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  • by Brunelson

Pete Townshend: escolhendo os seus 05 guitarristas preferidos de todos os tempos


Foi Pete Townshend, guitarrista do THE WHO, quem disse uma vez: "Rock 'n' roll pode não resolver os seus problemas, mas permite que você os domine".

É uma pequena citação concisa que se supera.


Com essas palavras, ele destilou a história de um movimento cultural em uma única frase. Os pioneiros originais do hard rock britânico propagaram a forma de arte como um meio de promover uma libertação exultante, apesar dos problemas que os cercavam. O próprio Townshend vestiu esse mesmo manto, assim como você pode ouvir nas letras da música "Baba O'Riley" do THE WHO.

E quando se trata dos heróis que lhe permitiu "dominar os seus problemas", Townshend sempre foi uma pessoa bastante reticente, soltando mais críticas do que elogios.


“Quando você realmente ouve a parte instrumental das músicas dos BEATLES sem os vocais, elas soam péssimas”, disse ele uma vez. Quanto ao LED ZEPPELIN, ele opinou: “Não gosto de nada do que eles fizeram e odeio o fato de sermos um pouco comparado a eles".

No entanto, Townshend nem sempre foi eloquente.

Ao longo de sua carreira, ele também elogiou os pioneiros que o inspiraram. Ele pode não ter muitos preferidos, mas isso mantém os seus aplausos significativos.

Sendo assim, uma vez o guitarrista do THE WHO citou os seus 05 guitarristas preferidos de todos os tempos, músicos que vão desde o seu herói da infância, Howlin' Wolf, à sempre presença de excelência de Jimi Hendrix.

Confira sem nenhuma ordem em particular: Jimi Hendrix Hendrix pode ser tão singular que está além do nível de uma influência, mas além de sua execução virtuosa, o seu estilo performático é algo que fez as suas habilidades viajarem ainda mais longe. E é isso que Townshend mais admirou, quando contou para a revista Rolling Stone da vez que viu um show de Jimi Hendrix pela 1ª vez: “Foi uma experiência cósmica. Foi no clube Blazes em Londres. Ele foi incrível e pensando hoje, você precisaria ter visto Jimi Hendrix num show para entender o que ele realmente era". Townshend continuou: “Ele era um músico maravilhoso! Jimi não era um grande cantor, mas tinha uma voz linda, esfumaçada e muito sexy... Quando você o via num show, ele parecia um xamã no palco, tipo, é a única palavra que posso usar para descrever. Não sei se é o termo correto, mas uma luz parecia sair dele, sabe? Ele subiria ao palco e de repente explodiria em uma luz... Jimi era muito gracioso”.


Nas palavras do guitarrista do THE WHO, se um xamã musical entregando algo cósmico não é o auge do rock 'n' roll ao vivo, então, eu não sei o que é...



"Voodoo Child"

Eric Clapton É uma medida da personalidade pública espinhosa de Townshend que até mesmo os seus elogios a um amigo próximo e ao guitarrista que ele talvez mais admire, venham com um asterisco. “Devo dizer que essa foi a minha experiência ouvindo o CREAM”, ele explicou uma vez. “Me pareceu que às vezes soava tão vazio, sabe? Eu pensei que eles teriam sido muito melhores se tivessem um tecladista na banda". No entanto, Townshend mostrou alguma humildade, dizendo: “Sempre adorei a forma de tocar guitarra de Eric Clapton, mas nem sempre o seu som. Sempre me pareceu um som meio abafado naqueles primeiros dias tocando em amplificadores da Marshall e é por isso que prefiro o som das outras bandas que Clapton participou, como TRAFFIC e BLIND FAITH. Eu gosto mais do som dessas 02 bandas, em comparação ao CREAM". Essa brincadeira entre amigos também flui nos dois sentidos. Quando Pete Townshend fez uma rara aparição tocando com Eric Clapton em 1974, o ex-guitarrista/vocalista do CREAM ofereceu a seguinte introdução ao público: “E essa noite, para o seu prazer ou a minha dor, um dos grandes, Pete Townshend”.


Desnecessário dizer que, além das brincadeiras, muito respeito existe entre esses 02 grandes nomes da guitarra e o som compacto de Clapton pode até ser apontado como uma influência direta em Townshend.


"White Room" (CREAM)

Link Wray Foi Iggy Pop quem disse uma vez: “Havia um cara chamado Link Wray e eu ouvi a sua música pela 1ª vez no sindicato estudantil de uma universidade. Chamava-se 'Rumble' e soava muito atrevido. Emocionalmente, resolvi sair da escola no momento em que ouvi a canção ‘Rumble’”. Pete Townshend também destacou o seu poder perturbador ao citar essa música numa entrevista: “Eu me lembro de ter ficado muito inquieto na 1ª vez que ouvi a música 'Rumble' e ainda assim, muito animado com o som da guitarra”. Ele acrescentou: "Ele é o rei e se não fosse por Link Wray e a canção 'Rumble', eu nunca teria pegado em uma guitarra". Essa noção inspiradora de sacudir o mal-estar diário com um som puro é algo que sempre ficou enraizado em Townshend, concluindo: “Quando eu cresci, o que era interessante pra mim era que a música era colorida e a vida era cinza. Então, a música pra mim sempre foi mais do que um entretenimento”.


"Rumble"

Howlin’ Wolf Embora Link Wray possa ter feito Townshend a pegar uma guitarra, ele também precisava de algo para ancorar a sua agitação sônica. “Eu estava estudando na Ealing Art School em 1961 e em algum momento no ano de 1962, conheci um jovem americano estudante de fotografia chamado Tom Wright. Ele tinha uma grande coleção de discos R&B, incluindo Howlin' Wolf. Receio não me lembrar qual era o álbum que ele tinha, mas a música 'Smokestack Lightnin' era uma das faixas. Devo dizer que adorei o som da guitarra nesse disco e o baterista dele tocou em um estilo meio jazz de New Orleans que eu não conhecia até então”. Além da guitarra, era o estilo geral de Howlin' Wolf que Townshend adorava e assim como ele disse em elogio a Chuck Berry, não adianta ser um bom guitarrista se você não tem o resto. “Ele não é apenas um cara com uma banda, ele ajudou a mudar a nossa visão de mundo e a fortalecer essa nova maneira que encontramos de expressar os nossos sentimentos mais profundos”, disse o guitarrista do THE WHO sobre Howlin' Wolf. “Ao contrário das músicas pop de rádio daquele período, Howlin' Wolf era de verdade e ele nos mostrou que poderíamos deixar a nossa música ser assumidamente nossa sem parecer chauvinista".


"Smokestack Lightnin'"

Bo Diddley THE WHO começou como uma banda de covers de R&B. Enquanto eles trabalhavam no seu som autoral com Townshend tentando juntar as palavras, o seu hino favorito para tocar era a clássica música de Bo Diddley, "Roadrunner".


E quando eles se afastaram dos covers para dar início às suas músicas autorais, o ritmo agitado e liso de Bo Diddley permaneceu firme na guitarra de Townshend. Um traço ainda mais específico permaneceu também: Townshend sempre usou o truque em arrastar a sua palheta contra as cordas da guitarra, coisa que ele pegou "emprestado" de Bo Diddley. Além do mais, Townshend também compartilhou a influência de cordas em algumas gravações em estúdio, concedendo a Bo Diddley uma espécie de reverência a um dos seus mentores.


"Roadrunner"



























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