• Estácio S. Filho

Charles R. Cross: "Cornell sempre mencionava Cobain quando conversávamos"


Charles R. Cross, biógrafo oficial de Kurt Cobain (autor do livro "Mais Pesado Que o Céu"), publicou recentemente no site Crosscut um comovente artigo em homenagem a Cobain, mencionando Chris Cornell que costumava falar com ele sobre Cobain.


Seguem alguns trechos:


"O show do NIRVANA no clube de Seattle, Off Ramp, atraiu 05 grandes gravadoras e essencialmente, a partir dessa performance e vendo a resposta do público, foi o que persuadiu a grande gravadora, Geffen Records, a contratá-los. Muitas coisas fizeram do NIRVANA e Kurt Cobain um ícone, mas um pequeno pedaço dessa história foi feito neste clube sujo e que no momento ainda existe".


"Os aniversários de morte são particularmente difíceis de entender ou de participar. Passei anos pesquisando a vida de Cobain, mas há muita coisa que ainda parece um mistério, talvez porque o próprio suicídio e o vício são demônios incognoscíveis".


"Houve 30.000 mil suicídios nos EUA no ano em que Kurt morreu (1994). Em 2017, havia cerca de 45.000 mil pessoas, incluindo duas pessoas que eu conhecia. Uma das quais era Chris Cornell, vocalista/guitarrista do SOUNDGARDEN, e que sempre mencionava Cobain quando conversávamos".


"O suicídio tira a vida de mais americanos agora do que mortes no trânsito".


"E não me faça começar com opiáceos sendo o grande motivo, porque penso nisso e em Cobain toda vez que eu dirijo pela Avenida Aurora, uma parte da cidade ainda cheia de hotéis desprezíveis onde Cobain costumava ficar viciado em drogas. A palavra epidemia é finalmente usada para falar sobre a crise dos opiáceos nos EUA, mas para aqueles que estão na música em Seattle, esta é uma notícia antiga".


"Começando com Andrew Wood em 1990, ex-vocalista do MOTHER LOVE BONE, tem havido uma longa lista de mortes famosas e de pessoas prestes a serem famosas".

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