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Jimmy Page: "Syd Barrett era absolutamente inacreditável em termos do que fazia no Pink Floyd"

  • by Brunelson
  • há 9 minutos
  • 3 min de leitura

Aclamado como um dos maiores guitarristas de rock de todos os tempos, impressionar o herói da guitarra que é Jimmy Page não é tarefa fácil. 


Desde seus primeiros dias com o THE YARDBIRDS até o hard rock inovador e devastador que orquestrou com o LED ZEPPELIN, Page certamente deixou sua marca na história da música em geral.


E ao longo de sua ilustre carreira, ele sempre manteve uma adoração pelo estilo experimental do compositor/guitarrista/vocalista original do PINK FLOYD, Syd Barrett.

 

Progenitor vital da psicodelia e da experimentação musical, Barrett dispensa apresentações. Desde a fundação do PINK FLOYD em 1965, ele rapidamente ascendeu à fama como um dos compositores mais prolíficos e talentosos da Europa, dedicando-se à experimentação e à inovação musical. O rock psicodélico dominou a cena no final da década de 60, com grupos como JEFFERSON AIRPLANE e GRATEFUL DEAD abrindo caminho para os gigantes da invasão britânica dos anos 60 como BEATLES e ROLLING STONES tentarem entrar no mundo alucinante do rock psicodélico em ácido LSD. 


No entanto, na cena psicodélica havia poucos artistas comparáveis a Syd Barrett.


Para Jimmy Page, o rock psicodélico era uma espécie de faca de 02 gumes. Tendo iniciado sua apreciação musical no mundo do rockabilly e blues, a psicodelia não parecia combinar muito com sua personalidade, no entanto, durante seu tempo com o THE YARDBIRDS – banda esta que daria origem às carreiras de outros 02 guitarristas lendários, Jeff Beck e Eric Clapton – ele teve seus próprios momentos de exploração psicodélica.


Porém, na maior parte do tempo o THE YARDBIRDS se apegou ao blues rock, com Page, segundo relatos, se sentindo marginalizado pelos grupos psicodélicos populares da época: "Para nós, havia muito mais do que apenas estar chapado e tocar 01 acorde só", disse Page quando foi entrevistado pela revista Mojo em 2017.


Apesar dos seus sentimentos contraditórios em relação ao rock and roll descontrolado e drogado, nem mesmo Jimmy Page conseguiu negar a genialidade musical de Syd Barrett. Embora ele tenha estado presente apenas nos primeiros anos à frente do PINK FLOYD e tendo gravado somente os 02 primeiros discos da banda, esses álbuns permanecem como um dos destaques indiscutíveis da longa trajetória do grupo. 


Seu disco de estreia, "The Piper at The Gates of Dawn" (1967), é uma obra-prima absoluta e o único com a formação original intacta - pois no 2º álbum eles já tinham chamado o guitarrista David Gilmour e o disco foi gravado em quinteto. Lamentavelmente, Page nunca teve a chance de presenciar um show com o quarteto da formação original do PINK FLOYD, embora ele tenha dito na entrevista que gostaria de ter tido essa experiência.


Mas em 1968, Barrett foi dispensando pelos seus colegas de grupo, devido a problemas de saúde mental e dependência de drogas psicodélicas, o que já estava comprometendo os compromissos e shows da banda. PINK FLOYD continuaria por décadas, mas para a maioria dos fãs que presenciaram o nascimento da banda e seus primeiros álbuns de estúdio, eles opinam que seus álbuns conceituais e óperas rock pós-Barrett soam exagerados e nunca conseguiram capturar a inovação e a revolução das composições de Barrett. Era claro para essa maioria que Barrett era a principal atração da banda.


Essa é uma filosofia que Page parece adotar, explicando que: "Syd Barrett era absolutamente inacreditável em termos do que fazia. Ele deu um passo para o lado e canalizou todas essas coisas incríveis. A versão deles de psicodelia era muito, muito legal". Antes de acrescentar uma rápida crítica a outros contemporâneos dos anos 60, dizendo: "Havia outras bandas que eram rotuladas como psicodelia, mas sem querer citar nomes, eram uma porcaria total".


Em um endosso final aos incríveis talentos de Syd Barrett, Page concluiu: "O que o PINK FLOYD estava fazendo era seriamente experimental e significou muito". 


Certamente significou muito para muitos fãs de música e continua a significar muito depois de todos esses anos para muitas bandas. Syd Barrett se aposentou da música e da vida pública em 1972, mas durante sua curta carreira, ele alterou indefinidamente a linha do tempo da história do rock and roll.

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