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Pink Floyd: "não há nada nesta canção, não tem refrão e nem ponte, é somente uma lista direta”

  • by Brunelson
  • há 2 dias
  • 8 min de leitura

Atualizado: há 16 horas

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Desenvolvendo material para o seu 8º álbum de estúdio durante ensaios, passagens de som antes de suas apresentações e shows ao longo de 1972, o PINK FLOYD passou a maior parte do ano aprimorando o que se tornaria a essência de "The Dark Side of The Moon", lançado em 1973. 


Exorcizando as pressões da fama e a doença mental que atormentavam seu ex-vocalista/guitarrista/compositor original, Syd Barrett, seu novo trabalho levou a banda a um plano sonoro infinitamente mais coerente e rico, com composições intrépidas, texturas eletrônicas inovadoras e cantores de estúdio poderosos, entregando uma dose inebriante de cinema sonoro que encapsulava as ambições da era dos álbuns de estúdio.


Foi também um sucesso de bilheteria, vendendo mais de 45 milhões de cópias registradas e se tornando o 4º disco que mais vendeu cópias de todos os tempos. Moldando uma obra unificada e conceitual que oscilava entre ganância, isolamento, dissociação e loucura, seu compositor principal, Roger Waters (vocalista/baixista), sentiu que o álbum precisava de um fechamento conceitual para consolidar sua união.


Inspirada nas letras da música de abertura do disco, "Breathe", a canção "Eclipse" encerra o mesmo e segue perfeitamente a música "Brain Damage", percorrendo uma forma curiosa de composição que forçou o guitarrista/vocalista, David Gilmour, a pensar criativamente sobre como embelezar um esboço tão desafiador de música. 


"Eu me lembro de trabalhar duro para construí-la e adicionar harmonias que se encaixassem à medida que você avançasse na canção", disse Gilmour para a revista Rolling Stone em 2011 sobre a canção "Eclipse". "Porque não há nada nela, tipo, não há refrão e não há uma ponte, é apenas uma lista direta. Então, a cada 04 versos, faríamos algo diferente".


Os arranjos incomuns que envolvem a música "Eclipse" dão à peça uma poderosa e cósmica sensação de encerramento para a história do álbum conceitual "The Dark Side of The Moon", recebendo um retorno temático ao fechar o final com a mesma batida cardíaca da introdução que abre o disco com a faixa "Speak".


Percorrendo liricamente as inúmeras facetas da condição humana, passando pelo fervor sensorial da vida até os muitos conflitos e lutas do homem no reino material, bem como no coração, Waters sempre sentiu que o nível de profundidade emocional da canção "Eclipse" evitava alusões enigmáticas e brilhava com uma universalidade acessível.


"Não vejo isso como um enigma", revelou Waters no documentário da banda de 1987 sobre a música "Eclipse". "O álbum usa o sol e a lua como símbolos. A luz e a escuridão, o bem e o mal, e a força da vida em oposição à força da morte. Acho que é uma afirmação muito simples, dizendo que todas as coisas boas que a vida pode oferecer estão aí para nós as aproveitarmos, mas que a influência de alguma força obscura em nossa natureza nos impede de aproveitar algumas delas".


Esse é um dos diferenciais do PINK FLOYD, em compor obras que penetrassem a alma e a psique humana em toda a sua angústia e tormento.


"Eclipse"



































































































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