Alice in Chains: Top 05 letras de Layne Staley

April 2, 2017

 

A explosão da música grunge e alternativa na década de 90 não trouxe escassez de icônicos frontmen. Do NIRVANA ao PEARL JAM, passeando pelo STONE TEMPLE PILOTS, foi realmente um grande momento para vocalistas do rock’n roll. Dependendo do seu gosto pessoal, você poderia fazer um argumento para qualquer um deles sendo o seu melhor, mas é claro, há Layne Staley. Durante a era grunge, o vocalista original do ALICE IN CHAINS também gravou o seu próprio e único canto para todo o planeta ouvir.

 

Acredite ou não, 2017 marca o 15º aniversário da morte trágica do intempestivo Layne Staley. Sua voz é imediatamente reconhecível e durante a corrida inicial do ALICE IN CHAINS, Staley poderia deixar os fãs de joelhos com a sua habilidade vocal. Tudo sobre a sua entrega foi única e ele podia carregar notas com uma abrasiva agressividade - com o que parecia fazer sem nenhum esforço. Assustador, vulnerável e às vezes quase implorando, a sua entrega vocal e maneira de frasear foi copiada infinitamente por diversos artistas desde o álbum “Dirt” (3º trabalho de estúdio, 1992). Você pode ouvir uma riqueza à sua voz que não é uma vestimenta, certo? É tudo vindo de dentro, livre de pretensão ou replicação. 

 

Staley era um inovador na forma mais verdadeira da palavra.

 

Para todo o elogio que a sua dominação vocal recebe (e que merece muito mais), Staley era também um compositor muito hábil e inteligente. Enquanto que o reconhecimento vai para o guitarrista Jerry Cantrell por ser o principal compositor desde sempre do ALICE IN CHAINS, Staley também fez imensas contribuições para o catálogo da banda, tanto lírica quanto musicalmente - e este é um aspecto da carreira de Staley que é muitas vezes esquecido. Cantrell forneceu ao ALICE IN CHAINS alguns dos seus maiores sucessos, canções como "Rooster", "Would" e "Heaven Beside You”. 

 

Porém, Staley sabia se garantir ao lado de Cantrell e aqui estão as 05 melhores canções do ALICE IN CHAINS, escritas por Layne Staley.

 

 

5) Música: “Head Creeps”

    Álbum: "Alice in Chains" (5º trabalho de estúdio, 1995)

    Letra e música: Layne Staley

 

O álbum homônimo do ALICE IN CHAINS ainda soa meio que um enigma – sendo o último gravado com Layne nos vocais. Este 5º trabalho de estúdio não soa realmente com qualquer coisa em relação ao seu magnum opus, o álbum “Dirt”. O conteúdo lírico da canção "Head Creeps" está a par com o que muitas das letras de Staley trataram: o vício em drogas. Eternamente, enquanto a canção começa, Staley implora: "Só mais uma vez?" A música está longe de uma base de 04 acordes, mas continua sendo um rock direto e reto. A guitarra se une às unidades de seção rítmica, enquanto a voz distorcida de Staley deixa uma impressão assombrosa. Embora não seja uma das canções mais conhecidas da banda, "Head Creeps" certamente merece uma escuta atenta. Se por nada, pelo menos para o seu cativante e insano refrão, onde Staley murmura: "Hora de chamar os cachorrinhos / Cansado das sombras”. Um clássico em seu próprio direito.

 

4) Música: “Nutshell”

    Álbum: "Jar of Flies" (4º trabalho de estúdio, 1994)

    Letra: Layne Staley

 

O que foi este 4º trabalho de estúdio da banda? O EP que mostrou o quanto o terreno musical do ALICE IN CHAINS era capaz de cobrir. A canção "Nutshell" é a obra-prima em um disco cheio de clássicos. As letras de Staley se destacam particularmente sombrias e a dor em sua voz é inconfundível. A música "Nutshell" é um grande exemplo da habilidade de Staley em escrever melodias fortes e ser capaz de retirá-las por causa da sua capacidade vocal. Há um efeito calmante nos versos da música, apesar da natureza melancólica das letras, como: "E ainda assim eu lutei essa batalha sozinho / Ninguém para chorar / Não há lugar para chamar de lar". Essa música dá início ao lendário acústico da MTV em 1996, definindo perfeitamente o humor para o evento da noite. "Nutshell" é simultaneamente bela e dolorosa, muito parecida com o homem por trás da canção.

