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The Who: a poderosa música que o guitarrista Pete Townshend não gostou do vocal

  • by Brunelson
  • há 7 minutos
  • 3 min de leitura

Desde o início da carreira do THE WHO, o guitarrista Pete Townshend sempre foi o responsável por ser o coração pulsante da banda. 


Embora o baterista Keith Moon junto com o baixista John Entwistle tenha sido a base rítmica e o vocalista Roger Daltrey tenha traduzido as emoções da música ao público, Townshend foi quem mergulhou nas profundezas da psique humana para esculpir suas obras-primas, compondo a maior parte do material da banda, incluindo clássicos que ficaram marcados na história da música em geral, como os álbuns "Tommy" (4º disco, 1969) e "Who's Next" (5º disco, 1971). 


As primeiras apresentações do THE WHO pré-fama em clubes pequenos eram desleixadas, onde eles rapidamente floresceram em uma máquina de rock and roll no final dos anos 60. Depois de brincar com a ideia de criar épicos mais longos em músicas como "A Quick One While He's Away" (2º disco, "A Quick One", 1966), Townshend achou que era hora de se aprofundar mais na produção da banda quando foram gravar o disco "Tommy", tendo a ideia de fazer um álbum conceitual inteiro em formato de ópera rock em torno da história de uma criança surda, muda e cega, mas que ganhava de todo mundo na máquina de pinball, e que acaba encontrando libertação por meio da música.


Com cada membro da banda desempenhando um papel na história, o álbum "Tommy" se tornaria uma das primeiras óperas rock aclamadas do mundo, com Daltrey cantando sobre as dores da mente frágil desse protagonista. Abrindo a caixa de pandora para Townshend, o álbum "Quadrophenia" (6º disco, 1973) se tornaria em um dos projetos mais ousados do grupo, sendo outra ópera rock com produção de última geração supervisionada por Townshend.


O álbum também incluiria algumas das músicas mais cinematográficas da carreira do THE WHO, com destaque para o uso brilhante de instrumentos de sopro na canção "The Real Me" e culminando em uma das performances mais extravagantes de Daltrey na música "Love Reign O'er Me". Porém, mesmo que esta canção seja um feito e tanto para qualquer um cantar com convicção, Daltrey ficou arrasado quando Townshend disse que não tinha gostado da forma como ele Daltrey tinha gravado os vocais.


Relembrando o tempo em que trabalhou no estúdio na música "Love Reign O'er Me", Daltrey deixou registrado na biografia da banda que Townshend sentiu "frieza" com sua performance vocal, dizendo: “Quando Pete Townshend ouviu a gravação final com os meus vocais na canção ‘Love Reign O’er Me’, ele odiou. Eu fiquei arrasado, pensando que talvez pudesse ter ficado melhor, mas na cabeça dele essa música era uma canção de amor tranquila, mas eu entendi o tema principal como se fosse o orgasmo ou uma coisa primordial da qual nasce junto com nós... Mas poderia ser apenas sobre amor".


Considerando que essa música é a que encerra o álbum duplo "Quadrophenia", Daltrey faz simplesmente o seu melhor com os vocais e pode ser a canção com seu maior empenho vocal em toda a discografia do THE WHO. Ele soa como se estivesse implorando por algum tipo de resposta que desça do céu, criando um final de tirar o fôlego que deixa o público em um ponto de interrogação musical. 


Mesmo imaginando em sua mente um vocal mais tranquilo, Townshend pode ter tecido esse comentário só porque o vocal gravado foi totalmente oposto, mas que não se pode negar que a interpretação de Daltrey foi poderosa demais para ser ignorada.


"Love Reign O'er Me"


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