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  • by Brunelson

Jimi Hendrix: uma vez estava tão chapado que não percebeu que havia sido sequestrado


Jimi Hendrix, o ícone, é tão sinônimo de chapação, quanto de sua voz simples e comovente, tom de guitarra característico e aquela apresentação no Woodstock Festival em 1969.

E creio que é relativamente seguro dizer que muitos dos infames momentos de Hendrix não aconteceram sóbrio.

Ironicamente, essas travessuras induzidas por substâncias culminariam com ele seguindo a sua carreira musical.

Em 1961, ingressou no exército, no entanto, essa carreira nas Forças Armadas não duraria muito e apenas 01 ano depois de ingressar, ele seria dispensado.

Nativo de Seattle e tocando violão desde a sua molequice, saindo do exército ele tentou seguir carreira na música.


Hendrix começou a fazer shows como membro de banda de apoio de artistas famosos, garantindo lugar no ISLEY BROTHERS e com a lenda do rock 'n' roll, Little Richard, com quem trabalhou ao longo de 1965.

Avançando no tempo, Hendrix estava agora como membro de apoio de Curtis Knight and The Squires, bem como a sua própria banda, Jimmy James and The Blue Flames. Foi se apresentando com o seu grupo no Cafe Wha no bairro Greenwich Village, New York, onde Hendrix se encontraria pela 1ª vez com Chas Chandler, o ex-baixista do THE ANIMALS e que estava agora trabalhando em outra área do show business, como olheiro, empresário e produtor.

Logo depois, Chandler convenceria Hendrix a acompanhá-lo a Londres no final de 1966 e eventualmente, a se tornar o empresário de Hendrix. Em poucos meses, Hendrix conquistou 03 sucessos no Top 10 do Reino Unido com a sua banda power trio recém-formada. Foram os singles das músicas "Hey Joe", "Purple Haze" e "The Wind Cries Mary" (todas lançadas no 1º álbum de estúdio, "Are You Experienced", 1967).


Após aquela mudança fatídica para Londres e quando sua estrela alcançou alturas vertiginosas, Hendrix continuaria a experimentar e abusar de substâncias psicodélicas, porém, sempre é importante deixar claro, de que não há dúvida de que o guitarrista usava drogas recreativas. Todo mundo sabe disso (os fãs sim, o público mainstream não) que Hendrix era do partido das drogas alegres e psicodélicas (nem álcool ele era muito fã), sendo que na autópsia não foi encontrada nenhuma marca de agulha no seu corpo (caso fosse usuário de heroína) e não apresentava cocaína em seu sistema sanguíneo.


Mesmo assim, isto o levaria a inúmeras situações complicadas e infelizmente, à sua trágica morte com apenas 27 anos de idade em 1970.

No entanto, uma dessas situações também levou Hendrix a ser sequestrado e mantido como refém, sem que o lendário guitarrista nem percebesse disso.

No livro de memórias de Jon Roberts de 2011, "American Desperado", ele afirmou que certa vez salvou Hendrix de uma tentativa de sequestro em New York nos anos 60.


Mas quem é Jon Roberts?


Ele é um ex-membro da máfia e traficante de cocaína. Um condenado que ajudou a liderar a ascensão do Cartel de Drogas de Medellín na década de 80.

O co-autor desse livro de memórias de Roberts, Evan Wright, divulgou que, a princípio, não acreditou na afirmação bizarra de Roberts. No entanto, quanto mais ele foi pesquisando, descobriu que a história era verdadeira.

Roberts é firme em negar que “Jimi Hendrix e eu nunca fomos grandes amigos”, embora ele conte histórias dele e do guitarrista percorrendo em círculos sociais muito próximos enquanto ambos moravam em New York.

Foi em New York que Roberts foi dono de um clube chamado Salvation, que se tornou o ponto de partida dessa história maluca. Em um trecho no livro de memórias, Roberts escreveu: “Eu me envolvi no chamado sequestro de Jimi Hendrix depois que ele foi agarrado por alguns caras no clube Salvation”.

Nesta ocasião, Hendrix visitou o clube Salvation na tentativa de conseguir alguma droga.


Roberts explicou: “Dois garotos italianos em nosso clube – não da máfia, mas aspirantes a 'espertalhões' – viram Jimi Hendrix procurando por drogas e decidiram: ‘Hey, esse é Jimi Hendrix! Vamos agarrá-lo e ver o que conseguimos em troca'”.

Aparentemente, os dois rapazes italianos atraíram Hendrix para uma casa que ficava fora da cidade, com a promessa de conseguir alguma coisa para ele, mas que na verdade estavam mantendo-o "preso" em troca de um bom resgate.

Para a sorte de Hendrix, Roberts foi notificado do sequestro pelo empresário do clube Salvation: “Precisaram de 02 ou 03 telefonemas para avisarem a mim e ao meu parceiro da máfia, Andy Benfante, para depois obtermos os nomes das pessoas que estavam segurando Jimi naquela casa. Entramos em contato com aqueles caras e deixamos claro: 'Ou vocês deixam Jimi ir embora, ou vocês morrem. Não danifique um fio de cabelo dele'”.

Vale a pena notar que Roberts foi um mafioso conhecido na imprensa e o seu pai era membro da infame La Cosa Nostra.

“Eles deixaram Jimi ir embora”, concluiu Roberts. “E quer saber? A coisa toda durou talvez uns 02 dias... Jimi estava tão chapado que provavelmente nem sabia que já havia sido sequestrado. Andy e eu esperamos mais ou menos 01 semana e fomos atrás daqueles dois caras e demos-lhes uma surra que jamais esqueceriam”.

Embora Roberts tenha conseguido salvar Jimi Hendrix do seu sequestro e talvez de um desfecho pior, infelizmente, o maior guitarrista de todos os tempos teria um final precoce, depois de uma carreira musical que ficou marcada para sempre na história.

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