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  • by Brunelson

Metallica: Top 10 melhores performances do baixista Cliff Burton


A formação clássica do METALLICA pode ser dividida em 02 eras: a dos 03 primeiros álbuns de estúdio e à partir do disco lançado em 1988 até o final dos anos 90.

A única mudança na formação do grupo foi referente ao baixista e quanto à 1ª formação clássica, o METALLICA tinha uma arma secreta que se chamava Cliff Burton.

Dos 03 discos que ele gravou com o grupo, Burton sempre foi o membro mais eclético da banda, unindo os graves com algumas das performances de baixo mais intensas da cena heavy e thrash metal.

Em todo o catálogo de sua permanência no METALLICA, Burton era um estudante de todos os tipos de música, incorporando elementos do hard rock clássico, rock progressivo e até música clássica em algumas das melhores composições da banda.


Enquanto todas as músicas do METALLICA em álbuns como "Master of Puppets" (3º disco, 1986) se mantiveram juntas como um clássico do thrash metal, Burton sempre trouxe um senso de musicalidade aos licks ameaçadores das guitarras de James Hetfield (vocalista) e Kirk Hammett.

Embora um acidente rodoviário no próprio ônibus de turnê da banda em 1986 tenha encerrado precocemente a vida de Burton, o seu legado continuou vivo em todos os baixistas que o seguiram - Jason Newsted e Robert Trujillo.


E em homenagem a esse grande baixista na história do rock, resolvemos selecionar um Top 10 de suas melhores performances tocando baixo no METALLICA, que são canções que provaram o que ele poderia fazer num baixo de 04 cordas e que a maioria dos músicos não conseguem fazer num baixo de até 06 cordas.

Confira em ordem cronológica:


Música: "The Four Horsemen"

Álbum: "Kill 'Em All" (1º disco, 1983)

METALLICA estava faminto estreando o seu 1º álbum, criando e apresentando canções que batiam como marretas.

Embora essa música tenha sido o primeiro corte longo de sua carreira, é o baixo de Burton que a mantém interessante.

Ela começa com um ritmo galopante e o tom de Burton é penetrante em algumas seções da música. Uma vez que a banda entra na ponte da canção, Burton começa a improvisar, subindo pelo braço do seu baixo para realizar os devidos licks e então, subindo uma oitava na passagem seguinte.

Mesmo os licks de Hetfield liderando a carga, é a figura descendente do baixo que conecta cada seção.


Burton pode não ter sido o líder do grupo, mas quando você consegue tocar coisas assim, você deixa a sua música liderar o que você tem para falar.


Música: "Anesthesia"

Álbum: "Kill 'Em All" (1º disco, 1983)

Quando Hetfield e Lars Ulrich (baterista) viram Burton tocar pela 1ª vez em Los Angeles, não havia dúvida de que eles o colocariam em sua banda.

Embora o grupo se apresentasse como uma gangue no palco, Burton poderia facilmente ter carregado o show inteiro apenas com o seu baixo, assim como ele fez na canção instrumental "Anesthesia".

Gravado somente em 01 tentativa no estúdio, esta foi a recepção oficial de Burton à banda. Como a maioria das canções do seu 1º álbum já existiam quando ele entrou no METALLICA, Burton ficou com uma música inteira para detonar do seu próprio jeito um solo de baixo. Levando sozinho e só depois sendo acompanhado pela bateria, ele também não perde uma única nota, indo de diferentes arpejos clássicos para voltar ao caos do heavy metal enquanto o seu baixo caminha embriagado no pedal wah-wah.

Burton deixa o melhor momento para o final, tocando com as duas mãos no braço do baixo para obter diferentes harmônicos. Os fãs de metal esperariam esse tipo de atuação de guitarristas como Eddie Van Halen, mas Burton era uma espécie diferente com apenas o baixo enrolado em seu corpo.


Música: "No Remorse"

Álbum: "Kill 'Em All" (1º disco, 1983)

Os integrantes do METALLICA sempre elogiaram o trabalho de Burton desde o início. Graças ao seu conhecimento em teoria musical, Hetfield admitiu que o grupo não teria existido sem a influência de Burton.

