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Billy Corgan: "me recuso categoricamente a usar IA na minha criação musical... É um pacto com o diabo, simples assim", disse o frontman do Smashing Pumpkins

  • by Brunelson
  • há 2 minutos
  • 4 min de leitura

Billy Corgan, frontman do SMASHING PUMPKINS, dizendo que se recusa a usar Inteligência Artificial na música, pois "é um pacto com o diabo".


Corgan comentou sobre a crescente importância da IA na indústria musical durante uma nova entrevista ao podcast And The Writer Is, dizendo: "Eu me recuso categoricamente a usar IA na minha criação musical. Pra mim, é um pacto com o diabo, simples assim. Seja a IA o mito do fogo de Prometeu ou qualquer outra coisa, mas pra mim, você está literalmente se entregando àquilo que vai te destruir. Ponto final”.


Corgan acrescentou que: “A pressão, inspiração, a sua busca interior ou ‘não tenho mais nada a dizer’, fazem parte da jornada que um compositor precisa percorrer. Agora, se fosse um cara da minha banda ou alguém que eu conheci e estivéssemos compondo músicas juntos, esta seria uma pessoa real com sentimentos reais e sangue real correndo nas veias. E talvez algum dia a gente vá discutir sobre a divisão dos direitos autorais, porque, se iremos discutir sobre direitos autorais, significa que há algo de valor sobre o qual estamos criando juntos”.


Corgan prosseguiu dizendo que é "bom" quando os compositores têm "dúvidas", adicionando: "É bom que um compositor não tenha certeza se ainda tem algo a dizer e é bom que um compositor tenha que pensar em um novo acorde que não havia pensado antes. É daí que vem a mágica e até que isso se prove ao contrário, vou continuar no jogo em que estou".


Mais tarde, ele elaborou ainda mais sobre seu comentário de "pacto com o diabo", dizendo: "Estamos flertando com aquilo que nos destruirá como economia, como empresa e como movimento. Estamos pedindo para sermos erradicados. Estamos dando a eles (IA) nossas informações... Quero dizer, eles já têm todas as nossas outras informações, certo? Só Deus sabe o que as gravadoras estão fazendo. Será que um dia vou receber um cheque de U$ 0,62 centavos? Será que isso vai acontecer? Mas o que eu estou dizendo é que, em um nível espiritual, se entregar a isso é pedir para ser aniquilado. Você está pedindo para ser aniquilado”.


Em março de 2026, o governo britânico anunciou que abandonaria os planos "profundamente prejudiciais" que permitiam às empresas de IA usar obras protegidas por direitos autorais sem autorização.


Isso aconteceu depois que artistas como Paul McCartney, Kate Bush, Dua Lipa e Elton John, lideraram uma campanha pressionando o governo a proteger o trabalho dos artistas contra a pirataria, após o governo ter apresentado inicialmente planos controversos para alterar as regras de direitos autorais, permitindo que empresas de IA "pegassem" obras protegidas por direitos autorais sem pagar ou buscar o consentimento dos seus criadores, compositores e artistas musicais.


Em 2025, artistas como Damon Albarn, Kate Bush e Annie Lennox, se juntaram a mais de 1.000 outros artistas no lançamento do álbum silencioso chamado "Is This What We Want?", com o objetivo de chamar a atenção para o impacto negativamente potencial da IA na indústria musical: "Na música do futuro, nossas vozes serão ignoradas?", questionou Kate Bush.


Uma pesquisa recente revelou que 97% das pessoas "não conseguem distinguir" entre música humana e música gerada por IA, enquanto a maioria dos fãs afirma desejar mais restrições sobre o que a IA pode fazer.


Plataformas de música como a Apple Music acaba de lançar um recurso que permite saber se você está ouvindo músicas criadas com IA, enquanto a Deezer revelou que 28% das músicas enviadas para a plataforma são totalmente geradas por IA.


Em setembro de 2025, a banda de rock chamada HOLDING ABSENCE, criticou uma "banda" de IA que havia ultrapassado seus números de reproduções no Spotify. O vocalista dessa banda, Lucas Woodland, concluiu: "Então, uma 'banda' de IA que nos cita como influência (ou seja, é modelada a partir da nossa música) acabou de nos ultrapassar no Spotify em apenas 02 meses... É chocante, é desanimador, é insultante e mais importante, é um alerta".












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