• by Brunelson

Smashing Pumpkins: "tinha que trazer a banda de volta e curar feridas"


Billy Corgan, frontman do SMASHING PUMPKINS, detalhou como a tensão entre os membros originais da banda afetou os fãs ao longo dos anos - em uma nova entrevista para o site Huffington Post.


A reunião com os membros fundadores desmoronou no início de 2018, quando a baixista D'arcy Wretzky não foi anunciada como integrante da banda na turnê e gravação do novo disco. Corgan se reuniu com James Iha (guitarrista) e Jimmy Chamberlin (baterista), os três separados desde 2000.


Corgan falou: “Bem, quase desisti muitas e muitas vezes e pode soar como uma resposta estranha, mas sempre me peguei pensando muito sobre os meus ancestrais, sabe? Eu vim de pessoas realmente pobres e imigrantes, e se fosse sentar numa mesa com eles para conversar, quero dizer, eu sei que eles já morreram, mas iria dizer: 'Sim, eu vou acabar com a banda porque simplesmente não gosto do jeito que faz sentir'. Eles iriam rir de mim, sabe? Eles eram uma raça de pessoas mais dura do que eu e muitas vezes tentei me colocar no lugar deles e enxergar como eles iriam ver esta oportunidade".


"Se você vai jogar fora uma oportunidade dessa, tudo bem, mas pelo menos saiba que foi você que a jogou fora e eu acho que, quando realmente examinei a oportunidade de sair fora, percebi que ainda havia muito a ser feito, incluindo ajudar a trazer a minha banda de volta e curar uma ferida que realmente precisava ser curada. Não apenas para nós, mas também para muitos fãs".


"Eles se sentiram muito tristes com a situação… Mas se eles olharem para a sua banda e você não puder fazer a coisa que eles pedem que você faça e que fez a vida inteira - além de seguir em frente - fica muito doloroso para eles. Porque em algum tipo de meta-nível, eles vêem você como parte da sua família e quando você não consegue reunir a sua família, o negócio fica em desacordo com eles".


"Os fãs nos questionam: 'Como isso não é possível? Vocês não podem entrar num quarto e simplesmente superar as coisas?'"


"Há um monte de sonhos ainda para alcançar com o SMASHING PUMPKINS, mas o ponto em minha carreira é que eu só tive que crescer e realmente apreciar o que a música me trouxe, mesmo a indústria da música sendo uma vida selvagem... Vivi esse sonho louco e num certo momento estava disposto a jogá-lo fora, passando por pontos altos e baixos e ainda sobrevivi? Há algo muito mágico nisso”.

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