E essa influência pode ter começado nesta canção.

Comparada com o resto da músicas do álbum "Kill 'Em All", "No Remorse" apresenta outro tipo indicativo de groove. Quando tudo cai para as guitarras, Burton usa o seu baixo para harmonizar todo o resto com a banda, trazendo uma inclinação quase orquestral para as suas credenciais de metal.

Depois de "ensinar" o pessoal do METALLICA a trabalhar com harmonias, não demorou muito para que Hetfield começasse a fazer os seus próprios licks de harmonia, como a seção futura para a canção "Master of Puppets".

Burton, que não foi o baixista original do METALLICA, pode ter se juntado inicialmente ao grupo como apenas um suporte, mas sem a sua atuação nessa música e no que iria influenciar em todo o corpo sonoro da banda nos próximos álbuns, toda esta canção teria desmoronado ou não soaria dessa forma perfeita de como ficou conhecida se Burton não tivesse tocado baixo.


Música: "Fight Fire With Fire"

Álbum: "Ride The Lightning" (2º disco, 1984)

Quando chegou a hora de se definir, Burton se manteve firme na abertura do 2º álbum do METALLICA.

Abrindo com uma execução mais parecendo uma peça de música clássica de Bach, a canção muda rapidamente para uma das mais rápidas que o METALLICA tinha gravado até aquele momento. Independentemente da performance de toda a banda, Burton está rasgando o seu baixo, nunca soando cansado e segurando o ritmo mesmo quando Ulrich começa a acelerar na bateria.

Essa adrenalina termina da única maneira que poderia, com o som literal de uma explosão no final da música.


Sem querer, pode ter sido uma maneira de retratar as letras desta canção de um mundo mergulhando no caos, mas seria perfeitamente aceitável se os amplificadores que eles estavam usando tivessem estourado por causa da intensidade da performance de Burton.


Música: "Fade to Black"

Álbum: "Ride The Lightning" (2º disco, 1984)

O tema de baladas do METALLICA pode causar arrepios na espinha para muitos dos seus fãs das antigas.


Por mais que eles sejam os reis do heavy e thrash metal, lançar a introdução celestial da canção "Fade to Black" ainda em 1984, foi definitivamente uma jogada ousada quando eles estavam começando a sua carreira.

E embora Burton tenha trabalhado muito bem a todo vapor em tudo o que ele tocou, a sua capacidade de apoiar essa música é mais do que fantástica.

A execução de Burton no 1º verso é realmente discreta, mantendo-se nas notas principais na maioria das vezes com um pouco de trituração por trás. Mesmo ao tocar uma balada simples, Burton sabia improvisar, tocando pequenos licks de baixo como se estivesse tocando uma guitarra solo.

Assim que a parte pesada da música começa, estamos de volta ao território do status quo do METALLICA, quando Burton atinge um acorde de baixo maciço antes de preencher as guitarras harmônicas de Hetfield. No momento em que o solo da guitarra começa, Burton está estabelecendo um galope rápido que nos leva ao final da música, o que poderia ter deixado os seus ídolos e influências musicais orgulhosos.


Música: "Creeping Death"

Álbum: "Ride The Lightning" (2º disco, 1984)

Embora Hetfield tenha criado a figura principal da guitarra para esta canção, a personalidade de Burton está em plena exibição, desde a pequena figura de oitava acima até a correspondência da guitarra nota por nota durante os versos.


Há até algumas vezes em que Burton toca com a melodia e ele não tem medo de entrar em acordes de baixo completos quando o refrão começa.

O elemento mais importante da execução de Burton é a harmonia, sendo que a mesma no final da música foi escrita por ele, tendo que mostrar ao resto da banda como tocá-la na guitarra.


Uma vez que os créditos de composição recaem sobre Hetfield, Ulrich e Burton, bem como uma liderança incrível de Hammett, esta pode ser uma das músicas definitivas do METALLICA com essa formação clássica.


Música: "The Call of Ktulu"

Álbum: "Ride The Lightning" (2º disco, 1984)

Um dos melhores instrumentais do METALLICA e embora esta canção encerre o 2º álbum da banda, a mesma é baseada em esboços que estavam rodando por aí nas sessões de estúdio desde quando Dave Mustaine ainda era o guitarrista da banda (frontman do MEGADETH) e quando contavam com o seu baixista original.

