Pink Floyd: quem são os 03 porquinhos nas letras da música "Pigs (Three Different Ones)"?
by Brunelson
há 12 minutos
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Após o enorme sucesso dos álbuns "The Dark Side of The Moon" (8º disco, 1973) e "Wish You Were Here" (9º disco, 1975), o grupo de rock progressivo do PINK FLOYD realmente trilhou e solidificou seu próprio caminho após a dispensa do vocalista/guitarrista/compositor e membro fundador, Syd Barrett, ganhando milhões no processo e se tornando em uma das maiores bandas da música em geral de todos os tempos.
No entanto, o vocalista/baixista e nova força criativa da banda, Roger Waters (que assumiria as rédeas após a saída de Barrett), estava irritado, insatisfeito e cada vez mais distante da fama que haviam conquistado. O mundo do rock do qual estavam meio dentro, meio fora, havia se tornado obsoleto, e o punk rock surgindo em meados dos anos 70 os viam como a velha guarda.
Absorvendo a garra do punk rock (som, não) e despejando sua fervura no álbum seguinte, Waters tomou emprestado um pouco do livro, "A Revolução dos Bichos", do autor George Orwell, e trocou a crítica stalinista por uma escoriação da ganância capitalista.
Lançado durante o auge do punk rock em 1977, o álbum "Animals" (10º disco) intitula cada música com o nome de um animal - a ovelha, um cachorro e várias versões de um porco - lançando uma lente satírica crua sobre as camadas sociais da época e os tipos de "animais" que controlavam as alavancas e polias do cenário político.
Aninhada entre as canções "Dogs" e "Sheep", está a música "Pigs (Three Different Ones)", indicando o porco glutão que povoa o fedor de corrupção e assumindo suas várias formas. Nesta canção, Waters faz críticas escabrosas a 03 avatares diferentes de avareza e poder altivo que personificam o arquétipo do porco.
Mas enquanto um é explicitamente nomeado, os outros dois são alvo de intrigas especulativas.
"Mancha de porco no seu queixo gordo / O que você espera encontrar / Lá embaixo na mina de porcos?", esses versos é geralmente interpretado como um ataque à classe capitalista. Se agora Waters estava irritado com as elites abastadas, ele encontraria bastante combustível temático futuro para se irritar com a mudança política que o aguardava. Ou seja, Waters intuitivamente percebeu as maquinações financeiras que ocorriam no gabinete paralelo da época.
"Você gosta da sensação do aço / Você é a maioral com um alfinete de chapéu / E divertida com uma arma de fogo", Waters rosna, enojado e consternado com a traição da líder conservadora da oposição britânica da época, Margaret Thatcher, ao contrato social do pós-guerra.
E a terceira identidade de "porco" que Waters garante que seja exposta e que é explicitamente nomeada, vem com os versos: "Hey, você, Whitehouse / Haha, você é uma charada / Você é um orgulhoso rato da cidade", dirigido diretamente à defensora da moral e puritana religiosa, Mary Whitehouse, chefe da Associação Nacional de Telespectadores e Ouvintes, que disparava reclamações sobre o mais leve indício de sexo, violência e diversão em geral na TV britânica.
"Fiquei indignado com Mary Whitehouse e com as pessoas que fomentam a culpa e a vergonha sexual", concluiu Waters mais tarde na biografia da banda.
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