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  • by Brunelson

Grunge: Top 50 melhores álbuns pela Revista Rolling Stone - nº 8



8) Banda: NIRVANA

Disco: "In Utero" (4º trabalho de estúdio, 1993)


O último álbum de estúdio do NIRVANA é um grito.

Não é um grito elegante e estilizado como o álbum multiplatinado e que mudou a história do rock, "Nevermind" (2º disco, 1991), mas o álbum "In Utero" é um uivo despretensioso de dor e frustração, o ato final de desafio para uma indústria fonográfica que, em primeiro lugar, nunca entendeu essa banda direito.

É um disco de ironia cáustica em letras como nas músicas "Serve The Servants" e “Radio Friendly Unit Shifter”, de raiva purificadora nas canções “Scentless Apprentice” e “Milk It”, e de nervos crus em músicas como “Pennyroyal Tea” e “Frances Farmer Will Have Her Revenge on Seattle”.

A raiva de Kurt Cobain às vezes mudava o verdadeiro rumo para os ouvintes do que ele realmente queria dizer, como na canção “Rape Me” - para Cobain, seria uma forma muito rudimentar para funcionar somente como uma declaração feminista - mas essa mesma intensidade autodestrutiva faz do álbum "In Utero" um documento essencial do grunge e o disco mais aguardado dos anos 90.

Antes de ser lançado em 1993, a mitologia do álbum já estava em vigor. Recuperando-se de sua inesperada elevação ao estrelato em 1991, NIRVANA contratou o produtor underground, Steve Albini, para ajudá-los a fazer um álbum tão seco e pouco comercial, que no começo a gravadora supostamente se recusou a lançá-lo.

"Claro, porque eles queriam um outro 'Nevermind', mas eu prefiro morrer do que fazer isso", disse Kurt Cobain na época para a revista Rolling Stone, o que gerou semanas de discussões públicas com a gravadora a qual o NIRVANA havia ajudado a enriquecer.

Mesmo assim, músicas como “Dumb”, “All Apologies”, “Pennyroyal Tea” e “Heart Shaped Box”, refinam e complicam os avanços comerciais do disco "In Utero" em vez de rejeitá-lo por atacado.

Cobain também diria à revista Rolling Stone que ele estava apenas fazendo uma piada sombria quando falou que gostaria de chamar o álbum de "I Hate Myself and I Want to Die" (e que a canção de mesmo nome iria abrir o disco, com ambas as ideias rejeitadas pela gravadora).

"Eu sou um cara muito mais feliz do que muita gente pensa que eu sou", Cobain insistiu. Dando sequência à história, ele falou sobre como gostaria de fazer um álbum “etéreo e acústico” ao sucessor que nunca veio do disco "In Utero".

O fim do NIRVANA foi uma das tragédias mais duradouras na história da música em geral, com o álbum "In Utero" sendo o seu testamento final em relação a novas músicas...


"Milk It"


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