Mas mesmo com o trabalho feito por outras pessoas, Burton sabia como fazer uma música soar como sendo dele.

Sem nenhuma letra vocal, Burton faz com que essa representação pareça uma jornada, preenchendo as seções do meio com diferentes quebras de baixo. Essa é uma das primeiras vezes em que Burton se sente como o instrumentista principal da banda, incluindo algumas seções em que ele usa certas batidas em seu baixo para criar um caos adicional.

A parte mais épica dessa música nem é sobre as notas. Quando a banda chega ao colapso final, Burton começa a dobrar as cordas do seu baixo, simulando a besta mítica saindo do mar e destruindo a humanidade.

Os riffs podem ter saído de Mustaine, mas as linhas principais de Burton possuem vida própria.


Música: "Master of Puppets"

Álbum: "Master of Puppets" (3º disco, 1986)

A faixa-título do trabalho definitivo do METALLICA teve que ocupar um lugar nas melhores apresentações de Burton.


Embora ele faça um ótimo trabalho apoiando os riffs de Hetfield, Burton usou uma de suas influências retirada da manga quando lançou o seu próprio riff.

Logo no final do solo da guitarra, a banda entra em um lick rápido que mantém o ouvinte curioso sentado na beirada do sofá enquanto escuta, com a escala soando como algo novamente saído da música clássica.

Com o seu contratempo característico, esta canção é um ajuste perfeito que mantem a energia ao longo de sua duração e parecendo que está fora do ritmo, somente para que você nunca tenha certeza de onde está a batida.

O coração de Burton pode estar no thrash metal, mas também é divertido escolher diferentes influências quando você tem capacidade para isso.


Música: "Orion"

Álbum: "Master of Puppets" (3º disco, 1986)

Tudo o que Burton tocou em termos musicais sempre foi informado pela música clássica.

Enquanto a maioria dos fãs do metal adoravam Tony Iommi (guitarrista do BLACK SABBATH), a principal influência musical de Burton sempre foi Bach e ele passou a maior parte do tempo aprimorando o seu ofício em escalas clássicas. Eventualmente, isso teria que vir a calhar e na canção "Orion" foi quando o gênio de Burton esteve novamente em plena exibição.

Embora a ideia original fosse fazer dessa música uma subseção da canção "Welcome Home", ela rapidamente se tornou uma peça própria quando Burton começou a adicionar diferentes camadas a ela. Começando com um simples lick de baixo, ele começou lentamente adicionando diferentes partes antes de transferir as suas ideias para a guitarra de Hetfield e Hammett.

No meio dessa música instrumental, ela soa como uma peça clássica que por acaso é tocada em instrumentos de heavy metal. Assim que a parte lenta inicia, o solo do baixo de Burton começa, dividido entre 02 partes harmonizadas entrando e saindo uma da outra, antes de voltar ao groove principal.

Embora Burton tenha deixado a sua marca em todas as músicas que tocou no METALLICA, esta foi a única canção da banda tocada em seu funeral como a sua declaração musical definitiva.


Música: "Damage Inc."

Álbum: "Master of Puppets" (3º disco, 1986)

Depois de navegar por um dos melhores álbuns da história do metal, a canção "Damage Inc." é a última do disco para fechar esse pacote sonoro.

A introdução nessa música é composta por diferentes gravações de faixas de baixo tocadas de trás para frente por Burton, criando uma minissinfonia antes que tudo realmente comece.


Embora Burton estivesse nervoso com essa introdução, por ter dito em entrevista que ele tinha "roubado" de um coral de uma música clássica de Bach, é fácil confundir o fraseado das suas notas como algo arrancado do período barroco.

Mas os fãs das antigas não tiveram que esperar muito para a música começar, a partir do momento em que as guitarras aparecem e deixando Burton compartilhar o seu amor pelo punk rock no final da mesma. Em apenas 05 minutos, Burton passa por todas as suas influências, adicionando ainda um pouco de Beethoven e perseguindo-o com o espírito dos RAMONES.














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