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Pink Floyd: quando David Gilmour escolheu a música com suas letras preferidas de Roger Waters

  • by Brunelson
  • há 2 minutos
  • 3 min de leitura

Algumas letras musicais, não importa a sua idade, sempre ficam na sua memória. 


Muito antes de entendermos a grandeza do PINK FLOYD ou o que o álbum "The Dark Side of The Moon" (8º disco, 1973) proporcionaria como experiência auditiva, o grupo já vinha escrevendo sua história na linha do rock'n roll e da música em geral desde seu álbum de estreia de 1967, "The Piper at The Gates of Dawn".


Sem dúvida, o PINK FLOYD nos apresentou uma das melhores letras já escritas em suas músicas, retratando perfeitamente a natureza transitória da vida, mas quando você se aproxima profundamente em algumas letras, a mesma pode se tornar uma espécie de metáfora diferente para qualquer ouvinte. 


Forjados juntos por poderes criativos superiores para criar álbuns de estúdio mais icônicos da música de todos os tempos, Roger Waters (vocalista/baixista) e David Gilmour (vocalista/guitarrista) deram voz e corpo ao disco "The Dark Side of The Moon".


E não foram poucas as tentativas que a dupla, junto com o baterista Nick Mason e o tecladista Richard Wright, se esforçava ao máximo para encontrar o encaixe perfeito após a saída de Syd Barrett em 1968 (vocalista/guitarrista/compositor original do PINK FLOYD), sendo que, o mais perto que eles tinham almejado tinha sido no álbum "Meddle" (6º disco, 1971), que segundo relatos da própria banda, foi o modelo para alcançar a perfeição no álbum "The Dark Side of The Moon".


Esse disco é uma grandeza embalando uma marcha ao som do paraíso psicodélico, e foi realmente um exemplo de como forças em conflito podem se unir para extrair ouro. Porém, como já é sabido por todos, as diferenças criativas e visionárias de Waters e Gilmour foram gerando brigas internas e tensões, o que fez Waters deixar o grupo em 1985 com 12 álbuns de estúdio lançados. Suas "espetadas" um no outro perduraria a vida inteira, envolvendo até processos judiciais.


Então, quando Gilmour compareceu a uma sessão de perguntas e respostas e lhe perguntaram qual música ele achava que continha as melhores letras de Waters - já que cada um só vê o lado ruim do outro - ele logo fez o que seria uma provocação sutil, escolhendo uma canção que só foi lançada oficialmente em 2015, como parte de um EP retrospectivo chamado "First Recordings", que se tratava de músicas inéditas gravadas em 1965, antes de lançarem seu disco de estreia e com Syd Barrett na banda. 


"Nossa, deixa eu pensar um pouco sobre isso", Gilmour ponderou, antes de sugerir. "Que tal uma música chamada 'Walk With Me Sydney?'"


Na maioria das circunstâncias, a escolha de um lado-b profundo seria um grande elogio, pois geralmente é a obra mais negligenciada de um artista que ele mais valoriza, mas Gilmour conhece Waters melhor do que isso e sabe do orgulho que Waters possui das suas composições mais grandiosas para o PINK FLOYD, especialmente os álbuns "The Dark Side of The Moon" e "The Wall" (11º disco, 1979). 


Então, parece que mesmo na hora de elogiar seu ex-colega de banda, é difícil encarar o destaque de uma música que foi renegada ao lixo da história e que não foi lançada em nenhum álbum de estúdio, como nada mais do que uma sutil provocação ao ego de Waters - ainda mais porque Waters já disse em entrevista, que a fase inicial da banda era "risível".


"Walk With Me Sydney"


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