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Metallica: a música da banda que foi apresentada ao vivo pela 1ª vez depois de 24 anos lançada

  • by Brunelson
  • há 9 horas
  • 7 min de leitura

Com o passar do tempo, para cada ouvinte de música se torna uma espécie de teste decisivo para saber se você é um fã genuíno de uma banda ou artista, ou apenas um fã casual do público manistream. 


Passar por isso pode ser um momento difícil para o músico em questão, onde ele é criticado por lançar discos no decorrer da carreira que fogem um pouco do seu som original pelo qual todos o conheceram, vide, por exemplo, o álbum "No Code" do PEARL JAM (4º disco, 1996), considerado o mais experimental da discografia da banda, ou o álbum "Adore" do SMASHING PUMPKINS (4º disco, 1998), um trabalho mais melancólico e com adições de efeitos eletrônicos - hoje, ambos considerados álbuns cult para os fãs que viram essas bandas surgirem desde o início.


E nessa mesma sacola temos o METALLICA, com basicamente toda a 2ª metade dos anos 90 para "encararmos".


O que faz sentido, já que qualquer coisa seria um passo abaixo do rolo compressor absoluto que foi o "Black Album". Seu 5º disco lançado em 1991, não foi grande apenas para um álbum de metal e não foi grande apenas para um álbum de rock. Alimentado por músicas clássicas e que fez o METALLICA cair nas graças do público mainstream, como as canções "Enter Sandman", "The Unforgiven", "Nothing Else Matters" e "Sad But True", o "Black Album" fez números pelos quais a maioria dos artistas da pop music olhariam com os olhos fixos e arregalados - sendo que esse fenômeno continua até hoje. 


De acordo com a Billboard em 2016, após 25 anos do lançamento do "Black Album", nunca houve uma semana em que esse disco não tivesse vendido pelo menos mil cópias somente nos EUA e em plena era cibernética.


E como você pode dar continuidade a isso? 


Bem, como muitos artistas que alcançam esse nível de sucesso comercial podem atestar, você não consegue dar continuidade a isso. Porém, em busca desse objetivo, o grupo decidiu dobrar o lado mais comercial do "Black Album" quando lançaram os seus sucessores, os álbuns "Load" (6º disco, 1996) e "Reload" (7º disco, 1997). Essencialmente se trata de um álbum duplo lançado em 02 partes, pois todas essas gravações foram feitas nas mesmas sessões de estúdio. E para apimentar mais ainda, os membros da banda cortaram seus cabelos (o que na época foi um choque para uma banda de metal) e começaram a usar maquiagens (o que também não era comum no ramo metaleiro), como se implorassem para a imprensa fazer as suas comparações depreciativas. 


Mesmo assim e no mínimo, ambos os discos venderam bem. Eles continuaram a fazer números realmente alucinantes para uma banda de metal, mas quem viveu aquela época, sabe que todos os outros fãs das antigas do METALLICA desde a década de 80 estavam pulando fora desse trem. Os fãs ficaram escandalizados que seus "salvadores e criadores do thrash metal" estavam se esgotando dessa forma, com os críticos apontando negativamente o dedo para eles ou apenas dando de ombros para o que estavam vendo e ouvindo.

 

Por anos, os álbuns "Load" e "Reload" foram sinônimos de mediocridade no meio da carreira do METALLICA. São exemplos de como, às vezes, a pior coisa que pode acontecer a uma banda é o sucesso. Então, algo estranho aconteceu quando esses discos se aproximaram de sua 2ª década de existência.


Esses 02 discos não eram mais o som de uma banda de milionários se debatendo para permanecerem relevantes, mas experimentos sonoros ousados ​​contendo algumas das músicas mais subestimadas da banda. Dê uma voz às pessoas que escutaram primeiro a música "The Unforgiven II" (7º disco) antes da canção "The Unforgiven", com algumas dizendo que a 2ª é melhor que a 1ª. Sendo assim, começaram a surgir críticas positivas de pessoas defendendo as músicas desses 02 discos e dentre algumas que ganharam destaque, havia 01 canção em particular que conquistou uma base de fãs fervorosa, apesar da banda nunca tê-la tocado ao vivo até um show fatídico do grupo.


A canção que encerra o álbum "Reload", chamada "Fixxxer", é um thrash metal de 08 minutos de duração que chega mais perto de alcançar a visão dos 02 primeiros álbuns de estúdio do METALLICA dos anos 80, como se fosse o METALLICA clássico através de um filtro de rock moderno. É um número profundamente pessoal sobre o qual a própria banda basicamente nunca tinha tocado nos shows, mas desde seu lançamento, teve seus defensores. Essa legião de defensores ficou tão grande que, na época de sua estreia ao vivo, era uma das músicas mais requisitadas do catálogo da banda para se escutar nos shows. No entanto, devido à profundidade de seu conteúdo lírico e às demandas técnicas da música, ela nunca fez sua reverência nos palcos até os shows do 40º aniversário do METALLICA em 2021.


Foram cores vivas quando o riff da canção "Fixxxer" começava nos shows, recebendo uma das maiores reações durante suas apresentações. É uma prova tangível de que, se uma banda realmente tem força e consegue sobreviver aos altos e baixos de uma "era conturbada" (não para o artista, mas para os fãs que estranharam aquelas músicas), as pessoas eventualmente irão se interessar por ela, mais cedo ou mais tarde. 


Confira exatamente a 1ª vez que o METALLICA tocou a canção "Fixxxer" ao vivo, em um show na cidade de San Francisco, California, em 2021:



































































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