top of page

Iggy Pop: o artista que ele chamou de último astro do rock e que “tocou o mundo”

  • by Brunelson
  • 18 de abr.
  • 8 min de leitura

É impossível ver a música mudando em tempo real sempre que um novo movimento surge. 


Muitas vezes, há sinais de que qualquer estilo que esteja em alta será uma moda passageira, mas a diferença entre algo que se torna a sensação do mês por 01 semana e algo que muda completamente a forma como todos nós pensamos sobre música, é incrivelmente difícil de encontrar na prática em tempo real. 


Mas para alguém que faz parte do rock and roll há tanto tempo quanto Iggy Pop, ele sabe quando um novo artista aparece vindo diretamente de uma cultura, e não um produto interessado em dinheiro, ostentação e bens materiais.


Afinal, toda a persona de Iggy Pop gira em torno de ser um dos melhores artistas performáticos de sua época. Nem tudo o que ele fazia era para ser facilmente digerível, mas sempre que ele tirava a camisa no meio de um show e começava a cantar músicas como "I Wanna Be Your Dog" sendo o vocalista do THE STOOGES, ficava claro que ele estava fazendo algo maior. Era alguém em guerra consigo mesmo no palco e cabia a todos os outros se abaixarem para se protegerem ou saírem da frente sempre que ele se aproximasse.


Mas isso nem sempre significava que ele voltaria inteiro...


Muitos dos melhores shows do THE STOOGES foram quando Iggy Pop se transformava em um animal selvagem no palco, e embora pudesse ter sido fácil para ele se jogar de um lado para o outro, cortar-se e ter sangue escorrendo pelo abdômen, isso era apenas um pequeno inconveniente para ele na maioria das vezes.


E mesmo que esse tipo de performance artística não tivesse espaço nos mesmos canais que exibiam vídeos de bandas hair metal na década de 80, as coisas começaram a mudar drasticamente quando o NIRVANA ganhou destaque no começo dos anos 90. Para a maioria dos fãs casuais de rock and roll, essa era a coisa mais próxima do punk rock que já havia alcançado o mainstream na época, e mesmo que todos pudessem cantar junto com as suas músicas, a atenção estava extremamente focada no que Kurt Cobain vinha fazendo nos bastidores.


Cobain pode ter vindo de uma cidadezinha do interior próxima de Seattle e ter tido uma mentalidade muito a frente do seu tempo, mas era evidente que ele canalizava de alguma forma ou outra o espírito de Iggy Pop quando se apresentava nos shows. Ele sabia que não queria agradar aos playboys que estavam na plateia, então, quando o NIRVANA fazia uma apresentação, a banda fazia questão de causar um verdadeiro caos sempre que podiam.


Iggy Pop pode ter sido mais visceral em alguns aspectos, mas ele teve que reconhecer o legado que Cobain deixou para o mundo, dizendo uma vez em entrevista: “Kurt Cobain foi o último exemplo que me vem à mente dentro do rock & roll em que um garoto pobre, sem apoio familiar e de uma pequena área rural, causou uma explosão emocional séria em um setor significativo da juventude mundial. Não foi uma coisa feita em Hollywood. Não havia peças cromadas. Cobain e o NIRVANA eram muito caseiros em sua raiz... É alguém que realmente não era ninguém e veio de lugar nenhum, mas estendeu sua mão e tocou o mundo”.




E considerando a situação do rock and roll nos anos 80 com o glam metal reinando no mainstream, a década de 90 apresentou um choque cultural maior que o mundo, onde o grunge e o rock alternativo governaram a cultura, atitude e até a moda no planeta inteiro, coisa que, com o advento da internet, arrisco a dizer que nunca mais irá acontecer da mesma forma e como vinha acontecendo em décadas em décadas desde os anos 50.


Com o NIRVANA liderando o grunge pelas ondas do mainstream nos anos 90, até mesmo as nossas mães, avós, playboys, crianças, executivos ou empregadas domésticas, perceberam que a música não precisava mais ser brilhante e com cores neon chamativas, sendo que todos escutavam ou conheciam ou curtiam o NIRVANA independente da classe social - situação similar ao que os BEATLES geraram na sua época.


Como o próprio Cobain disse tão eloquentemente, os fãs agora eram livres para virem como quisessem, e embora Iggy Pop tivesse suas regras simplistas para seguir, ele também conseguiu ser tão direto sobre o que o rock and roll realmente significava. 


THE STOOGES se expressou com agressividade, mas tudo o que Kurt Cobain precisava era de uma melodia decente - coisa inerente dele - para ter a atenção do mundo e cativa-lo.


























































































Comentários


Mais Recentes
Destaques
bottom of page