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Neil Young: qual a música dele que deixou uma equipe inteira de filmagem em lágrimas?

  • by Brunelson
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Há um certo glamour em Hollywood que é frequentemente lamentado por aqueles que estão abrigados nela: "Não é tudo sobre brilho e glamour", eles protestam. 


Mas quando você olha para premiações ou brindes infinitamente fornecidos, é difícil não se pegar sonhando. 


E talvez o maior truque de mágica que a maioria dos filmes pode fazer é retirar para si os melhores músicos que o mundo tem a oferecer em um piscar de olhos. Foi certamente assim que as coisas aconteceram para o diretor Jonathan Demme quando ele enviou uma carta esperançosa para Neil Young.


O filme, Philadelphia (1993), continua sendo um dos momentos definidores da epidemia da AIDS. O filme empurrou a crise para a consciência coletiva, e a interpretação do ator Tom Hanks, um advogado homossexual que sofre da doença, desafiou as normas sociais sobre HIV/AIDS e homofobia da época. Foi um dos primeiros filmes populares a mostrar homossexuais de forma positiva e foi corretamente reconhecido na temporada de premiações, com Hanks ganhando o prêmio Oscar de "Melhor Ator" por seus esforços.


Um dos momentos de destaque da produção de Demme foi sua escolha para as músicas que fizeram parte da trilha sonora do filme, com 02 incríveis peças musicais do panteão dos maiores compositores da música em geral. Enquanto Bruce Springsteen forneceria sua música para a abertura do filme, seria Neil Young quem assumiria o final muito mais melancólico do filme com sua música chamada "Philadelphia".


Uma canção tocante, Demme falou sobre entrar em contato com Young quando tinha sido entrevistado uma vez pela revista Rolling Stone: “Eu pensei: 'O que precisamos para começar o filme é de um hino do rock mais atualizado e dominado pela guitarra falando sobre injustiça. Quem poderia fazer isso? Neil Young pode fazer isso'. Então, editamos uma sequência do filme com a sua canção, ‘Southern Man’, para ajudá-lo a ver como sua música poderia dar poder às imagens com as quais estávamos trabalhando. Young me respondeu, dizendo: 'Ok, eu vou tentar'".


Young ainda era um dos roqueiros mais amados de sua época e a melodia original de sua nova música chegou a Demme, porém, o diretor não se conectou muito bem com a canção de Young. A melodia original era um pouco pacífica demais para o diretor, que a chamou de "bonita demais". Sendo assim, Demme pediu a Young para se retratar na música como o personagem de Tom Hanks havia feito para o filme, um homem bem sucedido profissionalmente, mas agora perdido enfrentando um futuro sombrio. 


E o que Young iria trazer à mesa, seria simplesmente um dos melhores trabalhos de sua carreira.


Demme continuou: “Depois de 06 semanas, Neil Young me telefonou e disse: ‘Oi, aqui é Neil e estou enviando uma fita-cassete para você escutar’. Então, quando recebi aquela fita, todos da minha equipe na sala estávamos chorando na 1ª vez que a ouvimos. Eu lembro de ter dito ao meu pessoal: 'Meu Deus, Neil Young confia mais nesse filme do que eu'”.


É uma obra extremamente comovente e certamente mereceu seu lugar na lista de indicações do Oscar daquele ano para "Melhor Canção Original". Young até tocou essa música na cerimônia do Oscar, cantando e acompanhado-a apenas por um piano. No entanto, em uma reviravolta um tanto cruel do destino e assim como muitas coisas nessa vida não tem explicação, a canção mais animada da abertura do filme de Bruce Springsteen é que levaria o prêmio para casa.


"Philadelphia"


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