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Roger Waters: "esse álbum do Pink Floyd é uma falsificação inteligente”

  • by Brunelson
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

Os experimentos inovadores do PINK FLOYD com composição, som e elaboradas produções de palco e estúdio, os estabeleceram como pioneiros do rock progressivo e psicodélico, expandindo os limites do que a música popular do século XX poderia alcançar. 


No centro de seus álbuns mais icônicos estava a parceria criativa entre David Gilmour (vocalista/guitarrista) e Roger Waters (vocalista/baixista). No entanto, esse relacionamento acabou se tornando atolado em tensão e falta de comunicação, culminando na saída de Waters da banda em 1985.


Gilmour e Waters não tocariam juntos até 2005, um dia complexo em que se reuniram para o evento beneficente Live 8 para conscientização sobre a pobreza global, mas que passaram boa parte dos anos seguintes ainda criticando um ao outro, seja na imprensa ou nas letras de seus respectivos empreendimentos solo. 


No livro, "Comfortably Numb: The Inside Story of Pink Floyd", Waters admitiu: "Não acho que nenhum de nós tenha saído do ano de 1985 com algum crédito... Foi uma época ruim e negativa, e me arrependo da minha parte nessa negatividade".


Um exemplo dessa negatividade levantou sua cabeça com o lançamento do 1º álbum de estúdio do PINK FLOYD após a saída de Waters, "A Momentary Lapse of Reason" (13º disco, 1987).


Em 1986, Gilmour recrutou uma banda, incluindo o tecladista do PINK FLOYD, Richard Wright, que tinha sido dispensado por Waters em 1979 e sendo recontratado como músico de apoio até então. Na época, Gilmour estava com intenção de gravar seu 3º álbum solo, porém, no final daquele ano e com Gilmour afirmando que a presença de Wright "nos tornaria mais fortes, legalmente e musicalmente falando", a decisão de lançar este seu novo material como um álbum do PINK FLOYD foi tomada.


Previsivelmente, esse movimento provou ser controverso principalmente para Waters, que teve algumas palavras escolhidas a dizer sobre o disco "A Momentary Lapse of Reason" após seu lançamento.


Sendo entrevistado pela revista Rolling Stone, Waters falou: “Acho que é uma falsificação muito fácil, mas bastante inteligente. Se você não ouvir com muita atenção, soa como o PINK FLOYD. Tem David Gilmour tocando guitarra e com a intenção considerada de começar a fazer algo que soe como a concepção de todos sobre um disco do PINK FLOYD, onde é inevitável que você alcance esse objetivo limitado”.


Pressionado ainda mais, Waters acrescentou: “Acho que as músicas são ruins no geral e não consigo acreditar naquelas letras... Não havia sentido em Gilmour, Nick Mason (baterista) ou Wright tentarem escrever as letras, porque elas nunca serão tão boas quanto as minhas. As letras de Gilmour são de 3ª categoria, certo? Elas sempre serão e em comparação com o que eu faço e tenho certeza de que ele também concordaria. Ele simplesmente não é tão bom como letrista. Deixamos assim: eu não toquei os solos de guitarra em nossas músicas e ele também não escreveu nenhuma letra”.


Para piorar a situação e conforme está escrito nesse mesmo livro, Wright disse que as críticas de Waters eram "justas", alegando em uma entrevista posterior que o álbum "tinha somente algumas músicas realmente boas".


Os comentários de Waters certamente vieram de um lugar de angústia, mas ele não estava totalmente errado. Muitos fãs apontaram o disco "A Momentary Lapse of Reason" como um dos álbuns mais comercialmente direcionados de sua carreira, depois desse disco ser chamado de "força criativa esgotada" por Waters.


"On The Turning Away" (Disco: "A Momentary Lapse of Reason")


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