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  • by Brunelson

Kirk Hammett: a música que ele precisa praticar bastante para "não estragar tudo no show"


A maioria das músicas do METALLICA parece que está chegando como um trem de carga em chamas e totalmente descarrilhado (no bom sentido).

Embora James Hetfield (frontman) e Lars Ulrich (baterista) já tenham criado canções que dependam dos seus momentos mais suaves, a banda sempre funcionou a todo vapor quando estava em andamento acelerado desde o início, atacando com riffs enormes em músicas como "Fight Fire With Fire" (2º disco, "Ride The Lightning", 1984) ou na faixa-título "Master of Puppets" (3º disco, 1986).

E mesmo que a maioria das suas canções surja naturalmente, o guitarrista Kirk Hammett chegou a dizer em entrevista que uma de suas músicas mais recentes sempre o confunde quando vão apresenta-la nos shows.

Antes, quando se juntou à banda para gravarem o disco de estreia (Hammett não é o guitarrista original do METALLICA), ele já estava enfrentando uma batalha difícil ao seu redor. Como a maior parte das músicas que foram lançadas no álbum "Kill 'Em All" (1983) já existiam quando Dave Mustaine ainda era o guitarrista do METALLICA - sendo dispensado da banda, onde se tornaria no frontman do MEGADETH - Hammett já tinha uma boa ideia do que ele tocaria nesse disco, sendo usado quase como um guitarrista substituto antes de receber um lugar privilegiado no METALLICA.

À medida que o grupo começava a fazer incursões em novas paisagens sonoras em futuras canções como "Fade to Black" (2º disco), Hammett vinha criando riffs matadores para músicas como "Creeping Death" (2º disco) e algumas sequências de transição em canções como "Master of Puppets".

Assim que a banda começou a se tornar uma força global com o lançamento do "Black Album" (5º disco, 1991), Hammett se viu criando as peças mais essenciais de sua carreira, como por exemplo, formando a gênese do riff da clássica música "Enter Sandman", antes de Ulrich sugerir reestruturá-lo. Embora não tenha acontecido sem dificuldades, Hammett também deixou a sua guitarra "cantar" da maneira certa apresentando um dos seus melhores solos a pedido do produtor Bob Rock para outra canção desse disco, "The Unforgiven".


Depois, Hammett teve uma contribuição mais substancial na "reinvenção" do METALLICA para os álbuns "Load" (6º disco, 1996) e "Reload" (7º disco, 1997), mas ele acabaria ficando em 2º plano no álbum "St. Anger" (8º disco, 2003) sem os solos de guitarra e com pouco espaço para mostrar o seu material.

E quando a banda estava planejando o seu grande álbum de retorno a sua sonoridade das antigas, havia um riff complicado demais para Hammett tocar direito.

Lançando o álbum "Death Magnetic" (9º disco, 2008), a música "My Apocalypse" apresenta um enorme riff descendente que parece que você está sendo sugado por um portal enquanto Hetfield começa a rosnar.


Ao ser entrevistado pela loja da Guitar Center, Hammett disse quantos problemas esse riff lhe causou: “Esse é um riff que espero ouvir todas as noites, porque quando esse riff começa, quer dizer que sou o único da banda a tocá-lo. Se eu não praticar esse riff direito, posso estragar tudo na hora do show”.

Embora a música não seja a mais complexa do METALLICA já feita, "My Apocalypse" é praticamente uma prima do 2º grau da canção "Dyers Eve" do álbum "And Justice For All" (4º disco, 1988). E mesmo o álbum "Death Magnetic" possa não ter sido um dos mais amplamente aceitos do METALLICA, não era mesmo e nunca foi a intenção para ser um revival do grupo, porque, após a trágica história de fundo que envolve o disco "St. Anger" sobre os seus relacionamentos e sonoridade, o álbum "Death Magnetic" provou que o METALLICA não havia oficialmente perdido o rumo.


"My Apocalypse"





























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