• by Brunelson

Pink Floyd: curiosidades sobre a capa do álbum "Wish You Were Here"


Hoje, iremos comentar sobre as decisões criativas por trás da direção artística de alguns dos álbuns seminais do mundo da música, "Wish You Were Here", 9º disco do PINK FLOYD.


Lançado em 12 de setembro de 1975 pela Columbia Records, o álbum entrou para a história como um dos maiores do rock. Habilmente executado por David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Rick Wright, o disco é indiscutivelmente um dos melhores trabalhos do PINK FLOYD - e essa paixão e pungência também se estendem à arte do álbum.


O disco "Wish You Were Here" foi vendido em um dos pacotes mais elaborados que acompanharam um álbum do PINK FLOYD. Storm Thorgerson, o renomado designer gráfico desse disco, trabalhou com todos, de bandas como AC/DC e LED ZEPPELIN.


Ele foi encarregado de criar uma capa de disco icônica para o PINK FLOYD e não decepcionou.


Mas convenhamos, encontrar uma ideia que combinasse com o som intelectualizado da banda seria difícil.


O designer decidiu acompanhar a banda em sua turnê de 1974 para meditar seriamente no significado das letras das novas canções do grupo que iriam ser lançadas no referido álbum.


E um dos temas se trata da "ausência", um assunto que foi abordado em longas horas de conversa com a banda. Thorgensen também olhou para as canções para ajudar a solidificar os seus pensamentos sobre o projeto de capa do disco. O conceito por trás das músicas "Welcome to The Machine" e "Have a Cigar", sugeria o uso de um aperto de mão (um gesto muitas vezes vazio, ausente).


A imagem de capa do álbum que se tornaria icônica, com dois homens em pé frente a frente se cumprimentando, enquanto um está pegando fogo, foram fotografadas por Aubrey ‘Po’ Powell, parceiro de Thorgerson no estúdio de design do PINK FLOYD, chamado Hipgnosis. A imagem marcante foi inspirada na ideia de que as pessoas tendem a esconder os seus verdadeiros sentimentos, com medo de “se queimar” e assim foram retratados dois empresários apertando as mãos, onde um deles está pegando fogo.


“Ficar queimado” também era uma frase comum na indústria musical, usada com frequência por artistas que negavam o pagamento de royalties pelos gananciosos executivos das gravadoras.


Dois dublês foram usados (Ronnie Rondell e Danny Rogers), sendo um deles vestido com um terno à prova de fogo coberto por um terno de trabalho, com a sua cabeça protegida por um capuz, debaixo de uma peruca. As precauções permitiram que a ideia de Thorgensen se concretizasse.


A fotografia foi tirada nos estúdios da Warner Bros. em Los Angeles e acrescentou uma dimensão extra de falsidade. Inicialmente, o vento soprava na direção errada e as chamas foram forçadas a atingir o rosto de Rondell, queimando o seu bigode e apresentando um perigo muito mais iminente. Os dois dublês mudaram de posição para evitar mais problemas e a imagem foi posteriormente invertida.


A contracapa do álbum é tão interessante quanto, mostrando um "vendedor do Floyd" sem rosto, nas palavras de Thorgerson: "Vendendo a sua alma no deserto". Foi uma imagem fotografada no deserto de Yuma, na Califórnia, novamente por Aubrey ‘Po‘ Powell. A ausência de pulsos e tornozelos significa a sua presença como um “traje vazio”.

A decisão de cobrir a capa com um plástico preto não foi popular com a gravadora da banda nos EUA, a Columbia Records, que insistiu que ela fosse alterada.


Já a EMI Records estava menos preocupada... Quando a banda ficou extremamente feliz com o produto final e apresentou uma maquete de pré-produção à gravadora, eles aceitaram com uma espontânea salva de palmas.


Confira o áudio de estúdio da canção "Have a Cigar", lançada no disco "Wish You Were Here" do PINK FLOYD:

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