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  • by Brunelson

The Who: a história por trás da clássica música "Won't Get Fooled Again"


Pete Townshend (guitarrista), Roger Daltrey (vocalista), Keith Moon (baterista) e John Entwistle (baixista), rapidamente se tornaram o assunto da cidade de Londres nos anos 60, assumindo o manto dos jovens maníacos da música com a sua banda, THE WHO.

Era uma descrição adequada para um grupo que gastava mais dinheiro quebrando os seus instrumentos no final dos shows do que qualquer outra coisa. Da mesma forma, enquanto o mundo mudava drasticamente ao seu redor, o THE WHO era visto com razão como o futuro da música, sendo confrontador, caótico e extremamente talentoso. Isso faria com que o grupo se tornasse uma lenda do rock em um curto espaço de tempo e considerada uma das melhores bandas ao vivo de todos os tempos.

Quando a década de 60 chegou ao fim, o THE WHO havia ascendido da voz de uma geração para um novo padrão de ícone do rock and roll. Assim como o LED ZEPPELIN, eles eram uma banda que lotava estádios e viajava pelo mundo em meio a uma enxurrada de limusines e fãs aos berros.


E à medida que a nova década oferecia mais oportunidades para os excessos, Townshend começou a escrever um novo conjunto de canções.

Lançada no álbum "Who's Next" (5º disco, 1971), a música "Won't Get Fooled Again" se tornou em uma das clássicas e mais amadas pelos fãs. Ela encerra o álbum e foi amplamente adorada por sua mensagem de poder popular, mas a realidade é que, quando você arranha a superfície da música, na verdade está longe de ser um apelo "às armas" e muito mais perto de ser um momento de resignação.


“É interessante que tenha sido considerada um hino, quando na verdade é uma peça de advertência”, disse Townshend uma vez para a revista Rolling Stone sobre esta canção.

Você pode ver como a confusão pode ter ocorrido.


Em 1º lugar, se olharmos para a trajetória do THE WHO em sua carreira, fica claro que eles embarcaram em uma onda de carisma da contracultura. A banda não estava apenas aparentemente quebrando os seus instrumentos, mas o establishment também.

Seu estilo também foi extraído da subcultura jovem da cena de Londres, levando muitos do seu público mainstream a pensarem que também faziam parte da nova onda de pensamento que estava tomando conta da capital. Em 1971, uma progressão natural para uma canção revolucionária estava longe de ser estranha e em vez disso, parecia que, como muitas bandas antes deles, o fervor do grupo por uma nova ordem havia sido reduzido, o que ficou óbvio na música "Won't Get Fooled Again".

Parece que esta canção foi escolhida como um hino revolucionário por causa do seu 1º verso, que retrata com precisão uma revolta mundial. Continua, enquanto o meio da música derruba aqueles que estão no poder criando um vácuo que acaba sendo preenchido.


Quando Daltrey canta: “Meet the new boss, same as the old boss”, finalmente entendemos a mensagem da música. Townshend não era anti-revolução, mas aparentemente pensava que os políticos eram uma consequência inevitável da sociedade. Para ele, a música era anti-establishment, mas alertava: “A revolução não vai mudar nada a longo prazo e as pessoas vão se machucar”.

O verdadeiro alvo da indignação de Townshend era a nova onda de políticos após a explosão da juventude nos anos 60. De repente, os políticos de todos os lugares ficaram “descolados” e “legais” e entenderam exatamente o que os jovens da época queriam. Para Townshend, que nessa época morava numa comunidade hippie em Londres, isso era demais para suportar e é seguro apostar que este seu período de vida na comunidade também afetou a sua escrita.

"Havia como um caso de amor acontecendo entre mim e eles", disse Townshend. “Eles se interessaram porque eu era como uma figura de proa em um grupo, e eu me interessei porque podia ver o que estava acontecendo ali. A certa altura, houve uma cena incrível em que a comunidade estava realmente funcionando de forma independente, mas então, o ácido LSD começou a fluir e eu resolvi encerrar algumas conversas psicóticas".

Townshend pode ter vivido em uma comunidade hippie, mas ele não era um hippie. Na verdade, há rumores de que ele bateu em Abbie Hoffman com a sua guitarra depois que o ativista tentou "comandar" o seu microfone durante a apresentação do THE WHO no Woodstock Festival em 1969, o que também influenciou a música.

“Escrevi a canção 'Won't Get Fooled Again' como uma reação a tudo isso, tipo: 'Me deixe fora disso, porque não acho que vocês seriam melhores do que os outros!'”, o guitarrista explicou agora para a revista Cream em 1982. “Todos aqueles hippies vagando por aí pensando que o mundo seria diferente naqueles dias... Como um idiota inglês cínico que sou, passei por tudo isso e tive vontade de cuspir em todos eles, sacudi-los e tentar fazê-los perceber que nada havia mudado e nada iria mudar".

Embora Townshend e Daltrey fossem 02 dos rostos mais conhecidos da cena londrina, em alguns anos eles se cansariam dessa experiência ou revolução, cancelando-a em suas mentes.

A partir desse momento, ficou claro que o THE WHO não estava na área para jogar nenhum jogo ou serem conduzidos para algum cenário ou cena em particular, assim como estampa o título da música "Won't Get Fooled Again".


"Won't Get Fooled Again"










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