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  • by Brunelson

Queens of The Stone Age: resenha do álbum "In Times New Roman" pela revista New Music Express


Confira a resenha que a revista britânica New Music Express fez sobre o novo álbum de estúdio do QUEENS OF THE STONE AGE, "In Times New Roman" (8º disco), que foi lançado hoje, 16 de junho de 2023.

A revista concedeu 04 estrelas num total de 05.

Segue:

Se trata de um álbum sombrio, lamacento e brutal.

Informado por um período turbulento – incluindo um divórcio conturbado, tratamento de câncer e a morte de vários amigos íntimos do frontman Josh Homme – o 8º disco do QUEENS OF THE STONE AGE é adequadamente sombrio.

Em meio à turbulência pessoal e ao declínio dos espaços do hard rock na consciência pública, Josh Homme entrou na criação do álbum "In Times New Roman" com uma missão humanista: “Vamos fazer algo que soe tão brutal quanto a sensação de estar vivo agora”, Homme disse recentemente em entrevista sobre a gênese desse disco. “Acho que nessa parte da jornada não sobrou nenhuma armadura. Trata-se apenas de caminhar mais fundo na escuridão e é assim que deve ser".

Houve uma boa parte de agitação em seu mundo nos 06 anos desde o álbum "Villains" (7º disco, 2017).


Homme está envolvido em uma batalha legal com Brody Dalle, a sua ex-esposa e vocalista/guitarrista do THE DISTILLERS, onde acusações de violência e ordens de restrição foram negociadas durante uma longa batalha pela custódia dos seus 03 filhos - com Homme ganhando a causa. Em outro lugar, ele revelou esta semana que foi tratado de câncer em 2022 e foi abalado pelas mortes de colaboradores e amigos importantes, incluindo Mark Lanegan (vocalista do SCREAMING TREES e parceiro em alguns álbuns e turnês do QUEENS OF THE STONE AGE), o chef e jornalista, Anthony Bourdain, e o melhor amigo de Homme, o ator Rio Hackford.

Se há algo a emergir da lama, é que o QUEENS OF THE STONE AGE se encontra onde muitos fãs querem: de volta ao lodo.

"In Times New Roman" é um disco com uma audição grosseira, usando a dor para encorajar uma crueza em seu som que estava ausente desde o álbum "Era Vulgaris" (5º disco, 2007).

Nessa mesma entrevista que foi para a própria revista, Homme descreveu o single principal do novo álbum, a música "Emotion Sickness", como "uma canção monstruosa tipo Frankenstein", com melodias e letras díspares furiosamente costuradas, onde eles fizeram pouco para esconder os pontos costurados e permitiram que a bagunça vazasse da sutura.


Além dos trocadilhos indutores como na canção "What The Peephole Say", quase nenhuma luz aparece nas músicas desse álbum.

A canção "Made to Parade" possui a mesma "arrogância" do disco solo de Iggy Pop, "Post Pop Depression" (2016), o qual foi produzido por Homme e também fazendo parte de sua banda de apoio. Porém, abordando o mal-estar pós-pandemia com as letras implacáveis e cansativas: “Não percebi o peso das correntes até que elas foram cortadas de mim / Como eu as arrastei por tanto tempo?"

Na música "Carnavoyeur", Homme está "pendurado por um prego nessa vida" e se compara a um abutre. Já a canção "Paper Machete" está encharcada de amargura e rancor.

É improvável que o álbum "In Times New Roman" conquiste aqueles que ficam "em cima do muro" sem tomar partido, embora a adoração abrangente talvez não se encaixe em um período que deixou tantas cicatrizes profundas. Eles lançaram o seu 1º disco em 06 anos entre um exorcismo emocional para Homme, mas com um serviço suficiente para os fãs obstinados.

Esse álbum se coloca lá em cima na prateleira como o material mais sombrio e complicado até agora lançado pelo QUEENS OF THE STONE AGE e será ainda mais apreciado por isso com o decorrer do tempo...

Track-list:


1. Obscenery

2. Paper Machete

3. Negative Space

4. Time & Place

5. Made to Parade

6. Carnavoyeur

7. What The Peephole Say

8. Sicily

9. Emotion Sickness

10. Straight Jacket Fitting

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