• by Brunelson

Smashing Pumpkins: qual música foi proibida pela BBC nos anos 90?


Após um avanço comercial em 1993 com o seu 2º álbum de estúdio, "Siamese Dream", a banda SMASHING PUMPKINS se tornou num dos grupos de rock alternativo mais influentes e aclamadas pela crítica no final do século XX.

No entanto, a década de 90 também foi uma época em que os membros estavam perturbados com os conflitos dentro da banda, especialmente com a pressão de ter que se tornar popular. Foi um dos momentos mais angustiantes para o grupo estar trabalhando em um disco, mas felizmente, eles conseguiram dar certo no final.

Criando este icônico álbum com a atitude dominadora do seu frontman, Billy Corgan - com ele querendo tocar todas as partes de baixo e guitarra do disco - o mesmo foi recebido com muita repulsa e ressentimento por parte dos outros membros do grupo.

O baterista da banda, Jimmy Chamberlin, estava sofrendo de um grave caso de vício em heroína e o guitarrista James Iha e a baixista D'arcy Wretzky tinham acabado de terminar um relacionamento romântico entre eles. Além disso, Corgan estava passando por sua pior crise de bloqueio como compositor após toda a pressão com a explosão do grunge.

A saúde mental de Corgan também estava em declínio constante. Depressão e pensamentos suicidas o atormentavam e como era o compositor principal, guitarrista e vocalista da banda, passava a maior parte do tempo no estúdio para escapar de todo o resto. As músicas que ele escreveu nessa época, como "Today" e "Disarm", refletiam as ansiedades de Corgan de forma bastante proeminente.

"Disarm" foi o 3º single do disco "Siamese Dream" e que se tornou um sucesso em vários países nos dois hemisférios do globo terrestre. No entanto, o conteúdo lírico da música resultou no seu banimento pelo canal e rádio da BBC no Reino Unido.

De acordo com Corgan na época do seu lançamento, a música era um eco do tipo de relacionamento que ele teve com os seus pais enquanto crescia. A base para a composição da canção veio da raiva de Corgan com seus pais por sempre o desanima-lo e fazê-lo se sentir deprimido. Ele mesmo havia dito nos anos 90: “Nunca tive coragem de matar os meus pais, então, em vez disso, escrevi uma música sobre isso”.

No entanto, a letra da música foi interpretada com certa relevância de uma outra maneira.


Embora a própria explicação de Corgan ficasse ao lado do fato da música ser sobre os seus pais, muitos na plateia, no caso especificamente do Reino Unido, ligaram-na ao horrível e recente assassinato do menino James Bulger, de 02 anos de idade, e que tinha chocado as pessoas. O menino havia sido torturado e morto por 02 garotos de apenas 10 anos de idade que deixaram o seu corpo amarrado nos trilhos do trem para ser desmembrado por um trem que se aproximava.

Mas a visão mais comum era que a letra da música apontava para o assunto do aborto.


Com letras como: “Corte aquela criança / Dentro de mim e uma parte de você” e “O assassino em mim é o assassino em você”, a música gerou polêmica, pois muitos a consideraram uma referência ao aborto.


Isso levou ao banimento da música "Disarm" pela BBC do seu programa de TV musical, Top of The Pops, por causa das implicações das letras. Apesar do banimento, a canção subiu rankings em todo o Reino Unido e Europa (para não dizer em escala mundial) e se tornou uma das músicas mais tocadas e conhecida do SMASHING PUMPKINS.

Porém, neste século atual, Corgan já disse em entrevista que o real significado das letras da música "Disarm" é que ele sofreu abuso sexual na infância, ou seja, mais um tema que até então não era discutido abertamente nas músicas de rock - outro fruto que o grunge e o rock alternativo trouxeram ao cognitivo.

Confira o clássico videoclipe da canção "Disarm" do SMASHING PUMPKINS.


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