R.E.M: quando o guitarrista convidou o Nirvana para dormir na sua casa

May 3, 2018

 

Em um recente show do FOO FIGHTERS na cidade de Atlanta - onde estão divulgando em turnê americana o novo álbum de estúdio, "Concrete and Gold" (9º disco, 2017) - Dave Grohl comentou com o público que o NIRVANA chegou a dormir na casa do guitarrista do R.E.M, Peter Buck, há muitos anos atrás.

 

Grohl falou ao microfone: “Quando o NIRVANA veio e tocou aqui em Atlanta há muito tempo atrás, eu me lembro dos caras da banda DRIVING N CRYING aparecendo no show e nós ficamos, tipo: 'Oh meu Deus! Tem estrelas do rock aqui! Tem estrelas do rock aqui!'"

 

"E então, no dia seguinte fizemos o nosso inaudível show, porque a aparelhagem estava uma merda, mas foi ótimo, porque naquela noite nós deveríamos ir para a próxima cidade e Peter Buck e Michael Stipe (guitarrista e vocalista do R.E.M) também apareceram no show, e Peter Buck veio até nós e falou: 'Vocês podem passar a noite na minha casa se quiserem'. Tínhamos 22 ou 23 anos e o cara do R.E.M. estava ali na nossa frente nos convidando para dormir na casa dele!"

 

Michael Stipe tinha uma relação próxima com Kurt Cobain. Os 02 planejavam começar a trabalhar em uma colaboração musical no mês de Abril/1994, mesmo mês onde Cobain veio a falecer. Stipe introduziu o NIRVANA no Rock'n Roll Hall of Fame em 2014 e é padrinho de Frances Bean Cobain, filha de Kurt.

 

Stipe disse na cerimônia do Hall of Fame em 2014: “Eles pegaram o manto naquela batalha em particular. Eles eram únicos, estrondosos, melódicos e profundamente originais. E essa voz... Aquela voz! Kurt, sentimos a sua falta... Eu sinto a sua falta".

 

"O NIRVANA definiu um momento e um movimento para as pessoas que estavam do lado de fora: para os gays, para as meninas gordas, para quem brincava com brinquedos quebrados, para os nerds tímidos, para as crianças góticas do Tennessee e do Kentucky, para os roqueiros e estranhos, para os bem alimentados, para as crianças muito espertas e as que sofriam bullying. Nós éramos uma comunidade, uma geração - e no caso do NIRVANA, abraçava várias gerações - todos dentro numa câmara de eco naquele uivo coletivo".

 

"Aquele momento e aquela voz reverberaram em música, cinema, política, cosmovisão, poesia, moda, arte, espiritualismo, no começo da internet e tantos campos em muitas maneiras nas nossas vidas. Aquilo não foi apenas música popular, foi algo muito maior do que esse termo denomina".

 

"Este foi 01 dos artistas que apareceu de uma maneira errada e ao mesmo tempo, exatamente da maneira certa e no momento certo: NIRVANA".

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