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Neil Young: por que ele se ressentiu de um dos seus maiores álbuns?

  • by Brunelson
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Não há sentido real em dizer a alguém como Neil Young o que fazer. 


Mesmo que tudo esteja alinhado para ele criar um clássico em um estilo específico de música, o que quer que ele coloque em um disco geralmente se resume a como ele estava se sentindo naquele momento da sua vida, o que pode significar um álbum da velha escola, ou algo distorcido ou completamente fora dos trilhos. 


E embora Young pudesse facilmente ter continuado a gravar álbuns como "Harvest" (4º disco, 1972) pelo resto de sua vida, ele achava que estava começando a ficar limitado pelo álbum que o tornou uma grande estrela.


Porém, Young nunca realmente se encaixou no tipo "rockstar" para início de conversa. Enquanto todos os outros estavam colocando flores em seus cabelos e falando sobre construir um estilo de vida "paz e amor" no meio de Woodstock Festival, Young estava mais interessado em destilar sua própria vida e coração quando ele começou a lançar seus álbuns de estúdio, mesmo que isto significasse que apenas um número limitado de pessoas iriam acabar lhe ouvindo.


Álbuns clássicos de sua carreira como "After The Gold Rush" (3º disco, 1970), estavam mostrando às pessoas a sua visão de mundo rústica das coisas e que todos conheciam, mas que não queriam explanar em conversas sociais, sendo que no álbum sucessor, "Harvest", vemos Young em um estado de reparo das coisas. Novamente, sendo um dos discos mais conhecidos de sua carreira e que nos apresentaria várias músicas clássicas, para Young não é muito confortável para ele revisitar estas canções nos tempos atuais.


Ao ser entrevistado neste século pelo jornal The Los Angeles Times, ele pensou que o álbum "Harvest" de repente o colocou em uma caixa na qual ele não queria estar, dizendo: “'Harvest' foi um bom disco, mas não foi melhor do que muitos dos outros álbuns que eu lancei. É apenas mais um disco para mim e há outros em minha discografia que são muito mais atraentes, mas ele teve o seu momento... Depois de um tempo, tive que seguir em frente e precisei me afastar desse álbum, tipo, não era onde eu queria estar, sabe?”


Por outro lado, alguns destes sentimentos desconfortáveis ​​podem ter vindo de Young recebendo algumas críticas pesadas do seu ídolo. Não importa o quanto você acha que é confiante em si mesmo como compositor, mas ouvir Bob Dylan reclamar sobre o quanto você está roubando dele, pode ter lhe causado certo impacto.


Mas a verdade seja dita e é isso que qualquer artista íntegro deve fazer. Eles não fazem música pensando se isso agrada as outras pessoas, e sim, se serve de terapia para si mesmo e independente se as pessoas irão gostar ou não. É quando podemos diferenciar o que realmente vem de uma cultura de algo que é um mero produto comercial. 


E para Young, o disco "Harvest" foi apenas mais uma transição de canções decentes e sinceras que ele estava vivenciando naquele momento.


"The Needle and The Damage Done" (Disco: "Harvest")


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