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Red Hot Chili Peppers: o quer dizer sobre a música "Dance, Dance, Dance"?

  • by Brunelson
  • há 8 minutos
  • 3 min de leitura

Mesmo as bandas de rock mais lendárias terão algumas músicas que não irão chamar a atenção do público e ficarão enterradas no álbum de estúdio em que foram lançadas - e se forem lançadas mesmo no álbum. 


Quando uma banda lança um disco, pode ser evidente que nem todas as músicas serão instantaneamente as favoritas dos fãs, com algumas se destacando mais pelos seus pontos baixos do que pelos seus pontos altos.


Em 2011, o RED HOT CHILI PEPPERS percebeu que tinha muito a fazer com o lançamento do álbum "I'm With You'. Sendo seu 10º disco, o mesmo foi lançado após um intervalo de 05 anos do seu álbum anterior e seria o 1º a contar com seu novo guitarrista, Josh Klinghoffer, que estava substituindo o guitarrista da formação clássica da banda, John Frusciante. Após a turnê mundial do clássico álbum de 2006, "Stadium Arcadium" (9º disco), a banda fez uma pausa prolongada para que seus integrantes pudessem relaxar da longa turnê e se concentrarem em seus projetos musicais solo - além da decisão de Frusciante em deixar a banda pela 2ª vez na carreira.


O álbum "I’m With You" marcou uma nova era artística para o grupo, que decidiu experimentar nesse disco e se distanciar um pouco do seu som funk rock característico. Após seu lançamento, esse álbum recebeu críticas mistas. Muitos elogiaram o disco por sua nova sonoridade e pelas contribuições musicais de Klinghoffer, enquanto outros disseram que carecia de direção e não correspondia ao material anterior da banda com Frusciante tocando guitarra.


Seria justo argumentar que o ponto mais baixo do álbum é a música "Dance, Dance, Dance". Usada para encerrar o disco e ficando escondida pela sombra de canções mais marcantes do álbum, como "Police Station", "Brendan's Death Song", "Monarchy of Roses" e "Even You Brutus", ela poderia se destacar como uma música de preenchimento genérico, em vez de uma emocionante canção de encerramento de um disco. Além disso, para uma banda que certamente sabe como causar impacto tanto nos palcos quanto em um estúdio de gravação, seria de se esperar que eles finalizassem um álbum com expectativas consideravelmente altas, neste caso, devido ao seu intervalo de 05 anos de lançamento e porque estavam apresentando o novo disco do RED HOT CHILI PEPPERS sem John Frusciante na guitarra.


Todos, até a própria banda, sabia que a adição de Klinghoffer levaria a uma nova direção no som do grupo. Os métodos artísticos de Klinghoffer, combinados com os recentes estudos e ensinamentos de teoria musical do baixista Flea, levaram a uma abordagem mais experimental e nunca visto antes no estilo de improvisação característico da banda.


No entanto, enquanto uma música como "The Adventures of Rain Dance Maggie" mantém um conteúdo lírico poético, uma linha de baixo viciante e caindo nos braços dos fãs em geral, a canção "Dance, Dance, Dance" não mantém o mesmo nível de expressão artística ou enérgica. Ela entrega a identidade sonora recém-explorada desse álbum, mas sem despejar nada memorável, o que pode resultar em uma das músicas mais pobres da discografia do RED HOT CHILI PEPPERS.


A energia geral sem brilho da música não pôde ser salva nem mesmo pela ponte vigorosa encontrada perto do final da música (que parece ter sido lançada somente por diversão, sem nenhum comprometimento), e para uma banda que é capaz de ostentar que possui um dos melhores baixistas do rock de todos os tempos, suas habilidades nem parecem necessariamente brilhar nesta canção.


Mesmo assim, o RED HOT CHILI PEPPERS possui uma das identidades sonoras mais distintas do rock, e sua fusão de funk rock com jeitos rap de cantar, os consolidaram como uma das maiores bandas na história do rock, onde, em poucos segundos escutando suas músicas, até mesmo ouvintes casuais do público mainstream seriam capazes de identificar de imediato qual é a banda que eles estão escutando.


"Dance, Dance, Dance"


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