Queens of The Stone Age: "gravar esse álbum não foi uma experiência boa, porque eu tive que fazer quase tudo sozinho", disse Josh Homme
by Brunelson
há 1 dia
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Existem músicos específicos cuja grandeza está inextricavelmente ligada à banda da qual fazem parte, como por exemplo, o guitarrista Pete Townshend do THE WHO ou o guitarrista Jimmy Page do LED ZEPPELIN.
Mas também existem alguns nomes cujo legado é mais volátil, não pela banda da qual fizeram/fazem parte, mas por sua presença na cena musical em geral.
E um desses nomes contemporâneos é o frontman do QUEENS OF THE STONE AGE, Josh Homme.
Sua poderosa guitarra já foi tocada em outras bandas, como KYUSS, SCREAMING TREES e THEM CROOKED VULTURES, além do seu projeto caseiro com uma roda de amigos itinerantes, o Desert Sessions, em um estúdio no deserto da California. Em troca, ele construiu o tipo de carreira que resulta na associação do seu nome a um estilo e a um tipo de som.
Em última análise, foi isso que o tornou uns dos primeiros nomes na lista dos grandes para a formação de qualquer supergrupo. Seja com John Paul Jones (baixista do LED ZEPPELIN) e Dave Grohl (baterista do NIRVANA) para formarem o THEM CROOKED VULTURES, ou ao lado de Iggy Pop fazendo parte da sua banda de apoio para gravação do álbum e subsequente turnê em 2016, o nome de Homme está na ponta da língua de qualquer um que busque alcançar uma sincera grandeza musical.
E assim como o próprio Homme afirmou uma vez em entrevista, álbuns da banda como "Lullabies to Paralyze" (4º disco, 2005) ou a Desert Sessions, foram criados em colaboração com seus companheiros de banda e amigos, algo que ele fez questão de fazer, mas a coisa nem sempre foi assim...
No disco que muitos fãs considerariam sua obra-prima e que contava com uma escalação galáctica em sua formação - Dave Grohl na bateria, Nick Oliveri (KYUSS) no baixo, Troy Van Leewuen na guitarra e Mark Lanegan (SCREAMING TREES) levando os vocais em algumas músicas - mesmo assim, Homme carregaria todo o peso sozinho nas costas para criação e ideias de produção para esse disco - mas com a bateria de Grohl dando vida para Homme trabalhar.
"O álbum 'Songs For The Deaf' (3º disco, 2002) eu fiz mais ou menos sozinho, e essa experiência não foi boa para mim porque foi como se eu tivesse sido deixado sozinho. Inicialmente, trabalhamos com um cara de fora para produzir esse álbum e a 1ª coisa que ele me disse foi: 'Quero estudar sua vibe e depois posso aperfeiçoá-la'. E eu fiquei, tipo: 'Mas que porra é essa?' Então, depois que ele foi demitido, tudo se resumia a tentar voltar para onde estávamos originalmente", disse Homme.
Ele finalizou: “Acho que as pessoas têm a percepção de que eu comando esse navio como um general nazista e que esse é o papel mais importante... Mas não é”.
É de se surpreender o quanto ficamos sabendo de artistas musicais que tecem gostos contrários ao que um fã está esperando saber - não querer tocar algumas músicas de sucesso nos shows, por exemplo - ou de ter passado por uma má experiência durante a gravação de um álbum de estúdio que ficou marcado na história do rock.