Soundgarden: 1º discurso juntos de Cameron e Thayil após a morte de Cornell

November 18, 2017

 

Os membros do SOUNDGARDEN, o guitarrista Kim Thayil e o baterista Matt Cameron, fizeram o seu 1º discurso juntos desde a morte do vocalista Chris Cornell, em um recente evento da Human Rights Watch em parceria com a revista Rolling Stone - realizado em Los Angeles.

 

O baixista Ben Shepherd não estava presente e Chris Cornell ganhou uma homenagem póstuma com o prêmio da sua canção solo, “The Promise”, apresentado pelo vocalista do SYSTEM OF A DOWN, Serj Tankian.

 

A viúva de Chris Cornell, Vicky, fez o seu discurso com Thayil e Cameron ao seu lado. Estes são os primeiros comentários públicos de Thayil sobre Cornell desde a sua morte, sendo que a dupla também falou sobre como o SOUNDGARDEN pode se alinhar com eventos de caridade no futuro.

 

Segue somente alguns trechos dessa entrevista:

 

Cameron: "Estamos aqui para homenagear o nosso irmão, Chris Cornell, que está sendo premiado nessa noite".

 

Thayil: "Os direitos das crianças e os direitos humanos em geral eram todos muito importantes para Chris. Passamos a maioria dos nossos ensaios falando sobre várias questões, especialmente as coisas que afetam as crianças e os direitos humanos. Eu acho que Chris particularmente enfatizou isso em seu trabalho solo, devido a muitos dos seus trabalhos individuais lidando com a exploração dos mais vulneráveis. Talvez, motivado por qualquer indignação e preocupação com o que escutamos nas notícias para apenas enxergarmos o desprezo geral da crueldade".

 

Cameron: "Estamos certamente tentando melhorar o mundo com a nossa arte, então, eu acho que é uma maneira de começar o diálogo e o processo em tentar se conectar às questões que são sempre importantes para nós, assim como para outras instituições que abraçam a liberdade e justiça social".

 

Thayil também falou sobre as influências das composições de Cornell e do SOUNDGARDEN:

 

"Há tantas idéias e temas musicais que ele poderia cobrir liricamente ou musicalmente, e eu acho que isso é fundamentalmente o que abordamos. São várias idéias musicais diferentes e poderia ser qualquer coisa da vida diária ou dos relacionamentos mais profundos e preocupantes. Eu acho que o tipo de música que escrevemos nem sempre se presta às óbvias questões sociais e políticas, sendo que o nosso tema é um prisma mais amplo e as questões e preocupações específicas da Human Rights Watch podem não ser geralmente temáticas ao nosso trabalho, mas com certeza está dentro do nosso prisma e não é limitado”.

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