• by Brunelson

Pink Floyd: relembrando o último show e saída de Syd Barrett em 1968


Syd Barrett era a definição de um gênio torturado, alguém que infelizmente sucumbiu ao vício em drogas que o tornou cada vez mais errático no final dos anos 60. O resultado, é claro, deixou os seus companheiros de banda sem escolhas a não ser removê-lo do PINK FLOYD em 1968.

O seu último show com a banda seria na cidade de Hastings, Inglaterra, no dia 20 de janeiro de 1968, mas eles não sabiam na época que seria a sua última apresentação, onde a situação logo piorou como os companheiros de banda previram. 

No ano anterior a este momento, o grupo já havia convocado o velho amigo de escola, David Gilmour, para ajudar na guitarra, uma necessidade porque a saúde mental de Syd Barrett piorou e ele não conseguia mais atender às demandas básicas de tocar ao vivo.

Depois dessa apresentação em Hastings, a banda pensou que Barrett havia se tornado mais um obstáculo do que qualquer outra coisa e naquele ponto, todos sabiam que não poderiam continuar neste estado ou o PINK FLOYD não existiria mais. 

Em seu caminho para tocar na Universidade de Southampton menos de 01 semana depois do show de Hastings, os outros quatro membros simplesmente decidiram que seria melhor deixar Syd Barrett em casa na cidade de Londres, em vez de levá-lo junto.

De acordo com Gilmour em uma entrevista para a revista Guitar World em 1995: “Uma pessoa no carro disse: 'Devemos pegar Syd?' E outra pessoa disse: 'Não vamos nos incomodar'”. Naquele momento, o tempo de Syd Barrett na banda tinha chegado ao fim sem que ele soubesse que os seus companheiros de banda estavam tocando em Southampton, dando início ao 2º capítulo do PINK FLOYD.

O falecido tecladista, Richard Wright, estava morando com Syd Barrett na época e a situação o colocou em uma posição estranha, a qual ele preferia ter evitado: “Inicialmente, ficou muito embaraçoso”, disse Wright na biografia de Barrett, "A Very Irregular Head".


Ele continuou: “Tive que dizer coisas, como: ‘Syd, vou sair para comprar um maço de cigarros’, sendo que na verdade estava indo fazer um show com o PINK FLOYD. Claro, depois ele descobriu o que estava acontecendo...”

Embora os companheiros de banda tentassem cuidar de Syd Barrett logo após a sua saída, ele logo se tornou um recluso e saiu de cena. Permaneceu um forte sentimento de pesar em todos os membros do PINK FLOYD que eles poderiam, refletindo, ter feito mais para ajuda-lo nesta situação. No entanto, a consciência em torno da saúde mental era completamente diferente do que é agora.

“Estávamos tão cegos naquele tempo”, disse o baterista Nick Mason em entrevista para a revista Uncut. “Afirmo que cuidamos muito mal de Syd Barrett naquele momento, mas não o conhecíamos melhor... Ainda há a crença de que foi o dano do ácido LSD, mas poderia também ter sido uma coisa perfeitamente direta ao ponto, como o fato de que ele queria ser um artista íntegro e não uma estrela pop. Na verdade, isso poderia quebrá-lo emocionalmente e certamente não faria nenhum bem a ele ser forçado a seguir um caminho que não queria seguir".

O falecido Syd Barrett continua sendo uma das grandes caricaturas do rock e é trágico que um dos mais puros talentos que foi o mentor da formação da banda, nunca tenha conseguido a frutífera carreira que merecia. 

Felizmente, o primeiro álbum do PINK FLOYD sempre estará lá como um lembrete do seu gênio inato e talento único.

Confira o videoclipe da música "See Emily Play" com Syd Barrett nos vocais, lançada no álbum de estreia do PINK FLOYD em 1967, "The Piper at The Gates of Dawn":


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