Pink Floyd: a canção que é vista como o verdadeiro canto do cisne da banda
by Brunelson
há 4 minutos
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Poucas bandas possuem uma história como a do PINK FLOYD.
Com formações de integrantes se alterando durante toda sua carreira, o estilo e o som do grupo mudaram constantemente. Isto significa que, ao percorrer a discografia da banda, você se depara com uma gama de estilos diferentes, cada um único e incrivelmente emocionante.
No início, a maior parte das composições era liderada por Syd Barrett (vocalista/guitarrista/compositor original). Isso acontecia na época em que o rock psicodélico ainda estava se consolidando, o que significava que as músicas frequentemente funcionavam individualmente, mas os álbuns que estavam sendo feitos não tinham muita direção.
Roger Waters (vocalista/baixista), que assumiria as rédeas do grupo depois que dispensaram Barrett em 1968, criticou alguns dos primeiros trabalhos da banda por essa aparente falta de direcionamento. Por exemplo, o disco de estreia do PINK FLOYD, "The Piper at The Gates of Dawn" (1967), ao opinar, ele criticou o álbum por não ter uma direção clara ou uma mensagem geral. Sendo assim, ele colocaria em prática o que pregava em alguns dos discos seguintes do PINK FLOYD, que agora pareciam ter apenas 01 direcionamento a seguir.
O que significava álbuns conceituais mais longos, onde as músicas eram conectadas e fluíam juntas, vide os álbuns "The Dark Side of The Moon" (8º disco, 1973) e "The Wall" (11º disco, 1979). Apesar da direção criativa da banda aparentemente estar em boas mãos durante esse período, não há como negar que o grupo continuou enfrentando dificuldades para seguir em frente, o que levou à saída de Roger Waters em 1985 e outras desavenças durante a carreira entre ele e David Gilmour (vocalista/guitarrista) e até com o tecladista membro fundador, Richard Wright, que chegou a ser demitido por Waters no final dos anos 70 e recontratado como músico de apoio.
Com sua saída, PINK FLOYD continuou a criar músicas e lançar álbuns de estúdio, para desgosto de Waters. É verdade que os discos com a participação de Waters ainda são considerados os favoritos pelos fãs, mas as pessoas ainda estavam interessadas em ouvir os novos álbuns em que Waters não estava envolvido.
Parecia que o último álbum do PINK FLOYD seria lançado em 1994, "The Division Bell" (14º disco). O álbum foi visto por muitos como o último lançamento da banda, e a última música do disco, "High Hopes", parece um verdadeiro canto do cisne. Foi uma das primeiras gravações compostas para o álbum, mas que foi usada para encerrar o disco e mais parecendo o ponto final da banda.
Álbuns parecem se referir a coisas chegando ao fim quando você os escutam na íntegra, mas o verdadeiro prego no caixão acontece no final da música "High Hopes", quando Charlie, filho de David Gilmour, desliga o telefone na cara do empresário do PINK FLOYD, Steve O'Rourke. A ideia parecia sugerir que Gilmour estava desligando o telefone na cara da banda para poder passar mais tempo com a família. É uma maneira doce de encerrar o álbum, mas não marcou o fim de novas músicas da banda.
O último álbum do PINK FLOYD, "The Endless River" (15º disco), foi lançado em 2014, e o álbum recebeu o nome de uma das letras de encerramento da música "High Hopes". Durante uma entrevista na época do seu lançamento, David Gilmour admitiu que o motivo para isso foi sugerir que o início do álbum "Endless River" é uma continuação do final do disco "The Division Bell".
Porém, embora a canção "High Hopes" possa não ter sido o final oficial do PINK FLOYD, é visto por muitos como o canto do cisne oficial da banda.
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