• by Brunelson

Stone Temple Pilots: baixista fala sobre os álbuns "Tiny Music...", "Perdida" e planos futuros


Depois de 25 anos, o 3º álbum de estúdio de um dos ícones do rock alternativo e grunge, "Tiny Music... Songs From The Vatican Gift Shop" (1996), será relançado agora em julho em um box com vários bônus para comemorar o seu aniversário.


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Estamos falando do STONE TEMPLE PILOTS e a revista Guitar World entrevistou o baixista e compositor desde sempre do grupo, Robert DeLeo, que dentre outros assuntos, lembrou da criação desse magnífico disco.

Até meados dos anos 90, parecia que todo mês um álbum de rock alternativo, grunge ou de metal, era lançado - agora todos clássicos - e o STONE TEMPLE PILOTS ofereceu não 01 e nem 02, mas 03 discos que ficaram marcados na história do rock.

Descobriu-se na época também que o álbum "Tiny Music..." era a oferta musical mais diversa do grupo. Além dos sucessos de rádio e MTV como as canções "Big Bang Baby", "Trippin' on a Hole in a Paper Heart" e "Lady Picture Show", os ouvintes também descobriram uma balada com sabor de bossa nova, "And So I Know", uma melodia com um solo de trompete ao estilo de Herb Alpert, "Adhesive", e uma composição instrumental que soava diretamente de uma trilha sonora, "Press Play", além de outras belas peculiaridades.


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Confira essa entrevista completa, onde o baixista Robert DeLeo também falou sobre os planos futuros da banda e dos seus equipamentos e instrumentos musicais.

Jornalista: Quais equipamentos você estava usando para a gravação do álbum "Tiny Music..."?

Robert DeLeo: Alugamos uma casa em Westerly Ranch, em Santa Ynez, Califórnia, para gravar esse disco e trouxemos muitos pré-amplificadores vintage da marca Neve. No que diz respeito às coisas pessoais, foi o meu primeiro disco que eu realmente comecei a usar a configuração para o meu baixo e que ainda uso até hoje nas gravações.

DeLeo: Eu tinha um amplificador da Marshall 8x10 de 1970 que uso para um dos canais, além de um Ampeg B-15 de 1967 para um dos outros canais. E então, um canal direto e meio que misturo esses três. Foi a primeira vez que comecei a fazer desse jeito.

DeLeo: Referente às guitarras acústicas e violões, Dean DeLeo (guitarrista e irmão) estava no meio da construção de sua coleção na época e trouxe um monte de coisas, assim como o nosso produtor, Brendan O'Brien... Cara, havia uma grande variedade de coisas lá. Quando você está gravando um disco com Brendan O'Brien, é apenas a sua coleção inteira e é como a terra dos doces para uma criança.

DeLeo: Então, tínhamos muitas guitarras acústicas e violões vintage, como Martins, Gibsons e Fenders. São muitos para listar e é sempre divertido ter que escolher um monte de coisas vintage para tocar”.


Jornalista: Você pode nomear os baixos principais que você usou para as sessões de gravação deste álbum?

DeLeo: Eu tinha alguns Schecters que estava usando. Na época, eu tinha um P-Bass de 1959, um Fender Mustang '68 que usei para uma música chamada "And So I Know", um P-Bass de 1967... Principalmente usava o P-Bass.


Jornalista: E quanto as guitarras de Dean DeLeo?

DeLeo: Dean tinha as suas Danelectros e Gibson Les Pauls. Acho que ele estava certo quando resolveu comprar essas guitarras. Quando você compra algo assim, você quer usá-las e que melhor hora para tocar com elas quando for gravar um disco? Era um monte de coisas diferentes que a gente usava.


Jornalista: Sempre presumi que o título do álbum estava relacionado ao uso de pequenos amplificadores para gravação. Estou certo?

