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Foo Fighters: as 02 músicas mais difíceis de tocar na bateria, segundo Taylor Hawkins

  • by Brunelson
  • há 3 minutos
  • 3 min de leitura

Quando o FOO FIGHTERS gravou seu 2º álbum de estúdio, "The Colour and The Shape" (1997), novamente esse disco foi Dave Grohl quem gravou a bateria, assim como no disco homônimo de estreia de 1995 - onde ele tinha gravado também todos os instrumentos.


Mas eles precisavam de um novo baterista para dar início a turnê deste 2º álbum, pois o 1º baterista do FOO FIGHTERS, William Goldsmith, abandonou o grupo quando ficou sabendo que Grohl tinha deletado todas as suas faixas de gravação da bateria para o disco e estava regravando secretamente todas elas no estúdio, enquanto os outros membros da banda tinham ganhado algumas semanas de folga. Mesmo sendo convidado para continuar no FOO FIGHTERS para ser o baterista dos shows e turnês, Goldsmith recusou a oferta.


Foi quando Taylor Hawkins foi apresentado a Dave Grohl e uma grande amizade iria florescer. Sendo baterista da banda solo de Alanis Morissette, Hawkins tinha um desejo interno de fazer parte de uma banda de rock, e não apenas se tornar um baterista de estúdio ou da forma como ele levava a carreira como membro de apoio em apresentações ao vivo.


É notável a falta que Hawkins fez ao FOO FIGHTERS com sua morte em 2022. Após uma pausa de 01 ano, Dave Grohl teve que ir juntando os cacos quebrados e descobrir alguém que poderia substituir Hawkins, já que, o bendito escolhido, estaria simplesmente na mira dos olhos do baterista do NIRVANA e seria analisado microscopicamente para receber a autorização de passar de vez as baquetas para o novo sucessor.


Aparentemente, ainda está sendo um fardo e uma tarefa pesada para Grohl. Anunciando Josh Freese como o novo baterista do FOO FIGHTERS em 2023, o álbum de "retorno" da banda foi "But Here We Are" (11º disco), mas novamente, com Grohl gravando a bateria e concedendo permissão a Freese para assumir a bateria somente na iminente turnê.


Em 2024, FOO FIGHTERS cancelaria sua turnê mundial devido a um problema particular na família Grohl, porém, em maio de 2025, foi anunciada a demissão de Josh Freese da banda. Agora, FOO FIGHTERS retornaria aos palcos com o ex-baterista do NINE INCH NAILS, Ilan Rubin, com o grupo finalizando sua turnê de "retorno" pela Ásia.


Em suma, para você ser baterista do FOO FIGHTERS e receber a aprovação de Dave Grohl, pode ser que não seja um feliz passeio no parque no final da história, e tudo isto só exalta a magnitude de Taylor Hawkins, que foi baterista do FOO FIGHTERS por 25 anos e que só não participou das gravações em estúdio dos 02 primeiros álbuns e do último lançado em 2023. 


E além dessa pressão, o grau de dificuldade para tocar bateria nas músicas do FOO FIGHTERS é imenso e no nível de Dave Grohl raramente são simples. Uma entrevista que Hawkins concedeu em 2006 para a revista Modern Drummer demonstra isso perfeitamente. Quase 01 década depois de entrar para a banda, ainda havia desafios que um monstro como Hawkins achava difícil de tocar.


Quando perguntado sobre quais são as músicas mais difíceis de tocar bateria do FOO FIGHTERS, Hawkins respondeu: "A canção ‘In Your Honor’ é uma música exigente. A canção ‘Everlong’ também é muito exigente, com todas aquelas semicolcheias rápidas para tocar no chimbal. Eu diria que todas as músicas rápidas do FOO FIGHTERS são exigentes até certo ponto, porque eu quero que a pegada esteja certa em todas elas". 


Durante a entrevista, Hawkins passou a maior parte dela falando sobre a precisão de Grohl em suas faixas de bateria, dizendo que ele as analisa batida por batida.


Dave Grohl já comentou em entrevista sobre como tocar bateria no FOO FIGHTERS é uma tarefa difícil, ainda mais que já passaram 02 bateristas pela banda e que não foram satisfatórios para o molde de como Grohl imagina originalmente a bateria de suas músicas passando em sua cabeça.


Isto por si só, tornava Taylor Hawkins insubstituível durante sua permanência no FOO FIGHTERS e que demonstrava a Grohl que Hawkins não tinha somente a técnica, mas o coração e alma que se encaixavam na forma de tocar bateria e que recebia a aprovação de Grohl.


"In Your Honor" (5º disco, "In Your Honor", 2005)


"Everlong" (2º disco, "The Colour and The Shape", 1997)


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