraçar o mundo do rock espacial, com letras que muitas vezes se aventuravam de poemas em tons estranhos a contos de almas que procuravam explorar novas terras.

Depois de lançar o seu 1º álbum, "The Piper at The Gates of Dawn" (1967), a banda sofreria um duro golpe quando Barrett foi dispensado por causa de sua saúde mental. Os anos perdidos para o ácido LSD afetaram Barrett e a sua dependência de substâncias o tornou incoerente ao trabalhar em novas músicas do PINK FLOYD.

Embora David Gilmour (vocalista/guitarrista) tenha se encaixado como uma luva quando estavam gravando o 2º álbum ainda como um quinteto, "A Saucerful of Secrets" (1968), o grupo passaria os anos seguintes experimentando como seria uma versão do PINK FLOYD pós-Barrett.


Em álbuns como "Ummagumma" (4º disco, 1969) e "Atom Heart Mother" (5º disco, 1970), o PINK FLOYD começou a avançar em direção a um território progressivo, sendo que esse último álbum citado nos apresenta um épico que ocupa todo o lado A do disco.

Apesar de terem tido coragem para criarem uma canção dessa duração toda, foi só no próximo álbum que tudo se encaixaria na psique musical dos seus integrantes, sentindo que realmente estavam se desgarrando da sonoridade e influência de Barrett em seu som. Na maior parte do seu conteúdo, o álbum "Meddle" (6º disco, 1971) apresenta os sons mais refinados que o PINK FLOYD havia criado até aquele momento.

Embora a maioria dessas músicas apresentassem várias influências, a canção "Echoes" marcaria o ponto de virada para o grupo. Com duração de 23 minutos, a música é uma viagem pelas profundezas da Terra e um comentário sobre a luta de alguém para se relacionar com o próximo. Embora cada membro da banda se expandisse muito além do que a canção "Echoes" poderia ser, Wright considerava essa música uma das conquistas mais marcantes do PINK FLOYD em toda a sua carreira.

No livro, "Pink Floyd: All The Songs", Wright disse que a canção "Echoes" foi: "A melhor música que o PINK FLOYD já fez". Sem dúvida, o sucesso desta canção direcionou o próximo passo dos membros do grupo como compositores, seja processando a dor em ter dispensado Syd Barrett gravando o álbum "Wish You Were Here" (9º disco, 1975) ou contando a história da juventude de Roger Waters (vocalista/baixista) e a sua subsequente desilusão como uma estrela do rock gravando o álbum "The Wall" (11º disco, 1979).

Independentemente dos fardos que o PINK FLOYD teve de suportar no início de sua carreira, a música "Echoes" foi o momento em que eles cruzariam o limiar e se tornariam uma das maiores bandas do mundo. A partir do momento em que a canção termina, é fácil perceber que o grupo apenas começaria a impressionar mais ainda o seu público.



"Echoes"





































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