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Pink Floyd: a canção da banda que previu seu sucesso, consequências e visão de mundo

  • by Brunelson
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

PINK FLOYD nunca foi criado para ficar parado em um mesmo lugar por muito tempo. 


Eles poderiam muito bem ter continuado sendo o precursor do rock psicodélico durante a década de 70, mas assim que eles dispensaram seu vocalista/guitarrista/compositor original da banda em 1968, Syd Barrett, eles sabiam que não poderiam continuar na mesma receita musical dele pelo resto de sua carreira - apesar de tentarem em seus primeiros discos pós-Barrett. 


Mas embora demorasse muito tempo até que eles alcançassem algo tão grandioso quanto seus álbuns épicos lançados nos anos 70, as sementes do seu futuro promissor já estavam sendo plantadas em alguns de seus primeiros discos.


Roger Waters (vocalista/baixista), que agora estava assumindo o comando do navio após a dispensa de Barrett, estava lentamente se desenvolvendo em um grande compositor, enquanto David Gilmour (vocalista/guitarrista) - frequentemente mais focado em refinar a questão sonora das músicas - estava fazendo dos seus solos uma parte integral da sonoridade da banda.


E quando o grupo entrou em estúdio para gravar o álbum "Obscured by Clouds" (7º disco, 1972), é possível perceber uma nova canalização nas letras dessas músicas, algo como se já estivessem assumindo sua redenção e abandono da sombra de Barrett em seu som.


A canção, "Burning Bridges", já havia começado a nos mostrar um pouco mais o lado temperamental deles, mas foi na música, "Childhood’s End", o 1º sinal evidente de que eles haviam perdido a inocência e nunca mais poderiam voltar, com Waters escrevendo versos sobre ter que seguir em frente depois que o mundo não era tão brilhante quanto ele pensava que era.


A maioria das canções do PINK FLOYD raramente são estimulantes (depende do seu ponto de vista e momento em que está passando na vida), mas na música "Childhood’s End", mais parece o teste para o tipo de letras a que Waters se acostumaria mais tarde. Porque se ele não tivesse começado aqui, o assunto sombrio de um álbum como "Wish You Were Here" (9º disco, 1975), ou a natureza agourenta do álbum "Animals" (10º disco, 1977), são algumas das declarações artísticas mais importantes que eles já fizeram, mesmo que isto faça as pessoas pensarem um pouco mais do que estavam acostumadas - e ocasionalmente tendo que admitir em seu interior suas próprias verdades, pecados e defeitos, mais parecendo um tapa na cara.


Até mesmo o álbum conceitual como "The Wall" (11º disco, 1979) parece a versão totalmente realizada das letras da canção "Childhood’s End". O protagonista do álbum "The Wall" pode ter aceitado a ideia de que as coisas não eram tão simples quanto ele pensava, mas sua decisão de se fechar atrás de um muro pode muito bem ter sido um conto de advertência do que pode acontecer quando alguém se perde de verdade depois dessa percepção.


Mas isto significa que toda música do PINK FLOYD é sombria e severa? Absolutamente não. Porque ouvir um álbum como "The Dark Side of The Moon" (8º disco, 1973) tem tudo a ver com perguntas abertas que somos deixados para responder por nós mesmos.


A maioria das pessoas pode ter que chegar à dura conclusão de que o mundo está cheio de luz e escuridão, mas é nossa escolha se vamos em direção à luz ou não.


"Childhood’s End"


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