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  • by Brunelson

Smashing Pumpkins: como uma guitarra de U$ 65 dólares ajudou a criar uma clássica canção da banda?


Embora o SMASHING PUMPKINS tenha mantido uma consistência impressionante face às inúmeras mudanças de formação e à sua atual mudança de espírito musical - sem contar as intermináveis críticas da mídia que nunca conseguiram derrubar a banda - a maioria dos fãs irão concordar que os seus 03 primeiros álbuns de estúdio continuam a ser os melhores. Foi um período em que a banda e seu frontman, Billy Corgan, estavam no auge criativo comercial do grupo.

Há fortes argumentos de que o álbum "Siamese Dream" (2º disco, 1993) é a obra-prima da banda, onde a vimos aperfeiçoar sua fórmula, fundindo suas influências de metal e punk rock com rock psicodélico e outros gêneros, tudo em uma massa viscosa e pulsante que consolidou sua posição como um dos grupos mais importantes de sua época e de todos os tempos. Apresentando músicas clássicas na história do rock como "Cherub Rock", "Today" e "Disarm", do início ao fim, esse disco é uma jornada sonora incrível que mantém seu frescor há mais de 03 décadas e que mais parece uma coletânea quando o escutamos em sua totalidade.

Um aspecto fascinante das composições distintas de Corgan veio à tona no álbum "Siamese Dream", com sua capacidade de escrever sobre uma série de assuntos diferentes e polêmicos (coisas que não eram ditas na época em letras de música) sem nunca perder de vista a si mesmo como artista.



E uma dessas mais polêmicas são as letras de um dos singles desse disco, a canção "Disarm".


“Nunca tive coragem de matar meus pais, então, em vez disso, escrevi uma música sobre isso”, revelou Corgan certa vez. “E em vez de ser uma música raivosa e violenta, pensei em escrever algo lindo e fazê-los perceber os sentimentos ternos que tenho em meu coração e fazê-los se sentir muito mal por me tratarem como uma merda".

No entanto, um dos momentos mais amados desse mesmo álbum foi inspirado por uma experiência muito mais rotineira: a de Corgan olhando para dentro de sua geladeira.

Como você deve ter adivinhado, esse é outro hino amado pelos fãs, a música "Mayonaise", também sendo uma de suas composições definitivas na carreira do SMASHING PUMPKINS.


Sobre os curiosos títulos de algumas de suas canções, às vezes até inventando palavras com ortografias incorretas, Corgan certa vez explicou como tirava essas ideias: “Digamos que você escreve uma música sobre um lustre e o lustre emite luz, e essa luz é da cor vermelha e o vermelho lembra a cor que você não deve usar perto de um touro, então, você chamaria esta canção de ‘Cow’ (vaca)”.

Em relação à música "Mayonaise", embora vários fatores a destaquem – incluindo o título – um dos mais notáveis é o rangido da guitarra que ocorre regularmente após os pedais de distorção fuzz serem pisados. Embora possa parecer uma parte relativamente insignificante na composição desta canção, foi um flash sutil de genialidade que adicionou um toque extra para contrabalançar sua natureza amplamente introspectiva e melódica.

Se não fosse por esse fator, a música "Mayonaise" seria completamente diferente da forma que ficou marcada em nossos corações, desde quando a escutamos pela 1ª vez em seu lançamento lá em 1993.

E de acordo com Corgan, isso aconteceu por causa da guitarra de U$ 65 dólares que ele usou para grava-la. Corgan tinha percebido que cada vez que ele parava de tocar a guitarra, o som ficava "assobiando" naturalmente (microfonia), então, quando a banda foi gravar a canção "Mayonaise", eles criaram propositalmente essas paradas musicais e que acentuariam o som da música.

O frontman do SMASHING PUMPKINS concluiu: “A origem dessa nota aguda estridente na canção 'Mayoinaise', foi que eu tinha comprado essa guitarra por U$ 65 dólares, que era uma guitarra tão barata e simples, que toda vez que eu parava de tocar ela fazia aquele apito. Então, quando fomos gravar essa música, resolvemos criar essas partes que paravam por um momento, sendo assim, o apito da guitarra passou a fazer parte da canção, porque toda vez que eu parava de tocar, a minha guitarra 'assobiava' desse jeito que ficou na gravação final”.


"Mayonaise"



























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