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Metallica: "esse disco da banda possui notas erradas por toda parte”, disse o guitarrista

  • by Brunelson
  • há 3 minutos
  • 3 min de leitura

O álbum de estreia do METALLICA, "Kill 'Em All" (1983), não poderia ter um nome melhor. 


Embora intitulado como se fosse um "foda-se" para os diversos distribuidores, varejistas, empresários e executivos de gravadoras, esse álbum encontrou pertinência underground entre as pessoas que não suportavam o glam metal da década de 80 que reinava soberano nas rádios e MTV.


Formado como uma reação à saturação pop do glam metal, o METALLICA combinou o amor pela nova onda do heavy metal britânico com a urgência do punk hardcore dos anos 80, para evocar uma nova vertente do metal que impactou com seu dinamismo cru. Sua obra é salpicada por saltos ousados e reviravoltas criativas que conquistaram aclamação dos fãs.


Com isso, há um salto sonoro gigantesco do disco "Kill 'Em All" para o seu 2º álbum de estúdio, "Ride The Lightning" (1984). Com ideias mais amplas, uma amplitude sonora maior e um toque da compreensão teórica musical do baixista Cliff Burton, aqui em seu 2º disco eles elevaram o ataque do metal a um ápice dramático de agitação melódica. Iniciando a colaboração vitoriosa com o produtor dinamarquês, Flemming Rasmussen, o disco "Ride The Lightning" deu início à sua aclamada trajetória thrash metal dos anos 80, que naquele período superou bandas pré-gigantes como o MEGADETH, ANTHRAX e SLAYER como o grupo mais inovador do metal e o que mais seria abraçado pelo público mainstream na época.


Contando com seu guitarrista que mais tarde seria um dos mais celebrados na história do rock com sua expressiva habilidade de tocar, Kirk Hammett foi fundamental para a ascensão do METALLICA, no entanto, apesar de sua vasta produção, Hammett sempre foi aberto sobre o único álbum da banda em que sentiu que sua execução na guitarra estava comprometida devido a restrições de tempo e ingenuidade de estúdio - e o bendito foi justamente o álbum "Kill 'Em All". 


Ainda produzido por Paul Curcio, o tempo limitado para regravações e overdubs, somado a uma agenda diária de alta pressão, resultou em cortes de gravação sobre os quais Hammett tem sido sincero ao longo dos anos, bem como sobre sua qualidade no geral.


“Há notas erradas por todo o álbum”, disse Hammett à Gibson TV em 2020. “Você sabe que as curvas sonoras são meio instáveis e quando penso nisso, é como se isto fosse a personalidade do álbum. Nós só estávamos apenas indo em frente, estávamos felizes por estar lá e felizes por sermos gravados”.


Provavelmente uma história familiar para muitas bandas que entram em um estúdio pela 1ª vez, seja como uma banda de garagem ou recém-contratada por uma gravadora profissional, mas em ambos os casos todos estão prestes a gravar seu tão sonhado álbum de estreia. Sujeiras, tentativas de gravações apressadas e capturas cruas, criam um disco que possui um caráter especial devido à sua criação improvisada.


"Sabe, eu diria que o álbum 'Kill 'Em All' é imperfeito, mas é isso que o torna perfeito", concluiu Hammett. As imperfeições do disco "Kill ‘Em All" encobrem a estreia do METALLICA com uma áurea única, em meio a seus trabalhos posteriores e polidos. 


E uma característica importante do seu desenvolvimento, foi que o METALLICA tocou seu disco de estreia integralmente e na mesma ordem das músicas sob o nome falso de DEHAAN no Orion Festival de 2013, marcando seu 30º aniversário na época. Uma emoção para os fãs que ainda veneram o brilho contundente do álbum de estreia das lendas do thrash metal.


"Seek & Destroy" (Disco: "Kill 'Em All")


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