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Metallica: "cantar junto enquanto toco guitarra nessa música, também é difícil pra mim", disse James Hetfield

  • by Brunelson
  • 17 de nov. de 2025
  • 6 min de leitura

Atualizado: 22 de nov. de 2025


Qualquer pessoa que conheça o sangue, suor e lágrimas investidos em qualquer disco do METALLICA, pode entender os desafios que surgiram no meio do caminho - especialmente os inesperados. 


Por exemplo, o som do METALLICA não é fácil de reproduzir, em grande parte devido à poderosa entrega vocal de James Hetfield. Afinal, é preciso talento para manter o que ele certa vez descreveu seu vocal como um "rosnado na cara".


Como acontece com a maioria das formas de arte, é fácil para nós, como público, assistir ou consumir o produto final e criticá-lo sem dar crédito a todo o trabalho árduo realizado nos bastidores. METALLICA é um dos grupos mais celebrados na história do rock, mas alguns de seus trabalhos também parecem os mais controversos, resultando em desconsideração sem qualquer reconhecimento do motivo pelo qual seu som alterna entre os projetos.


Na verdade, essa banda provavelmente enfrentou mais desafios e obstáculos do que a maioria, especialmente no que diz respeito à recepção dos fãs. Isso faz sentido até certo ponto, já que seus fãs estão entre os mais leais da cena musical e se sentem traídos ou decepcionados quando certos álbuns ou músicas não soam como o METALLICA que eles conhecem e amam. No entanto, essa mesma lealdade pode dificultar a evolução deles sem antecipar reações negativas.


Quando começaram a trabalhar no álbum "Death Magnetic" (9º disco, 2008), o grupo já era conhecedor das dificuldades dos seus próprios contratempos musicais. Após as polêmicas críticas causadas pela trinca dos álbuns "Load" (6º disco, 1996), "Reload" (7º disco, 1997) e "St. Anger" (8º disco, 2003), o próximo da fila, o álbum "Death Magnetic", parecia uma espécie de retorno às origens muito necessário ao grupo, com cada membro familiarizado com os perigos caso não atingissem os padrões que os fãs esperavam que eles cumprissem.


Entre esses desafios estava a busca por um som ainda melhor, mas que ao mesmo tempo parecesse inconfundivelmente com o METALLICA das antigas. Sendo assim, o disco "Death Magnetic" foi quase uma tela em branco e uma oportunidade de mergulhar em tudo o que tornou a banda tão especial em 1º lugar — desde riffs e melodias mais simples até estruturas mais complexas.


E uma que pendeu para esse último adjetivo foi a canção "That Was Just Your Life", tão fortemente influenciada por melodias e arranjos conflitantes que Hetfield teve dificuldade em executá-la. Na verdade, assumir os vocais principais enquanto tocava o riff na guitarra não foi apenas um desafio, mas permitiu que ele provasse a si mesmo que realmente conseguia e tudo o que precisou foi de muita prática.


Como ele relembrou uma vez em entrevista para o site Music Radar, algo que ele "não conseguia fazer de jeito nenhum" logo se tornou "uma 2ª natureza", explicando: "Cantar junto enquanto toco na guitarra a música 'That Was Just Your Life', também é difícil pra mim, pois há uma parte em que estou cantando uma coisa e ao mesmo tempo estou tocando um contra-ritmo na guitarra, o que me dá muito trabalho".


Hetfield finalizou: “Só precisa de prática! O que eu faço é desacelerar o riff e simplesmente descobrir onde minha mão deve ir durante uma determinada palavra que eu canto. Levou muito tempo até eu conseguir fazer isso, mas você acaba pegando o jeito”.


Talvez esses desafios mais altos tenham permitido a Hetfield levar seu talento ainda mais longe, já que não se sentia mais confortável na rede de segurança de um som com ressonância garantida.


Os 03 discos anteriores não foram 100% ruins, mas interromperam o fluxo de sua trajetória estabelecida o suficiente para justificar mais esforço e energia no álbum "Death Magnetic", resultando em músicas que soaram mais meticulosas do que nunca.


"That Was Just Your Life"
































































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