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Henry Rollins: "pra mim, essas 02 bandas punk hardcore são o modelo de como uma performance deve ser ao vivo", disse o vocalista do Black Flag

by Brunelson
há 12 minutos
4 min de leitura

De um dos vocalistas mais formidáveis ​​da história do hardcore com um cabo de microfone enrolado em um punho sempre cerrado, a um dos veteranos do gênero, Henry Rollins se tornou uma pessoa mais tranquila nos últimos anos, mas isso certamente não  significa que ele tenha perdido seu apreço inabalável pela confrontação feroz do punk rock.


Como muitos jovens marginalizados durante as décadas de 70 e 80, o punk rock surgiu no momento exato para Rollins, encapsulando perfeitamente a raiva adolescente com a qual ele enxergava o mundo ao seu redor. Ir a casas de shows decadentes na capital Washington, era como uma peregrinação religiosa, com suas paredes manchadas e pichadas com cartazes de bandas colados como THE CLASH, RAMONES e mais tarde, da sua própria banda, o BLACK FLAG, personificando figuras de culto - o que não demorou muito, para que Rollins pedisse demissão da sorveteria onde trabalhava para seguir uma vida de revolução no rock'n roll.















Ao se juntar ao BLACK FLAG preenchendo o espaço deixado pela saída de Dez Cadena para se dedicar somente a guitarra, Rollins teve um lugar privilegiado na cena punk hardcore em ascensão no início dos anos 80, convivendo com muitas das bandas que ele havia visto como um mero espectador naqueles clubes noturnos na capital Washington.


Por sua vez, o BLACK FLAG se tornou um dos grupos punk mais importantes dos EUA sob a liderança vocal de Rollins, produzindo alguns dos discos punk hardcore mais icônicos e duradouros da década de 80, com o seu disco de estreia de 1981, "Damaged", sendo a joia da coroa.


BLACK FLAG certamente tem muito a explicar no contexto punk rock e hardcore americano. Seu som distintamente abrasivo parece ter gerado centenas de discípulos, imitadores e pretensos seguidores. Até mesmo Rollins foi inspirado pelo grupo durante sua época tocando com o STATE OF ALERT, antes daquele fatídico teste de audição que o levaria a se juntar à sua banda favorita.


No entanto, nenhuma revolução acontece sozinha, e tanto Rollins quanto o BLACK FLAG eram devedores aos sons pioneiros de outros grupos da cena punk rock – algo que Rollins sempre fez questão em deixar claro.


Durante uma entrevista em 2024 para o site Retro Futurista, Rollins disse que o surgimento do punk rock: "Foi como a trilha sonora que esperei a vida inteira para ouvir. Nunca me recuperei... Vi shows de bandas como o THE CLASH, THE CRAMPS, THE DAMNED, BAD BRAINS, GANG OF FOUR e BUZZCOCKS em um curto período de tempo".


Inevitavelmente, essa formação é algo que qualquer punk que se preze daria tudo para presenciar ao vivo, mas foram as influências locais de Rollins que realmente o colocaram no caminho do heroísmo punk: “A cena local na capital Washington começou a bombar e aquelas bandas eram ótimas. Gosto muito mais de todas aquelas bandas agora do que gostava naquela época, tipo, quanto mais velho fico, melhor a música soa para mim”.


Ele concluiu: "Pra mim, em termos de influências e de como uma banda deve soar, penso em BAD BRAINS e BLACK FLAG. Pelo menos em termos de performance ao vivo, não parece haver nada melhor do que esses 02 grupos marcantes do hardcore no início dos anos 80".


Em particular, BAD BRAINS foi uma banda reveladora da capital Washington, misturando uma explosão furiosa de punk hardcore com os sons exuberantes e graves do reggae, e abordando cada um com um domínio igualmente espetacular da arte da performance ao vivo.


Sem uma banda como o BAD BRAINS ou a influência dos primeiros trabalhos do BLACK FLAG, o mundo talvez nunca tivesse conhecido o nome de Henry Rollins, uma das figuras definidoras na história do punk rock.









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