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Deep Purple: "esse foi um dos piores álbuns que a banda lançou", disse Ritchie Blackmore

by Brunelson
há 3 minutos
3 min de leitura

Orbitando em torno de um estilo tão pesado e refinado, o ataque blues do guitarrista membro fundador do DEEP PURPLE, Ritchie Blackmore, entrelaçado com os teclados pesados ​​de outro integrante original, Jon Lord, deixou marcas na história do rock'n roll ao longo da aclamada série de álbuns de estúdio que o DEEP PURPLE lançou. 


Porém, Blackmore acabaria deixando o DEEP PURPLE em 1975, cansado da direção funk rock impulsionada pelos novos integrantes da banda, Glenn Hughes (baixista) e David Coverdale (vocalista), formando agora o RAINBOW e lançando a carreira do vocalista Ronnie James Dio. Blackmore retornaria ao DEEP PURPLE em 1984 e agora com a formação clássica, para gravarem o álbum "Perfect Strangers" (11º disco), antes de abandonar o grupo definitivamente após o lançamento do álbum "The Battle Rages On" em 1993 (14º disco).


No entanto, Blackmore sempre teve reservas quanto ao seu trabalho com o DEEP PURPLE, chegando a expressar indiferença em relação à sua era "clássica". Criticando abertamente os 03 primeiros álbuns da banda - os únicos com a formação original - Blackmore elogiou bastante o 1º álbum da formação clássica do DEEP PURPLE, "In Rock", de 1970 (4º disco), mas detonou obras-primas, como o álbum que definiria a carreira do grupo, "Machine Head" (6º disco, 1972).


Já é sabido que, na opinião do próprio Blackmore, o pior álbum do grupo em que ele participou da gravação foi "Fireball" (5º disco, 1971), mas em uma outra entrevista para o site The Quietus em 2017, o eterno guitarrista do DEEP PURPLE também não teceu boas palavras a um outro disco da banda: “O álbum, 'Who Do We Think We Are' (7º disco, 1973), foi provavelmente um dos piores álbuns para mim, porque eu realmente não tinha ideias e estávamos sendo muito pressionados, estávamos em turnê o tempo todo e quando não estávamos em turnê, ficávamos doentes, e ainda tínhamos que passar semanas no estúdio 03 vezes por ano para cumprir o contrato com a gravadora”.


Como sempre, a pressão da indústria nunca favorece o fluxo criativo. Lançado no início de 1973 e gravado com o famoso caminhão de gravação móvel do ROLLING STONES, o disco "Who Do We Think We Are" ainda conseguiu alcançar uma posição decente nas paradas e produzir o futuro sucesso da banda, a música "Woman From Tokyo". No entanto, conflitos internos e relações desgastadas levaram o vocalista da formação clássica, Ian Gillan, a abandonar o grupo alguns meses após o lançamento desse álbum - sendo o último lançado pela formação clássica na década de 70.



O guitarrista finalizou: “Tínhamos acabado de sair de uma turnê de 18 meses e todos nós tínhamos tido problemas sérios de saúde em algum momento. Olhando para trás, se eles tivessem sido empresários decentes conosco, teriam dito: ‘Muito bem, parem. Quero que todos vocês tirem 03 meses de férias. Não quero nem que peguem em um instrumento para brincar’, mas em vez disso, nos pressionaram para terminar esse disco no prazo do contrato. Deveríamos ter dado um tempo, e acho que, se tivéssemos parado, o DEEP PURPLE daquela época ainda estaria na ativa até hoje”.


"Woman From Tokyo"


















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