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Rick Rubin: "Slayer reinventou como a guitarra poderia ser tocada", disse o produtor

  • by Brunelson
  • há 14 minutos
  • 3 min de leitura

Considerando que o produtor Rick Rubin se tornou um dos mais respeitáveis de todos os tempos com um talento intenso para a criatividade intuitiva, não é surpresa que muitos dos seus favoritos tenham alcançado popularidade com base na mesma premissa. 


Afinal, Rubin provou que a música ainda pode ser inovadora sem um conhecimento básico, uma característica que ele busca ao se tornar querido por outros inovadores revolucionários.


Apesar da proficiência evidente de Rubin, sua abordagem, para muitos, é a pior ou a melhor coisa que um músico precisa. Afinal, alguns prosperam com a técnica sem interferência externa como uma atitude mais disciplinada em relação a como as coisas devem ser feitas e quando. Já para outros, a beleza de fazer música é outra: a liberdade de jogar fora as regras da leitura teórica e deixar a intuição decidir o que é o quê.


Porém, para os mais técnicos, isto soa mais como uma espécie de resignação menos produtiva e uma negligência direta com os princípios da música. Embora não haja uma resposta certa ou errada, especialmente considerando as inúmeras maneiras de trabalhar que podem ocupar espaço em um estúdio e que são formas particulares de terapia para cada um, alguns consideram Rubin um pouco distante demais quando se trata de precisar de uma direção real ou pouco conectado com o que realmente importa.


Ainda assim, independentemente do lado da cerca em que as pessoas se postam, não há como negar o envolvimento de Rubin em alguns dos maiores e mais marcantes projetos de todos os tempos. No mundo do rock, o trabalho de Rubin era frequentemente o tão necessário revival, não apenas no sentido de retorno, mas também para garantir que os artistas tradicionais mantivessem sua força e relevância. Do METALLICA ao AC/DC, Rubin abriu espaço para uma lente reforçada, fornecendo uma base para retornar às origens sem comprometer o refinamento contemporâneo.


Essa abordagem foi particularmente proeminente quando ele produziu o álbum "Reign in Blood" do SLAYER (foto, 3º disco, 1986), onde, em vez de detalhar as nuances específicas do que precisavam fazer, Rubin tocou para eles um disco do METALLICA, somente para partir do sentimento geral do que eles não deveriam fazer em seu próprio álbum. Dessa forma, Rubin mostrou a eles o que ele sabia ser a direção certa, mesmo que se baseasse apenas em "ser fã do SLAYER apenas em pensamentos".


Rubin acreditava no poder do SLAYER talvez mais do que qualquer outra pessoa, não apenas em termos de habilidade e capacidade, mas também na forma como revolucionaram todo o espaço sonoro do metal, extraindo diferentes facetas do thrash metal para criar algo totalmente novo e empolgante. Para Rubin, o grupo não se contentava apenas com a originalidade, mas também reinventavam elementos que precisavam ser atualizados, reposicionando o poder dos instrumentos principalmente com a guitarra.


Sendo entrevistado uma vez pelo site Revolver, Rubin disse que uma das coisas "mais fascinantes" sobre o SLAYER é que: "Ao contrário de qualquer outra banda de speed ou thrash metal que eu possa imaginar, a música do SLAYER é animada".


Ele concluiu: “Os ritmos são quase funk rock. Ritmicamente, a música deles parece mais descendente do LED ZEPPELIN e AC/DC do que de bandas do heavy metal como IRON MAIDEN, o que é contra intuitivo, já que não há referência ao blues na sua música assim como era com o LED ZEPPELIN, por exemplo”. Ele também disse que o trabalho de guitarra do SLAYER é “vanguardista e atonal”, argumentando que eles “reinventaram como a guitarra pode ser tocada”.


Evidentemente para Rubin, revolucionar e inovar nunca se tratou de dominar um lugar específico. Embora haja elementos inegáveis disso em sua obra, há também uma abertura para a superação de limitações com facilidade, menos de forma amadora e mais como um meio de explorar como certos sons podem tornar a música ainda mais emocionante. 


Sem técnicas e leitura teórica o sobrecarregando como se fosse a única coisa que importasse, as possibilidades serão sempre infinitas.


"Raining Blood" (Disco: "Reign in Blood")


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