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  • by Brunelson

The Who: assista a última performance do baterista Keith Moon em 1978


Além de ser o baterista mercurial do THE WHO no palco, Keith Moon também assumiu o papel de maluco fora dele.

No entanto, quando ele subiu ao palco com a banda em 1978, ninguém poderia imaginar que seria a sua última apresentação com o THE WHO.

O icônico baterista infelizmente faleceria apenas 04 meses depois devido ao seu estilo de vida excessivo do rock and roll.












Foi no Shepperton Studios a última vez que o grupo se apresentaria com a sua formação original, o que acabaria se tornando um momento comovente para a iconografia do THE WHO e do rock 'n' roll como um todo.

O show veio como parte do documentário do grupo, "The Kids Are Alright", e viu a banda filmando tomadas para o filme, fornecendo a performance final de Keith Moon. A curta apresentação seria prejudicada pela tensão dentro do grupo e uma séria falta de coesão entre os membros da banda, enquanto eles discutiam as suas relações interpessoais dentro do estúdio.

A sessão foi inegavelmente tensa, sendo que o THE WHO já havia se afastado um pouco dos shows e isso se somou a um conjunto de circunstâncias já desconexas. Tendo estado fora da estrada por 02 anos antes, a banda estava meio truncada, mas não querendo dizer que não estava ligada.

Com um pequeno público presente, o grupo estava sendo pressionado cada vez mais pelo diretor do documentário, Jeff Stein, para conseguir as tomadas de que precisavam. O cineasta queria que a performance do hino da banda, a música "Won't Get Fooled Again", tivesse um pouco mais de "arrogância" e exigiu que o THE WHO adicionasse um pouco mais de entusiasmo à sua interpretação da canção - o que acabaria se tornando um processo de filmagem e refilmagem.

Pete Townshend, Roger Daltrey, John Entwistle e Keith Moon recusaram a princípio e argumentaram que a validade de refazer uma performance ao vivo seria perdida se fosse encenada. O set de 09 músicas terminou com a canção do baixista John Entwistle, "My Wife", e o grupo voltou para o camarim desgrenhado e exausto.

Não por muito tempo, porém, já que Stein não estava satisfeito e disse que o filme precisava de um "final definitivo". Pete Townshend não gostou muito e disse: “Um final definitivo? O que você quer que eu faça? Sair por aí e dormir no palco? Talvez eu devesse ir lá e morrer durante o meu último solo? Ou talvez eu devesse bater na cabeça daquele filho da puta que está gritando o nome da música 'Magic Bus' com a minha guitarra nas mãos?"

Eles finalmente cederam e deram a Stein o final ardente que o diretor desejava, fornecendo uma última música para a pequena multidão. Depois, com Stein saciado, Keith Moon se levantou da sua bateria, fez uma reverência e apertou a mão de alguns membros da plateia, antes de sair do palco com o THE WHO pela última vez.

É uma performance que paira sobre as cabeças dos fãs e amigos da banda que estavam presentes e além. Um desses amigos era Chris Glen, que, enquanto se apresentava com o Michael Schenker Group, havia compartilhado os últimos anos da vida de Keith Moon com ele.

“Foi muito emocionante e infelizmente está longe de ser o seu melhor”, disse Glen em entrevista exclusiva para a revista Ultimate Classic Rock, sobre essa última apresentação do THE WHO. “Keith Moon tinha engordado muito naquela época e o pior era que o THE WHO não estava junto por um tempo. Eu o vi 01 semana após essa gravação e Keith me disse sobre a banda: 'Gostaria que tivéssemos ficado juntos antes, apenas saído um pouco juntos e isso teria tornado as coisas melhores'".

Assista a última apresentação de Keith Moon com o THE WHO tocando a música "Won't Get Fooled Again" para o documentário "The Kids Are Alright":


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