• by Brunelson

Flea: "comecei na maconha aos 11 anos e depois comecei a cheirar, injetar e usar opiáceos"


RED HOT CHILI PEPPERS, como inúmeras outras bandas de rock, tiveram o seu quinhão de batalhas contra as drogas.

Após o sucesso do clássico 5º álbum de estúdio, "Blood Sugar Sex Magik" (1991), o guitarrista John Frusciante se viu lutando com o peso do sucesso.


“Estava sempre chapado, muito longe daqui e tudo acontecendo muito cedo na minha vida”, disse ele uma vez em entrevista. “Tudo aconteceu, ou melhor, tudo parecia estar acontecendo ao mesmo tempo e eu simplesmente não conseguia lidar com isso”.

A heroína logo consumiu a sua vida, tornando a sua presença na banda completamente insustentável. As lutas do vocalista Anthony Kiedis com narcóticos não são menos documentadas, mas talvez seja Michael Balzary, mais conhecido como Flea (baixista), que possui mais cicatrizes de batalha nesta área.


* Red Hot Chili Peppers: a história por trás da clássica música "Under The Bridge"


Não é de se admirar que ele tenha dado tantas informações sobre os efeitos prejudiciais da heroína ao longo da sua vida.

A dependência de Flea com as drogas era uma conclusão inevitável desde o início: “Eu convivo com o abuso de substâncias desde o dia em que nasci”, disse ele. “Todos os adultos da minha vida se anestesiavam regularmente para aliviar os seus problemas, fosse álcool ou drogas, tudo estava por toda parte, sempre. Comecei a fumar maconha quando tinha 11 anos de idade e depois comecei a cheirar cocaína, injetar, opiáceos e perseguir dragões durante a minha adolescência até a casa dos 20 anos”.

Tendo se cercado de outros usuários, Flea testemunhou todo o efeito do vício em heroína.

Depois de completar 30 anos de idade, época em que já tinha visto 03 de seus amigos morrerem por causa da heroína – um deles era o ator River Phoenix – Flea decidiu largar o vício de uma vez por todas.


Depois de 03 anos, em 1996, ele refletiu sobre o poder de consumo total da heroína: “Enquanto houver pessoas nesse planeta, haverá pessoas usando heroína, ou algo assim...”, Flea acrescentou. “O vício em drogas é uma coisa tão desconcertante e poderosa, que é muito difícil entender como as pessoas podem chegar a tal nível de insanidade e se machucar tanto, especialmente pessoas gentis, sensíveis, inteligentes e criativas... Já vi isso tantas vezes e 03 amigos próximos morreram, incluindo River... Estou lidando com isso agora com alguém que eu amo”.

A experiência de Flea com o vício o tornou sensível à importância de ajudar aqueles que lutam para procurar ajuda.

Ainda em 2018, ele instigou o governo a dar mais ênfase ao combate à crise de opiáceos que varre os EUA: “O vício é uma doença cruel e a comunidade médica, juntamente com o governo, deve oferecer ajuda a todos aqueles que precisam. A vida dói, o mundo é assustador e é mais fácil usar drogas do que trabalhar com dor, ansiedade, injustiça e decepção”.

Felizmente, Flea conseguiu quebrar este círculo vicioso, mas confessou que não é um caminho fácil, principalmente para quem se interna em clínicas de reabilitação: “A pessoa quase morre desintoxicando, sabe? Tentar dar esperança e fé novamente a alguém, depois que eles perdem para as drogas, é uma coisa assustadora e sinistra de se ver”.

No entanto, Flea se viu em condições de ajudar outros viciados e tem feito isso desde então, mesmo que signifique apenas dar conselhos.


Flea concluiu - tudo isso documentando em seu livro biográfico: “Começando com gratidão pelos tempos difíceis e valorizando as lições de nossas dificuldades, temos a oportunidade de superá-los e ser indivíduos mais saudáveis e felizes que vivem acima da forte tentação do vício”.

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