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Chris Cornell: "Tom Waits fez coisas com sua voz que ninguém jamais fez por um longo período"

  • by Brunelson
  • há 4 minutos
  • 2 min de leitura

O falecido vocalista das bandas SOUNDGARDEN, TEMPLE OF THE DOG e AUDIOSLAVE, Chris Cornell, traçou a história da cena underground de Seattle desde suas raízes mais remotas.


Tocando em uma banda cover já em 1984 com os futuros membros do SOUNDGARDEN - o guitarrista Kim Thayil e o baixista Hiro Yamamoto (sim, Cornell tocava bateria e cantava) - o trio abandonou o nome THE SHEMPS e adotou seu nome mais famoso no final daquele ano, fazendo seu 2º show oficial abrindo para o MELVINS e HUSKER DU. 


Antes que o NIRVANA levasse o grunge e a explosão mais ampla do rock alternativo aos ápices do apelo mainstream com o álbum "Nevermind" (2º disco, 1991), desbancando Michael Jackson do topo do ranking da Billboard, foi o SOUNDGARDEN que colocou a isolada Seattle no mapa musical. Bem antes do álbum "Nevermind", SOUNDGARDEN já tinha lançado 02 EP's e 02 álbuns de estúdio, sendo a 1ª banda do recinto grunge que foi contratada por uma grande gravadora e chegando a concorrer ao Grammy com seu disco de estreia, "Ultramega OK" (1988).


SOUNDGARDEN surfou na onda grunge que eles mesmos ajudaram a criar, atingindo o sucesso mainstream com seu 3º álbum de estúdio, "Badmotorfinger" (1991), e o auge comercial com seu 4º disco, "Superunknown" (1994), como um dos álbuns que definiram o domínio grunge nos anos 90. 


Dotado de um barítono multi-oitava que podia oscilar entre o cantarolar e o falsete com facilidade, todos, de Ronnie James Dio a Eddie Vedder (vocalista do PEARL JAM), elogiaram seu uivo inesquecível, com Alice Cooper até revelando que sua equipe de turnês o tinha apelidado de "A Voz" em uma declaração após sua morte em 2017.


E naturalmente, a opinião de Cornell sobre seus contemporâneos também era avidamente procurada pela imprensa e por fãs curiosos de música ao longo dos anos. Elogiando o vocalista Thom Yorke do RADIOHEAD e também apreciando o método pouco ortodoxo do vocalista Gibby Haynes do BUTTHOLE SURFERS, Cornell tinha um amplo critério para as performances vocais que amava, buscando apenas um núcleo de autenticidade humana na música que o cativava. 


No entanto, quando se tratava de inovação, apenas um artista realmente lhe vinha à mente.


“Ultimamente tenho tido esse problema, das pessoas me perguntando o que estou ouvindo de coisas novas. Eu não sei... Qual é um bom álbum lançado ultimamente? Simplesmente não ouço muitos cantores incríveis hoje em dia, sabe?”, Cornell tinha confessado ao site Alternative Press em 2017. “Só digo que Tom Waits é um cantor que fez coisas com a voz que ninguém jamais fez por um longo período”.


Buscando um escopo ainda mais profundo de excentricidade e reviravoltas criativas, o poeta do jazz que virou contador de histórias, Tom Waits chegou a um momento crucial em sua carreira quando seus vocais distintamente ásperos e roucos se tornaram maleáveis para ele fazer o que quiser com eles.


O lugar de Waits no afeto de Chris Cornell fala mais sobre a miríade de dimensões que constituem uma boa voz, além de apenas emitir timbres vocais "impossíveis" de alcançar e o quão altos os níveis de decibéis de alguém podem ser.

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