top of page
  • by Brunelson

Pink Floyd: o disco da banda que Waters chamou de "embaraçoso" e Gilmour de "terrível"


PINK FLOYD é considerado uma das maiores bandas de todos os tempos.

No entanto, em nenhum momento eles deixaram para trás uma obra impecável depois que os membros originais se separaram e erros foram cometidos ao longo de sua jornada.

E para Roger Waters (vocalista/baixista), um álbum em particular ainda da época da formação clássica do grupo, representa um ponto baixo em seu cânone e ele considerou essa criação como “embaraçosa”.

O álbum em questão é "Atom Heart Mother" (5º disco, 1970), um registro espremido entre os álbuns "Ummagumma" (4º disco, 1969) e "Meddle" (6º disco, 1971) na história do PINK FLOYD.

A banda estava em um lugar fascinante na sua carreira e embora já fosse o 3º álbum sem a presença de Syd Barrett (vocalista/guitarrista original), o grupo ainda não havia descoberto completamente a sua nova identidade - mas não foi por falta de tentativa.


Enquanto eles se estabeleceram como uma banda de sucesso, que consistentemente alcançou o mainstream comercial e deslumbrou os críticos da época, a sua discografia carecia de uma "obra" desde a saída de Barrett.

O disco "Atom Heart Mother" marcou o fim do relacionamento do grupo com o produtor Norman Smith, que havia trabalhado de perto com eles em seus trabalhos até aquele momento. No entanto, após o fim do processo de gravação desse álbum, o PINK FLOYD sabia que era hora de seguir em frente e começar um novo capítulo em sua carreira sem a influência de Smith.

Na época da gravação desse disco, a criatividade deles estava em baixa e como resultado a produção do mesmo foi prolongada. Eles trouxeram o amigo/escritor/compositor, Ron Geesin, para o seu acampamento, o qual recebeu o crédito de composição na faixa-título, mas ficou chocado com a atmosfera hostil dentro do estúdio e que envenenou o disco.

Mais tarde, Geesin refletiu sobre essa experiência no livro, "The Flaming Cow: The Making of Pink Floyd's Atom Heart Mother", dizendo: "Quando o PINK FLOYD gravou o álbum 'Atom Heart Mother', eles estavam em seu ponto mais baixo de criatividade. Todos da banda estavam muito exaustos e não sabiam para onde ir".

Em última análise, esse disco é um lembrete de um momento difícil na história da banda, com Waters dizendo na década de 80 numa entrevista para a revista Times: “O álbum 'Atom Heart Mother' é um bom caso, eu acho, por ter sido jogado na lata de lixo e nunca ouvido por ninguém da banda nunca mais”. Enquanto isso, no livro do autor Mark Blake, "The Inside Story of Pink Floyd", Waters cita sobre esse disco: "Um álbum realmente horrível e embaraçoso".

Normalmente, David Gilmour (vocalista/guitarrista) e Waters seriam incapazes de chegar a um acordo seja sobre o clima do tempo, mas por incrível que pareça, eles compartilharam os mesmos pensamentos sobre o disco "Atom Heart Mother", com Gilmour dizendo à revista Mojo em 2001: “O álbum 'Atom Heart Mother' foi uma boa ideia, mas foi terrível. Eu ouvi esse disco recentemente e me peguei pensando: 'Meu Deus, é uma merda, possivelmente o nosso ponto artístico mais baixo na carreira'. Parece que não tínhamos nenhuma ideia entre nós, sendo que nos tornamos muito mais prolíficos depois desse álbum”.


Felizmente e vendo o copo meio cheio, o disco "Atom Heart Mother" foi apenas um obstáculo para o PINK FLOYD em sua jornada. Embora a sua famosa vantagem experimental tenha atrapalhado neste álbum, se não fosse por essa veia artística, eles nunca teriam criado corpos de trabalho tão cruciais e pioneiros quanto os álbuns "Meddle" ou "The Dark Side of The Moon" (8º disco, 1973).

Waters e Gilmour podem achar que é uma coleção de canções “embaraçosas” e "terríveis", mas o álbum "Atom Heart Mother" desempenhou um papel crítico na evolução do PINK FLOYD.


"Summer '68" (Disco: "Atom Heart Mother")







Commenti


Mais Recentes
Destaques
bottom of page