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Red Hot Chili Peppers: "na época do álbum 'One Hot Minute', tínhamos uma relação frouxa com a realidade"

  • by Brunelson
  • há 6 minutos
  • 2 min de leitura

Chega um momento na maioria dos projetos musicais em que tudo parece um pouco estagnado, mas geralmente são esses os momentos que nos fazem refletir depois, pensando: "Ainda bem que não desistimos em tal época".


Dito isso, o problema com esses momentos não é que eles pareçam impossíveis de superar, mas sim, que eles fazem você perceber a importância dos desafios ao tentar atingir um determinado objetivo final.


Geralmente, estas situações difíceis que fazem os músicos sentirem que, por exemplo, terminar de gravar um álbum está fora de cogitação, estão sempre de mãos dadas aos relacionamentos e desentendimentos internos dentro de uma banda - o que não deixa a questão do uso de drogas fora de cogitação.


Pelo menos, foi o que aconteceu com o RED HOT CHILI PEPPERS na época em que estavam gravando seu 6º álbum de estúdio (e um dos mais aguardados da época), "One Hot Minute" (1995). Considerando todo o espiral frenético e de excessos que a banda passava, pode ser que a faixa-título seja a que mais representa sintomaticamente do tipo de "insanidade" o momento em que o grupo passava.


Para ser justo, a maioria teria percebido os sinais da saída do guitarrista John Frusciante em 1992 como o fim da jornada - mesmo que substituí-lo pela escolha de Dave Navarro, do JANE'S ADDICTION, parecesse um primeiro suspiro do tipo: "Meu, que massa!"


Mas as coisas pioraram da maneira que se esperaria de uma banda com uma lista crescente de problemas não resolvidos, considerando o vício cada vez maior do vocalista Anthony Kiedis em drogas ilícitas e lícitas, além do uso de drogas pesadas e a irritação que a maioria estava desenvolvendo com a forma de trabalho e de levar as coisas de Navarro.


Então, aparentemente chegando ao que poderia ser considerado o momento em que tudo iria se romper, a canção "One Hot Minute" pode ter sido um processo lento, mas também provou o quanto o grupo tentava blefar sobre "fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes" - o que não se concretizou, disse Kiedis em seu livro biográfico sobre essa música. "Nós 02 tínhamos uma relação frouxa com a realidade", havia dito Navarro mais tarde, descrevendo como as dificuldades dele e de Kiedis pioraram tudo.


Algo inevitável era certo que viria, o que ocasionou da saída de Navarro do RED HOT CHILI PEPPERS e receberam novamente Frusciante para salvar o dia em 1998. Felizmente para todos os envolvidos, Frusciante tinha acabado de se recuperar da clínica de reabilitação e estava mais disposto do que nunca a encarar aquela situação.


"One Hot Minute"


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