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Smashing Pumpkins: a música que Billy Corgan disse que "foi provavelmente uma das experiências de gravação mais emocionantes que eu já tive"

  • by Brunelson
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 3 dias


Ele pode ser o cérebro por trás de uma das maiores e mais queridas bandas de rock dos anos 90, mas assim como em qualquer circunstância da vida, nada vem de graça (para alguns até vem, infelizmente) e requer um pouco de luta para conquistar algo.


Estamos falando do frontman do SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan, ao encarar a liderança de sua banda com toda a determinação carrancuda de um protagonista de um filme sombrio. Condenado pela narrativa a carregar um fardo insuportável de um propósito glorioso, fardo esse que ele nunca deixou ninguém assumir na banda sob pena de tudo ruir.


Nos anos 90, Corgan ainda era muito "capitão" ao governar sua banda, sendo que ele não apenas compôs praticamente todas as músicas que o grupo lançou nessa década - gravando várias partes de guitarra e baixo dos seus companheiros de banda - mas também as produziu ao lado do produtor em questão, o que não agradava ao guitarrista James Iha e a baixista Darcy Wretzky.


E sem contar no retorno do SMASHING PUMPKINS no ano de 2007, onde no interim até 2016 (ano que contou com o retorno dos membros originais, menos da baixista D'arcy), boa parte dele vimos somente Corgan como membro original.


Em contrapartida, o quê dizer sobre essa "tirania" de Corgan, que simplesmente se tornou em um dos maiores compositores da história do rock e nos apresentou, junto com sua banda, músicas icônicas que marcaram uma geração e que estão nas mais altas prateleiras ao lado de outras grandes.





Em 1995, a banda já era uma gigante e reinaria sozinha no mainstream, mas isso não era o suficiente para Billy Corgan. Para o próximo álbum do SMASHING PUMPKINS, Corgan queria que o grupo não fosse comparado como outra banda grunge ou ao seu eterno adversário, o NIRVANA, mas sim, às bandas de rock clássico que fizeram Corgan querer ser um astro do rock em 1º lugar.


Sendo assim, o épico álbum duplo, "Mellon Collie and The Infinite Sadness" (3º disco, 1995), seria um álbum menos grunge (ainda tem bastante aqui) e mais um álbum duplo tipo "Physical Graffiti" do LED ZEPPELIN e "The Wall" do PINK FLOYD. Um disco que abrange basicamente todos os gêneros musicais que Corgan já havia considerado, desde as músicas de metal mais pesadas que a banda já gravou até suas músicas mais suaves, passando por tudo o que havia entre esses 02 extremos. Sem contar as canções que ficariam marcadas na história, como "Bullet With Butterfly Wings", "Zero", "1979" e outra clássica a qual Corgan conversou uma vez com a revista Guitar World sobre sua criação, a música "Tonight, Tonight".


Esta canção tornou-se na peça central de todo o álbum. Destacando-se sem o peso das guitarras, é o acompanhamento orquestral que dá vida à ela. Na entrevista, Corgan havia dito: "Devo dizer que gravar para um naipe de 30 instrumentos de cordas acompanhando, foi provavelmente uma das experiências de gravação mais emocionantes que eu já tive".


Isso transparece no disco como um momento genuinamente transcendente que coloca Corgan no nível ao qual ele sempre queria ascender como artista.


"Tonight, Tonight"






































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