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The Kinks: a sátira música sobre a nostalgia inglesa pós-2ª Guerra Mundial

  • by Brunelson
  • há 13 minutos
  • 2 min de leitura

Tipificando a rebelião juvenil da pós-2ª Guerra Mundial nos vibrantes anos 60, o frontman do THE KINKS, Ray Davies, compôs um punhado de hinos rock absolutamente icônicos e inovadores durante sua juventude. 


Sendo o vocalista/guitarrista e principal compositor do grupo, o THE KINKS pode ter gerado a faísca para praticamente todos os futuros grupos do rock alternativo, sendo pioneiro no uso da distorção para guitarra e criando inúmeros hinos curtos e cortantes que capturaram o espírito revolucionário de uma nova geração. Essa geração ameaçou constantemente as atitudes tipicamente conservadoras dos seus pais, sempre olhando para o futuro em vez de se afundar no passado.


Durante a década de 60, com todas as modas, tecnologias, sons e culturas ultramodernas que emanavam de Londres naquela época, muitas pessoas ansiavam por retornar aos tempos mais simples da era vitoriana. Afinal, foi uma época em que a Grã-Bretanha era forte, com um dos maiores impérios que o mundo já conheceu e liderando-o em muitos campos de pesquisa e invenção. 


E a vida da classe trabalhadora foi um tema recorrente nas composições de Ray Davies desde seus primeiros trabalhos, afinal, as melhores composições vêm de experiências pessoais. De hinos como a canção "Dead End Street" à obra-prima do rock moderno na música "All Day and All of The Night" - sem contar a clássica canção "You Really Got Me" - Davies sempre ambicionou histórias e atitudes da classe trabalhadora em suas composições.


À medida que o THE KINKS progredia, seu trabalho se tornou muito mais ambicioso, culminando em músicas inovadoras como "Victoria".


Lançada em 1969 para promover o disco "Arthur" (7º disco), esta canção apresenta uma visão superficial da nostalgia pela era vitoriana e pelo poderoso Império Britânico. Desde o seu lançamento, a música tem sido repetidamente usada como exemplo de patriotismo triunfante e orgulho britânico, principalmente por aqueles que não compreenderam completamente o sentido de suas letras.


Pois, se você se aprofundar um pouco mais nas letras das composições de Davies, a canção "Victoria" não apresenta uma visão excessivamente alegre da época. Destacando a extrema desigualdade de classes que prevalecia durante o Império, o compositor apresenta uma visão de que pessoas comuns eram usadas apenas como bucha de canhão sob o domínio da rainha Victoria, com letras do tipo: "Embora eu seja pobre, sou livre / Quando eu crescer, vou lutar / Por essa terra, vou morrer".


Afinal, não é como se o THE KINKS estivesse passeando pelas ruas de Londres durante os agitados anos 60 vestindo roupas chiques e partindo para um pitoresco chá da tarde no campo. Eles estavam eram desmantelando essas noções ridículas de "inglesidade" da classe alta e abrindo caminho no rock para vozes da classe trabalhadora. 


A canção "Victoria" carrega o espírito adormecido do livro "London", do poeta William Blake, usando os valores percebidos da era vitoriana para satirizar o tratamento dado às comunidades da classe trabalhadora ao longo da história britânica. 


Neste sentido, essa música está entre os hinos mais desafiadores e incompreendidos da década de 60, a chamada "invasão britânica" da música junto com os BEATLES, ROLLING STONES, THE WHO e THE YARDBIRDS.


"Victoria"


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