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Dave Grohl: sobre a pessoa que ele disse que “se há alguém no mundo que eu devo um favor, é ele”

  • by Brunelson
  • há 7 minutos
  • 3 min de leitura

É fácil para muitos artistas se tornarem muito mais presunçosos à medida que envelhecem. É fácil também separar os álbuns clássicos ao relembrar o legado de alguém, mas chega um ponto em que eles precisam agradecer a todos que os trouxeram até ali antes que eles tivessem qualquer tipo de repercussão. 


E embora Dave Grohl fosse mais do que grato a todos que o ajudaram a alcançar o estrelato do rock, algumas pessoas mereciam algo mais do que um simples agradecimento nos bastidores.


Por outro lado, há um punhado de pessoas na vida de Grohl a quem ele não tem mais a chance de agradecer. Não há um dia sequer em que ele provavelmente não se lembre de ser o baterista do NIRVANA, e apesar de ser o John Bonham dos anos 90 e da atualidade em muitos aspectos (baterista do LED ZEPPELIN), um dos únicos motivos pelos quais o FOO FIGHTERS funciona do jeito como funciona, é o que Kurt Cobain trouxe ao NIRVANA quando começou a criar os hinos de sua geração.


Qualquer membro de banda assim é alguém a quem você se apega com força, mas Cobain acabou caindo na armadilha das drogas e da fama da qual muitas pessoas nunca se recuperam. Depois de Cobain tirar a própria vida em 1994, Grohl se convenceu de que não precisava mais tocar música, mas assim que começou a juntar os cacos da sua mente destruída, o FOO FIGHTERS foi o tipo de cura que o fez perceber por que queria tocar música pelo resto da vida.


Mas além dos músicos em si, há muito mais a oferecer ao clássico álbum "Nevermind" do NIRVANA do que apenas as suas músicas (2º disco, 1991). Cobain dominava as melodias básicas com maestria sugando diretamente dos BEATLES, mas a maneira como Butch Vig produziu o álbum "Nevermind" foi a versão ideal de como um disco de rock deveria soar nos anos 90 em relação ao que era apresentado pela cena glam metal dos anos 80, garantindo que as guitarras rugissem em todas as músicas e pressionando Cobain a executar o máximo de gravações vocais possíveis para garantir que houvesse bastante material para trabalhar.


E para Grohl, sempre foi importante que a bateria estivesse exatamente no lugar certo. Conforme entrevistas, ele pode ter tido dificuldade em acompanhar algumas músicas do álbum "Nevermind", como "Lithium" e "Something in The Way", mas como antes de tudo Vig já era baterista do GARBAGE, ele sabia da importância de fazer a bateria se destacar na mixagem, e ao ouvir o rufar de tambores que inicia a canção "Stay Away" ou o estrondo inicial na música "Smells Like Teen Spirit", os sucessos de Grohl na caixa da bateria poderiam muito bem ter sido um tiro de canhão anunciando o movimento grunge que iria explodir no mundo inteiro.


Grohl pode ter perdido o contato com Vig por alguns anos, mas ao colaborar com ele em uma canção do GARBAGE mais tarde em sua carreira, Grohl sentiu que era o mínimo que poderia fazer pelo cara que o ajudou a se tornar um superstar, dizendo uma vez em entrevista: "Eu toco bateria em uma música do GARBAGE chamada, 'Bad Boyfriend'. Butch Vig me telefonou um dia e me disse: 'Cara, venha e toque a bateria nesta canção', e sabe, se tem alguém no mundo a quem devo um favor é Butch Vig, então, pensei em ir lá e fazer isso para ele".


No entanto, em termos da mentalidade de Grohl que trabalha com vários astros do rock como convidado, tudo sempre se resume à maneira como ele toca bateria. Ouvi-lo tocar bateria com os vocais de Shirley Manson no GARBAGE, demonstra sua força necessária, e desde que ele havia se dedicado a trabalhar sendo o baterista do QUEENS OF THE STONE AGE somente alguns anos antes em 2002, ele não tinha perdido nem um pouco da habilidade que ele tinha no começo.


Hoje em dia, Vig pode parecer um membro não oficial do FOO FIGHTERS em muitos aspectos, tendo produzido os álbuns "Wasting Light" (7º disco, 2011) e "Sonic Highways" (8º disco, 2014) do FOO FIGHTERS, além de ser um dos principais produtores dos documentários dirigidos por Grohl, "Sound City" (2013) e "Sonic Highways" (2014). 


Por outro lado, isso também tem a ver com a maneira como Grohl vê a música. Porque, uma vez dentro do círculo de uma banda, você é mais do que apenas um funcionário. Você é família.

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