 

3) Música: “Confusion”

    Álbum: "Facelift" (1º disco, 1990)

    Letra: Layne Staley

 

Esta é uma música subestimada do ALICE IN CHAINS. O álbum de estréia da banda, “Facelift”, é muitas vezes esquecido devido ao sucesso dos seus trabalhos posteriores – apesar de nos apresentar o hit que fez o grupo ficar conhecido no mundo inteiro, a canção “Man in The Box”. Na música "Confusion", Staley viaja através dos versos, enquanto a canção avança ao ritmo de uma tartaruga. Quando o pré-refrão chega chutando e escancara a porta do refrão, Staley absolutamente surge das profundezas. Assertivo, dominante e quase explodindo, Staley canta: "Nos joelhos esfolados você rasteja / Eu quero te libertar / Reconheça a minha doença / Amor, sexo, dor, confusão e sofrimento / Você está lá chorando / E eu não sinto coisa nenhuma". A ousada honestidade nas letras faz Staley parecer como um homem que não poderia ser incomodado pelos sentimentos do seu outro significante. Que ele só cuida de si mesmo e não só possui, mas aprecia o que tem em si. É um dos melhores momentos do 1º álbum de estúdio do ALICE IN CHAINS.

 

2) Música: “Angry Chair”

    Álbum: "Dirt" (3º trabalho de estúdio, 1992)

    Letra e música: Layne Staley

 

A canção "Angry Chair" provou ser a música mais bem sucedida do ALICE IN CHAINS inteiramente escrita por Staley. Musicalmente, a estrutura é simples, mas eficaz. A bateria da introdução e o clássico riff da guitarra, é a marca do icônico som da era grunge. O refrão é o clássico Layne Staley cantando... As passagens vocais no refrão são unicamente formuladas para se alinhar com a guitarra, especialmente quando Staley carrega as vogais "I-I-I", junto com o vibrato da guitarra. Fica a dúvida se Staley poderia ter criado primeiro a letra e melodia vocal, para em seguida ter composto a música para ajustá-las. Enquanto que a melodia dos versos da canção criam raízes por conta própria, as melodias do pré-refrão e refrão se trancam e deixam toda a música muito bem apertada. A canção “Angry Chair” serve quase como um tipo cauteloso de conto, um conto de vício em drogas onde o sujeito foi longe demais. Ela também é rica em metáforas, onde Staley declara: "O menino cometeu um erro / A nuvem cor-de-rosa tornou-se cinza agora". Não é difícil simpatizar com Staley ao ouvir esta música, pois a escrita vinha do seu coração e o seu coração sempre estava nas suas letras. Não havia dúvida de que Layne estava tentando confrontar os seus conflitos internos através da sua arte. Foi lançada como um dos singles do álbum "Dirt".

 

1) Música: “Hate to Feel”

    Álbum: "Dirt" (3º trabalho de estúdio, 1992)

    Letra e música: Layne Staley

 

Esta canção é como um lado-b no álbum “Dirt”. O riff descendente da guitarra se mistura com o ritmo descontraído da música, causando uma infusão e lhe dando uma sensação quase delicada. Quando a canção arranca uma engrenagem no pré-refrão, é aí que a investida começa. Se a música "Angry Chair" é um conto preventivo para não entrar nas drogas (porque isso pode acontecer com qualquer um), a canção "Hate to Feel" é a história do que acontece, talvez, 03 meses antes disso. Com certeza, poderia até apostar que estas são as melhores letras que Staley já escreveu, como: "Me encarando com os olhos vazios / E aponte as suas palavras para mim / Espelho na parede vai lhe mostrar / O que você está com medo de ver". O assunto é sem dúvida muito sério, mas Staley encontra maneiras de abordá-lo com humor. Staley sempre foi muito contundente com as suas letras, no entanto, a música "Hate to Feel" tem uma certa língua desafiadora nela. Entre o seu novo inseto de estimação, o remédio como almofada de alfinetes e a revelação de que ele acabou sendo exatamente o que jurou que não seria, as letras são pungentes, mas fala de um homem que claramente estava passando por uma grave situação. Nenhuma letra é mais reveladora quando ele canta: "Costumava ser curioso / Agora, o sustento da merda". Fazendo parte de um pacote musical completo, a canção "Hate to Feel "é Staley em seu pico criativo.

 

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