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Soundgarden: que é o verdadeiro Spoonman?

  • by Brunelson
  • há 10 minutos
  • 2 min de leitura

Perto do fim da era clássica do grunge, seus pioneiros originais estavam atingindo o auge criativo e comercial. 


Após 10 anos de sua fundação em Seattle, o álbum "Superunknown" (4º disco, 1994), impulsionou o SOUNDGARDEN ao topo do ranking da Billboard e formou um dos últimos capítulos importantes da história do grunge.


Os singles desse álbum explodiram no mundo do rock com um peso gigantesco. Músicas como "Black Hole Sun", "My Wave", "Fell on Black Days" e "The Day I Tried to Live", permaneceriam como eternos favoritos da MTV e dos shows, mas o single principal foi a misteriosa canção "Spoonman", uma mistura potente de groove pesado e percussão tribal, detalhando evocativamente um tocador de colher em sua performance junto com o poderoso rugido do vocalista Chris Cornell. 


A ideia do título dessa música veio do baixista do PEARL JAM, Jeff Ament. Antes de escolherem o nome CITIZEN DICK para a banda fictícia do filme Singles de 1992, Ament havia criado uma lista de nomes fictícios para bandas enquanto trabalhava com o diretor do filme, Cameron Crowe. Um dos nomes cogitados foi "Spoonman", inspirado no artista de rua de Seattle, Artis The Spoonman.


Geralmente encontrado no Mercado Público de Seattle e acompanhado pelo cantor folk, Jim Page, o impressionante talento de Artis para tocar colher, flauta e flauta doce, transformou o artista em uma celebridade local, que acabou colaborando com Frank Zappa no início dos anos 80 e mais tarde com o saxofonista MC Shoehorn na Expo '88 da Austrália.


Antes mesmo do lançamento do filme Singles, Cornell já havia esboçado as letras para uma futura canção que iria se chamar "Spoonman", intensamente inspirada por seu título evocativo. A música foi um sucesso junto com seu clássico videoclipe e ajudou a impulsionar o disco "Superunknown" ao topo das paradas e a colocar Artis no centro do clipe, com os membros do SOUNDGARDEN recuando como figuras secundárias.


“Ele foi uma grande inspiração para mim, pois não é qualquer um que consegue fazer isso”, revelou Chris Cornell à revista Rolling Stone em 2014. “Me lembro de estar sentado em uma sala no estúdio, provavelmente com 08 ou 10 pessoas junto, e ele entrou com sua bolsa de couro que sempre carrega consigo e tirou suas colheres de dentro. Todos ficaram de queixo caído. Eu me lembro de ter pensado: ‘É incrível como esse cara se apresenta em festivais, feiras e nas ruas’. Quero dizer, esse cara consegue entrar em uma sala e provocar uma reação”.


Cornell finalizou, da forma mais humilde possível: “De repente, me senti envergonhado e menor, porque sempre me sentia como um cantor, um compositor, um músico, e já vendi milhões de discos e fiz turnês pelo mundo inteiro, mas não consigo fazer o que ele faz. Eu não consigo simplesmente entrar em uma sala, pegar um instrumento, tocar, entreter todo mundo e todos ficarem de queixo caído. Então, isso ficou na minha cabeça e em algum momento na minha carreira comecei a perseguir isso... Ele foi a principal inspiração para eu buscar isso também”.


"Spoonman"


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