DeLeo: Não, porque sempre usamos amplificadores menores. Começamos a nos aprofundar mais nisso na gravação do álbum anterior, "Purple" (2º disco, 1994), mas o título do álbum surgiu porque tínhamos um monte de palavras em ímãs para grudar na geladeira naquela casa onde gravamos o disco e acho que foi Dean quem criou este nome com os ímãs. Foi daí que tudo surgiu, apenas colocando essas palavras juntas na geladeira.


Jornalista: Como você evoluiu no baixo desde então?

DeLeo: Eu costumava ser melhor naquela época! (risos) Eu costumava ser uma daquelas pessoas que realmente tentava ser um ótimo baixista, mas então percebi que há muitas outras pessoas que podem fazer isso melhor do que eu, porém, nem todo mundo consegue compor canções.

DeLeo: Então, se uma música pede algo como "Trippin' on a Hole in a Paper Heart", eu quero acomodar a música no seu melhor. Vou tocar essa linha de baixo que está pedindo para acompanhar a canção... Se for uma música como "Lady Picture Show" (ambas do 3º disco), eu já irei fazer de outra forma, tipo, meio que toco de acordo com a música - ou tento pelo menos. Eu só tento acomodar a música.

DeLeo: Mas com o tempo fui entendendo melhor, pois fui pensando em como trabalhar as linhas de baixo com acordes. Acho que isso faz parte de apenas um processo de crescer e ouvir.

DeLeo: É importante para qualquer músico, especialmente jovem e promissor, ouvir o máximo de tipos de música diferente que você puder. Basta digerir o que puder e acho que, eventualmente, as coisas vão sair naturalmente de você, tipo, você saberá como elas querem sair de você.


"Trippin' on a Hole in a Paper Heart"


"Lady Picture Show"


Jornalista: É sempre desafiador para você tocar uma variedade de estilos diferentes? "Tiny Music..." foi o álbum musicalmente mais diverso do STONE TEMPLE PILOTS.

DeLeo: Não diria desafiador, mas é divertido... Acho que tanto quanto ouvir vários tipos diferentes de música. Eu disse isso muitas vezes antes: não critique uma música até tocá-la. Porque a coisa mais fácil pode ser a mais difícil de sentir, recostar ou encaixar quando você for tocar.


DeLeo: Aprenda a tocar e então, quando uma música surgir, você saberá como deseja tocá-la e eu acho que isso é importante.


Jornalista: O último álbum do STONE TEMPLE PILOTS, "Perdida" (8º disco, 2020, acústico e com letras que remetem ao vocalista Scott Weiland), infelizmente foi lançado pouco antes da pandemia e devido ao covid gerou a impossibilidade de fazer uma turnê. Você gostaria de tentar reviver esse álbum quando tudo voltar ao normal?

DeLeo: Eu adoraria, mas eu acho que apenas colocar para fora essas emoções e com isso criar essas músicas que foram lançadas no álbum, foi como uma terapia.

DeLeo: Foi agradável simplesmente em completá-las como peças musicais e colocá-las para fora. Não acho que queríamos ganhar o Grammy, acho que foi apenas uma questão de tirar essas coisas do nosso coração, da mente e da alma.

DeLeo: Mas sim, seria ótimo tentar fazer uma turnê e transformar isso em algo. Acho que as pessoas realmente gostariam disso e eu adoraria fazer uma turnê acústica ou do tipo.


"She's My Queen" (Álbum: "Perdida")


Jornalista: Para finalizar, o que virá a seguir para o STONE TEMPLE PILOTS?

DeLeo: Ainda estamos tentando descobrir isso. Estes são tempos interessantes, onde as pessoas que estão nesse negócio de entretenimento são as últimas a desistir do que costumávamos fazer.

DeLeo: Acho que ainda estamos tentando descobrir como as coisas serão... Acho que o mundo ainda está tentando descobrir e estamos meio que à mercê desta pandemia e vendo onde tudo isso está nos levando. Estou esperançoso para ver o que vai acontecer com todos nós e espero ver a luz no fim do túnel.

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