• by Brunelson

Smashing Pumpkins: resenha do álbum "Cyr"


O vocalista/guitarrista do SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan, foi aberto em suas entrevistas sobre o desejo de criar um disco "contemporâneo". Implacavelmente, ele realizou o seu desejo na 3ª década de banda e lançou o álbum mais acessível ao mainstream de toda a discografia, "Cyr" (10º disco, 2020).

“Fiquei cansado de fazer música que as pessoas me diziam que não soava contemporânea”, lamentou Billy Corgan para a revista britânica New Music Express, de quando o álbum "Cyr" tinha sido lançado. “Então, eu aceitei isso e pensei: ‘Ok, vou fazer um disco de música contemporânea e não me importo com o que é preciso usar para isso'”. Na resenha que a revista havia feito sobre esse álbum, a mesma concedeu 03 estrelas num total de 05.

Tem sido uma longa e tumultuada estrada para o frontman e membro fundador do SMASHING PUMPKINS desde o amargo fim da formação original em 2000. Somente em 2016 que o guitarrista James Iha iria retornar ao grupo, com o baterista Jimmy Chamberlin tendo entrado e saído do grupo desde então.


De 2007 (quando retornaram do seu hiato com somente Corgan e Chamberlin como membros originais) à 2014, SMASHING PUMPKINS lançou 03 álbuns de estúdio (com Chamberlin gravando somente 01 deles com a banda) e em 2018 eles lançariam o álbum de retorno com os membros originais (somente a baixista D'arcy não voltou), sendo que o disco "Cyr" já é o 2º álbum com Corgan, Iha e Chamberlin juntos.


A criatividade de Corgan entrou novamente em ação quando ele mapeou um disco duplo para o álbum "Cyr", corroborando o que vinha sendo dito em entrevistas como sendo o Vol. 2 e Vol. 3 do álbum antecessor, "Shiny and Oh So Bright, Vol.1" (9º disco, 2018), mas embora a obra de arte espiritual possa ter alguma semelhança com a de seu antecessor, o álbum "Cyr" é uma forma totalmente diferente de ser. Impulsionado pelo amor de Corgan por bandas que usavam sintetizadores em seu som na década de 80, o disco "Cyr" é sem dúvida o álbum mais pop do SMASHING PUMPKINS em sua célebre carreira.

Veja a canção de abertura, "The Colour of Love", quase desprovida de guitarras e do som de assinatura que esperamos do SMASHING PUMPKINS. Em vez disso, está repleto de sintetizadores, ganchos pop e um baixo impetuoso e salpicado da banda NEW ORDER, enquanto Corgan canta: “E a cor do seu amor é cinza".

Na maioria das vezes, as músicas trilham um caminho semelhante ao longo das 20 músicas que esse álbum duplo apresenta e ao contrário da maioria dos discos duplos que são carregados de enchimentos em duas partes inchadas, "Cyr" parece um único disco completo repleto de canções pop. Os detratores do SMASHING PUMPKINS podem muito bem odiar a simplicidade desse disco e estariam certos em criticá-lo por soar igual até certo ponto, mas não há como negar a capacidade de Corgan de criar músicas díspares e singulares durante toda a sua carreira, marcando o grande e prolífico compositor que é.

Também não é tanta surpresa assim, pois esse embrião havia sido gerado lá no álbum "Adore" (4º disco, 1998) e desde então sempre aparece alguma pitada e resquícios desta sonoridade em cada álbum lançado da banda.

As músicas "Cyr", "Birch Grove", "The Hidden Sun", "Starrcraft", "Wrath", "Adrennalynne", "Purple Blood", "Haunted", "Tyger Tyger" e "Minerva", também são pop infecciosos que raramente se desviam da mesma fórmula dirigida por sintetizadores. As poucas exceções é a guitarra raiz da banda triturando nas canções "Wyttch" e "Anno Satana" (esta última e a música "Confessions of a Dopamine Addict", estão entre as melhores na história da banda).


E até esse momento, as canções que estão sendo tocadas nos shows da turnê são: "The Colour of Love", "Cyr", "Anno Satana", "Telegenix" e "Black Forest Black Hills".

Sem dúvida, Corgan e cia. criaram o “disco contemporâneo” que ele tanto desejava.


Track-list:


1. The Colour of Love

2. Confessions of a Dopamine Addict

3. Cyr

4. Dulcet in E

5. Wrath

6. Ramona

7. Anno Satana

8. Birch Grove

9. Wyttch

10. Starrcraft

11. Purple Blood

12. Save Your Tears

13. Telegenix

14. Black Forest Black Hills

15. Adrennalynne

16. Haunted

17. The Hidden Sun

18. Shaudenfreud

19. Tyger Tyger

20. Minerva


* Smashing Pumpkins: resenha do álbum "Gish" (1º disco, 1991)


* Smashing Pumpkins: resenha do álbum "Siamese Dream" (2º disco, 1993)


* Smashing Pumpkins: resenha do álbum "Mellon Collie and The Infinite Sadness" (3º disco, 1995)


* Smashing Pumpkins: resenha do álbum "Adore" (4º disco, 1998)


* Smashing Pumpkins: resenha do álbum "Monuments to an Elegy" (8º disco, 2014)


* Smashing Pumpkins: resenha do álbum "Shiny and Oh So Bright, Vol. 1 / No Past, No Future, No Sun" (9º disco, 2018)


* Smashing Pumpkins: Top 40 melhores músicas da banda

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